Capítulo Três

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- Tudo tem que estar impecável aqui. Troque o lençol e o deixe perfeitamente esticado, sem amassos. Providencie violetas brancas e coloque sobre a mesinha, verifique se no frigobar tem as frutas da lista – Oscar disse rapidamente e Maite tentava gravar mentalmente as ordens recebidas – É só seguir o que está escrito. – finalizou estendendo um pedaço de papel para a morena que assentiu.

- Apenas isso de exigências dessa pessoa? – Maite perguntou ironicamente.

- Ela não fez exigência alguma. Eu fiz a lição de casa e o que há nessa lista é tudo o que ela gosta. - ele falou sorrindo, estalou os dedos – Apresse-se!

Maite rolou os olhos, teria que correr contra o relógio para conseguir fazer tudo a seu tempo.

O avião aterrissou em solo conhecido. Pela primeira vez em anos estava de volta a cidade natal. Ajeitou o óculos fundo de garrafa e abriu o chiclete. Estava ridícula com aquela bata verde abacate e saia amarela.

- Espelho, espelho meu! Existe alguém mais ridícula do que eu?

- Não minha ama! – Christian disse engrossando a voz, Dulce rolou os olhos – Você é a pessoa mais mal vestida e assassina da moda que há nesse aeroporto.

Anahí e Christian caíram na gargalhada.

- Sejam discretos se não quer ser descoberta! – Dulce resmungou e saiu caminhando.

Anahí observou ela se afastar e Alex indo ao seu encontro.

- Ele não funcionou durante o voo?

- A fantasia não rolou, sinto muito, mas teremos que suportar uma Dulce Maria mal humorada durante algumas horas. – Christian falou lamentando, Anahí fez uma careta, segurou a mão dele com firmeza.

- Ei, não há o que temer – Christian disse carinhosamente - Estou aqui para te proteger das garras da megera e de Dulce Maria mal humorada.

- Ela consegue ser pior do que eu. – murmurou.

- Ninguém supera você de mau humor mon amour!

- Sou eu que pago seu salário, me respeita! – a loira disse dando nele um empurrãozinho.

- Será que o casal deboche precisa de ajuda para desempacar? – Dulce falou alto chamando atenção.

Anahí segurou o riso e foi ao encontro da ruiva. Antes de entrar no carro que a levaria para o hotel, fechou os olhos e inspirou profundamente. Não poderia deixar transparecer sua fragilidade para os amigos e muito menos para os fãs. Novamente teria que atuar e fingir estar extremamente feliz, como sempre fizera. Apenas os três amigos conheciam o seu segredo. Pensou por diversas vezes revelar aos fãs o que lhe causava pesadelos durante a noite, mas Sílvia sempre frisava que isso poderia causar muita polêmica.

Maite terminou dez minutos antes. Retirou o carrinho de limpeza e o deixou no corredor. Largou o cartão de acesso ao quarto sobre o carrinho e voltou para o quarto, fechou a porta e conferiu tudo. Ao colocar a mão no bolso para pegar o cartão para sair gelou ao perceber que o mesmo não estava ali. E agora?

- Bom início de emprego Maite! – disse a si mesma.

Oscar andava de um lado para o outro olhando para o relógio, preocupado. Estava quase na hora dela chegar e sua nova contratada não aparecia.

- Alguém viu a novata? – esbravejou.

- Ela deve ter desistido. – uma mulher ruiva falou - Abandonou tudo e deixou o carrinho no corredor.

Oscar soltou o ar vagarosamente, precisava manter-se calmo. Contou mentalmente até dez.

- Preciso que vá e confira o quarto. Se ela chegar e... – calou-se ao ver o carro parar em frente a porta. – Merda! Diabos!

Era ela. Havia escolhido o melhor quarto, teria que arriscar e confiar que a novata tenha deixado tudo conforme havia solicitado.     

Maktub - MiniOnde histórias criam vida. Descubra agora