(Narrado por Bucky Barnes)
No momento fazia 6°c. E logicamente havia uma lareira acesa nos aquecendo na sala de estar. Eram três sofás - eu e Steve sentávamos em um, enquanto Romanoff estava no maior, junto do garoto, que permanecia deitado ao colo dela. A senhora, dona da casa, ficou na cozinha preparando tais cookies.
Degustávamos um vinho regional quando Natasha iniciava sua devida explicação:
- Lembram do Rick, né? O que me fez um favorzinho na festa de Tony.
- Steve ainda tem guardado aquela jaqueta. - comentei.
- Avisei pra tomar cuidado Bucky...
- O que tem ele? - Rogers sempre com seu senso de humor e paciencia, a interrompe.
- Ele é filho da Helga.
- E meu pai. - conclui o garotinho atento a conversa.
- Sim. - disse a ruiva acariciando os cabelos loiros dele.
Eu e Steve nos entreolhamos ao observar aquele afeto maternal da Viúva Negra.
Me espreguicei no sofá, colocando as pernas apoiadas ás coxas de Rogers. Nisso, parece que ele gostou, nem fez sua expressão enfezada. Apenas ignorou minha ação quando pergunta:
- E onde está Rick agora?
- Trabalhando. Em Nova York.
Romanoff, no instante, voltou para seu filho.
- Ubbe, vá lá no meu quarto. Procure um filme bem legal na Netflix.
- Ah, quero ficar aqui com você. Já fez dois meses que não veio pra casa. - ele resmungava gesticulando.
- Mas vou assistir também, já estou subindo. Vou só mostrar um negócio pros convidados.
Enfim, o menino se levanta do sofá assentindo e segue para a escada. E Natasha altera seu semblante e posição. Estava apoiando os braços em suas coxas, com as costas curvada. Entendemos aquilo como, que seu filho não devia ouvir o que ela teria para nos contar.
- Provavelmente não sabem, mas Rick é agente da SHIELD. Passamos tempos como uma dupla de espionagem. - ela explicava nos encarando, mas agora visava as chamas na lareira, com o olhar distante. - Há oito anos, tinhámos uma missão em Berlim, de execução. Ao descobrirem a localização de um casal, que eram importantes dentro da HYDRA, nossos superiores ordenou que fizéssemos o que tinha que ser feito. Extermínio. Naquela noite nevava fraco, estava calmo e silencioso na rua onde moravam. Para todos os efeitos, eles eram apenas civis alemãos.
- Não precisa continuar, Nat. - proferiu Steve complacente. - Fazemos ideia do que veio depois.
- Ta tudo bem. Eu planejava contar os detalhes. - Romanoff se recompos no sofá, mantendo um sorriso forçado. - Pois então, eu e Rick entramos na madrugada pelos fundos da casa. Vimos a mulher deitada no sofá, assistindo TV. Rick alertou que subiria até o quarto, onde provavelmente estaria o esposo. Eu tive que cuidar dela. Estava tudo fácil demais para nós. Até eu perceber que havia um bebê em seu colo, quando aproximei.
- Era o Ubbe.
Afirmei em meio a pausa de sua explicação. Ela assentiu.
- Não fomos avisados que havia uma criança. Aquilo poderia mudar o rumo das coisas. De qualquer forma, só existia duas opções como conduta de espiões. Matar também a criança, ou deixá-lo ali, até que encontrem e o levassem para um orfanato... Fiquei parada ali, sem a mulher ter notado ainda minha presença. Quando Rick desceu silencioso, ficou surpreso tanto quanto eu. Felizmente, ele tomou a atitude antes de mim. Apagou a mulher. E o bebê... estava dormindo.
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Nossa Proibida Conduta
Hayran KurguNum momento de paz de espírito, após se livrar da índole má que a HYDRA injetou em sua mente, Bucky Barnes vive sob os cuidados e afeto de seu melhor, e único amigo, Steve Rogers. Vivendo juntos num apê em Brooklyn, sentimentos são despertados em a...
