7° Dia: Decisões, família e transições

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Levantei bruscamente quando a porta do meu quarto foi aberta com violência, e, para completar a total desgraça, o cretino que chamo de irmão acendeu as luzes, ignorando que aquele simples gesto poderia ser a pior parte da minha manhã.

– Cacete, Tobirama! - Reclamei. – O que foi?!

– Você não ouviu a porra da campainha tocando?! - Me olhou indignado, franzi o cenho e olhei confuso para ele. – Tá, foda-se. O Madara tá na sala, bêbado e querendo conversar.

– O Madara o que?!?! - Perguntei, extremamente espantado e preocupado.

– Sim, bêbado, na nossa sala, e querendo conversar. – Respondeu de maneira ríspida. – Se vira que o b.o é seu, e vá antes que eu bata nele por ter me acordado. - Tobirama não me deixou responder, virou as costas e saiu andando. Apenas ouvi o som de sua porta batendo.

Respirei fundo e tentei procurar em algum momento de minha vida o que de errado havia feito, aquilo só poderia ser castigo; e o pior de tudo é que eu, definitivamente, não sabia o que mais me deixava surpreso: Se era o Tobirama não ter agredido o meu melhor amigo e o colocado para fora de casa, ou o Madara disposto a conversar e desabafar.

Levantei a contragosto, me encaminhando para o banheiro. Joguei uma água gelada no rosto, escovei os dentes e, finalmente, olhei para o espelho tentando encontrar a razão de aquilo estar acontecendo comigo àquela hora da manhã.

Fui caminhando até a sala da minha casa, então…

– OHHH BABY, BABY, IT’S A WILD WORLD… - Madara estava deitado no sofá, cantando de maneira enrolada. – BABY, I LOVE YOU! - A força que eu fiz para não rir naquele momento foi muito grande.

– Tudo bem, tudo bem, Madara. - Fui até onde ele estava e sentei no sofá, ao lado. – O que houve?

– Não pode mais cantar não, caralho? - Mesmo bêbado, continuava sendo o mesmo ranzinza de sempre.

– Poder pode, mas cantar Mr.Big bêbado, ainda mais wild World, é preocupante. - O Uchiha bufou, e eu tive que engolir a gargalhada que queria sair novamente. – Além disso, você não disse que ia pra casa depois do jantar de ontem?

– Eu ia, se aquela mulher do caralho não fizesse de tudo pra me foder, Hashirama! - Reclamou. – Chega, vou começar a pegar homens a partir de agora!

– Mas você já não faz isso, Madara?

– Ah, é mesmo. - Respirou fundo. – O problema é que essa maldita demônia não sai da minha cabeça, Hashirama. Eu não consigo mais me relacionar com ninguém. - Disse de maneira enrolada. – Caralho, por que sua sala tá rodando, Hashirama? Que porra o Tobirama fez aqui?

– Madara…- Me ajeitei no sofá e debrucei meu corpo para frente, tentando olhá-lo. – Quem é essa mulher?

– Você é meu melhor amigo, se nada der certo, nós deveríamos casar. - Revirei os olhos.

– Repense no que você acabou de me dizer, Madara.

– É, soou ridículo. Você é insuportável. – Reclamou. – E isso seria nojento, nós somos como irmãos.

– Para de falar besteira e me diz logo o que está acontecendo e quem...

– Você já se apaixonou, Hashirama? Isso dói. - Me interrompeu. – Eu era tão apaixonado naquela maldita, até ela terminar comigo porque nossas personalidades entravam em conflito.

– E quem seria essa mulher? - Estava curioso, de verdade.

– Não te interessa, porra! Cala a boca, não faça perguntas e me deixa desabafar. - Não consegui conter a risada dessa vez, recebi um olhar furioso – que foi ignorado. – Ela me ferrou, Hashirama, ficou noiva de outro, pra terminar com o infeliz anos depois.

10 dias para elaWhere stories live. Discover now