- Pensa Maite, coloca essa cachola para funcionar. – dizia para si, andando de um lado para o outro dentro do quarto. – É isso! – estalou os dedos e correu até a porta.
Encostou o ouvido na porta e pode ouvir vozes se aproximando. Congelou ao perceber que duas mulheres conversavam ali em frente. E piorou quando a porta fez barulho alertando que estava destrancada. Maite correu até o banheiro na velocidade da luz, trancou a porta e encostou-se ali, com a mão sobre o peito, ofegante.
- Eu vou contar a verdade na coletiva.
- Ficou louca? – Dulce falou empurrando-a para dentro do quarto. – Você pode colocar tudo a perder.
- Estou em perfeitas condições mentais Dulce Maria.
Maite arregalou os olhos. Reconhecia perfeitamente aquela voz. Tinha que ser ela, seu coração parecia que ia saltar pela boca. Luna morreria por estar ali também. E que fã não morreria por estar no mesmo quarto que a ídola?
- Pois não é o que parece. – Dulce falou perdendo a paciência, porque a amiga era tão cabeça dura? - Porque remexer em um passado que tanto lhe causa sofrimento?
- Meus fãs tem o direito de saber. – disse rispidamente. – Está na hora de contar sobre o que aconteceu.
- Tem certeza de que quer isso mesmo? Ou é para tentar o perdão do seu namoradinho da adolescência?
Anahí sentiu seu sangue ferver, trincou os dentes e respirou fundo, uma, duas três vezes. Dulce a observava aguardando o bote. A loira caminhou até ela e cerrou os punhos. Encarou a amiga e deixou as lágrimas escorrerem, então a segurou na camisa com força, próximo ao colarinho.
- Ele não tem nada o que me perdoar. Eu não tive culpa de ter sido obrigada a viver em um país ao qual desconhecia. – disse e soltou a ruiva, empurrou-a.
- E você acha mesmo que vou permitir que estrague a sua carreira? – indagou e negou com a cabeça - Nunca!
- Saia daqui! – Anahí sussurrou fechando os olhos.
- Pra você chorar e ficar com a cara inchada para a coletiva? Não Anahí! – Dulce gritou irritada e Maite arregalou os olhos - Você precisa superar o seu passado, esquecê-lo e não querer contar a todos. Pare de lamentar por um amor adolescente e uma criança que nem existe mais.
- Você não tem o direito de me julgar. – a loira gritou revoltada - Não sabe a dor que é perder alguém importante.
- Talvez. – a ruiva falou dando de ombros, estava cansada de ouvir as lamentações da loira - Não suporto te ver assim. Não era para ser Anahí! Você não estava pronta para ser mãe e por isso o destino te tirou ela. A vida segue, ela morreu e fim.
Anahí a olhou com desprezo. Como ela conseguia ser tão fria? Porque Dulce Maria não era como Christian que a apoiava em tudo?
- Vai pro inferno! - Anahí murmurou e lhe jogou um dos travesseiros.
- A verdade dói? Fique ai e pense que não pode viver pra sempre presa a esse passado. – disse abruptamente - Ela morreu Anahí!
- Será que dá para serem mais discretas? – Alex falou entrando no quarto, Anahí bufou e ergueu o dedo do meio para Dulce que repetiu o gesto - A sorte de vocês é que o andar está vazio.
- Leve a sua namorada para bem longe de mim se não quiser ficar viúvo antes do casamento. – a loira falou entre os dentes.
- A coletiva é as nove. Esteja pronta. Chris vem lhe maquiar as sete. – Dulce falou rispidamente antes de sair do quarto.
Anahí sentou-se na cama e deixou o corpo cair para trás. Fitou o teto e fechou os olhos. Porque a sua vida não podia ser completamente colorida? Olhou para a esquerda vendo sua imagem refletida no espelho e fez uma careta ao perceber que ainda estava com aquela roupa horrorosa. Foi até a mala e pegou o roupão, tirou a roupa. Parou em frente ao espelho para desfazer o coque quando viu a porta do banheiro se abrir. O grito da loira ecoou pelo quarto e, com certeza, pelos corredores.
Ela girou o corpo e olhou para a morena que também parecia estar tão ou mais assustada que ela.
- Quem é você e o que faz aqui?
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Maktub - Mini
FanfictionEles se apaixonaram quando adolescentes e, juntos, viveram os melhores meses de suas vidas. E do nada a vida de ambos virou de pernas para o ar. Alfonso teve de se adaptar a sua nova realidade e Anahí a uma vida de superstar. Um amor adormecido repl...
