(Narrado por Steve Rogers)
- Toda sua história é fascinante. E quando saímos de lá, fica aquela vontade misturada com inveja. - Rick sorriu. - Aquele desejo de ser o Capitão América.
Rick disse ser um fã. Me contou sobre sua primeira ida no museu especial dedicado ao Capitão América. A mim.
- Aposto que não gostaria de ter sido congelado por sete décadas. - dizendo isso, rimos.
Me virei rápido para fitar Bucky. Ele ao lado de Romanoff, nos entreolhamos. Sorri mesmo achando estranho a forma na qual me observavam.
No instante, parecendo ter tropeçado sem querer, um dos excêntricos garçons derrama uma taça cheia de vinho no meu paletó abotoado. E o volume do líquido atravessou até manchar de púrpura o colete e a camisa social por baixo, sem a chance de ter me esquivado.
O homem, que usara apenas um óculos escuro, gravata e uma box preta, se desculpou saindo de perto, demonstrando nervosismo.
- Deve estar aborrecido. - disse Rick. - Vem comigo, tenho um blazer guardado aqui.
Dava a entender que ele tinha coisas suas naquele andar. Provavelmente era próximo de Tony, ou Peper.
- Não se preocupe, estou ótimo. Já enfrentei coisas piores. - eu modesto.
- Não seja orgulhoso. O blazer com certeza lhe cai bem, venha!
Dessa vez, ele manteve o tom da voz pouco mais alto, pelo som da música e de alguma forma, tentando me inibir. Me puxou pela minha mão, o que foi bem inusitado.
Me levou até uma sala fechada, o que parecia ser um escritório, mas no momento era mais ou menos uma despensa. Cheio de caixas abertas, malas, e objetos espalhados. Ligou a luz e se dirigiu a uma das malas em cima duma mesa.
- Aqui. Pegue.
Ele já com o blazer marrom na mão, fez sinal para que eu aproximasse. Deixei a porta aberta.
Tirei o paletó, vi a mancha espalhada, e com a também sensação desagradável de roupa molhada, resolvi tirar o colete junto da camisa branca.
E assim, eu prestes a usar a roupa emprestada, quando, ali do meu lado admirando meus músculos, Rick alisou de forma bem delicada sua mão direita no meu ombro.
Por impulso, lancei um olhar severo, sem me mexer. Ele entendeu o meu descontentamento e se esquivou num passo:
- Me desculpe.
Foi seco, porém envergonhado. Vesti o blazer sem falar nada e saí com minhas vestes no braço.
Não que eu estivesse decepcionado com aquela situação. Mas só agora percebi que ele teria apresentando-se à mim com um desejo carnal. E não um fã ajudando seu ídolo Capitão América.
Não é atoa que sempre debocham me chamando de inocente, ingênuo.
Fui encontrar o Bucky. De longe, vi que ele não estava presente, apenas Carter e Romanoff.
Quando cheguei na mesa delas e perguntei, a ruiva explicou que ele nos esperava lá fora. Fingi estar entediado dizendo que iria embora. Natasha levantou sorridente. Com certeza fazia questão de nos levar de volta.
Nos despedimos de Sharon ali, depois de Wilson que nos esbarrou com uma moça agarrada em seu corpo.
Já no elevador, Romanoff continuava com um sorriso, agora provocador:
- Belo blazer.
Dei de ombros.
- Rick tem um bom gosto. - ela dizia persistindo em algo. Pudia ver sua sobrancelha direita levantar.
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Nossa Proibida Conduta
FanfictionNum momento de paz de espírito, após se livrar da índole má que a HYDRA injetou em sua mente, Bucky Barnes vive sob os cuidados e afeto de seu melhor, e único amigo, Steve Rogers. Vivendo juntos num apê em Brooklyn, sentimentos são despertados em a...
