Em quem confiar

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(Narrado por Natasha)

- O que? - Bucky, fingiu estar natural espreguiçando-se no banco.

- Eu não acredito. - Rogers nervoso - Você escondeu uma camera no meu quarto?

Xeque-mate.

Meu Deus Steve. Isso que é cair na teia da aranha.

Faltavam dois minutos para chegar no aeroporto onde estava o Quinjet, com a equipe nos aguardando. Steve continuou histérico com sermões sobre nossa confiança. E eu garantindo várias vezes que não escondi nada.

- Disso podem ter certeza, juro pela nossa amizade de seis anos. - agora o encarei para ele ter a certeza de que eu estaria falando a verdade - É apenas minha intuição.

E eles já deviam saber que sou a pessoa mais perceptiva do mundo.

Um breve silêncio com os dois envergonhados. Voltei a sorrir pro Capitão.

- Estava jogando verde com vocês. Obrigada pela confissão Stee.

- Nat...

- Agora quero tudo nos mínimos detalhes. - interrompo - Tenho todo o tempo de sobra.

- O que acha que aconteceu? - Bucky com uma sobrancelha erguida.

Fiquei pensando no que responder.

- Então são tipo... ficantes?

Barnes riu. Steve de cabeça baixa, ainda envergonhado, observava a polaroid. E eu tentei ser uma boa amiga:

- Não sou considerada a melhor espiã do mundo atoa. Sei guardar segredo. Não se preocupem, aliás, estou até apoiando.

Sorri para os dois. Bucky assentiu com simpatia.

Enfim paramos metros perto do Quinjet, e Rogers disse sério antes de ser o primeiro a sair do carro.

- Assim como sabe mentir muito bem.

[...]

Estávamos sobrevoando o extenso oceano Índico. Clint ficou como piloto. Bucky passou um tempo distante dos outros e sem entrar nos diálogos. Fui até ele que permanecia sentado no canto limpando o cano de um dos rifles.

Sentei a sua frente sorrindo e ele retribui. O interior do jato não tinha tanta privacidade, então comecei a falar num tom que só ele ouviria.

- Estou do lado de vocês. Pode contar comigo pra qualquer coisa, ok?

Ele me observa assentindo carismático e volta para a arma.

- Para qualquer coisa. - insisti.

Barnes ainda calado. Agora ele atenta Steve na mesa ao meio, junto aos outros. Fiz o mesmo.

No momento, Sam Wilson deu um leve tapa no ombro do Capitão.

- Parece muito mal, cara.

Rogers reage os reflexos quando coça a nuca, disfarçando.

- Ah, estou bem. Só com os pensamentos longe.

- Com certeza está preocupado com algo. - comentou Sharon também sentada volta da mesa.

A loira dizia de uma forma persistente, querendo que Steve contasse o que sentia. Isso fez ele encará-la.

- Não importa. - dizia Maria Hill, de pé, em tom alto e autoritário. - Não precisamos do Capitão inspirador. Estou no comando desta missão.

Plena, ela relia uns papéis em sua mão. E continua com a voz elevada.

Nossa Proibida CondutaOnde histórias criam vida. Descubra agora