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Os seus olhos viraram-se para mim. A sua cara tinha alguns cortes. Notei que o seu lábio estava arrebentado. Eu mal o conseguia reconhecer . A sua camisola antes preta tinha agora uma mancha mais escura de lado. Sem perceber, as lágrimas começaram a cair pela minha cara. Eu não sabia porque chorava mas as lágrimas continuavam a cair.

"Rocky?" Ele perguntou. A sua voz estava fraca mas continuava a ser linda aos meus ouvidos.

"Estás bem?" Perguntei-lhe. Ele sorriu com alguma dificuldade e disse.

"Acho que é óbvio que não estou bem." Um pequeno sorriso formou-se na minha cara. Mas este não era falso como os outros. Era genuíno. Ele começou a tossir e as lágrimas voltaram a cair. As minhas mãos tremiam. Não sabia o que fazer. Liguei para o 112 (ou 911. Como vocês quiserem). Era a única coisa que podia fazer. Agarrei a sua mão e entrelacei os nossos dedos.

"Aguenta-te Luke. Já vem aí ajuda" Ele sorriu levemente e eu sorri de volta. Não sei quanto tempo ficamos ali os dois. De mãos dadas. Ele olhava para cima e de vez em quando tossia. As lágrimas continuavam a cair pela minha cara. E pela primeira vez na vida eu notei as pequenas coisas. A mão do Luke ser maior que a minha. Ou a forma que  as suas sobrancelhas se juntam quando ele está concentrado em algo. Os meus pensamentos foram interrompidos pelo som de uma ambulância a chegar. Os paramédicos imediatamente meteram o Luke na maca. As nossas mãos já não se encontravam juntas. Enquanto eles puxavam a maca ,onde se encontrava o Luke até à ambulância, eu vinha atrás. Caminhando silenciosamente. Meteram no lá dentro. E eu não sei o que me deu mas eu perguntei.

"Posso ir com ele?" Um dos paramédicos virou-se para mim e perguntou.

"É familiar?" Naquele momento não sabia o que dizer. Se eu disse-se que era uma amiga eles não me deixariam entrar então e se eu disse-se que era....

"Ela é a minha namorada. Por favor deixen-na ir comigo." A minha cabeça virou-se na direção de onde tinham falado. O Luke estava sentado na maca. Porque é que ele disse aquilo?!

"Okay. Sente-se ali porfavor" O paramédico disse-me e assim o fiz. A viagem foi silenciosa. A ambulância parou à frente do hospital e imediatamente tiraram o Luke da ambulância. Sai atras deles e corri para o lado do Luke. Este assim que me viu agarrou a minha mão. Na minha barriga explodiam as tão famosas "borboletas". Eles levaram o Luke para outra parte do hospital que eu não podia entrar. Atrás de mim estavam pessoas sentadas. Todas á espera. Havia uma variedade enorme de pessoas. Até crianças. Decidi sentar-me. O relógio encontrava-se na parede ao meu lado. E a única coisa que se ouvia naquela sala era o enorme relógio. Isso e a música do videojogo que o rapaz ao meu lado jogava. Acho que era a mãe dele que se encontrava ao lado. Ela tinha a cabeça baixa e algumas lágrimas caiam em direção ao enjoativo chão branco do hospital. Um médico apareceu. Ele tinha um caderno a sua frente preto e encontrava-se com os óculos na ponta do nariz enquanto o lia. Este puxou-os para cima e olhou para a frente examinando as pessoas que estavam sentadas.

" Mãe. Aquele não é o senhor que estava a cuidar do pai?" O miúdo ao meu lado perguntou a sua mãe. Nesse momento a cabeça da mãe levantou-se e olhou para o médico. 

"Sim  é ele" Ela indereitou-se na cadeira e desfez o totó que segura o seu cabelo preto. Notava-se as suas olheiras e o vermelho que denominava os seus olhos verdes. Alguns cabelos brancos misturavam-se com os outros. Ela fechou os olhos e o rapaz voltou a prestar atenção ao seu videojogo.

"Há aqui alguém para o Robert. Robert Smith." Os olhos da mulher abriram-se de relance e ela imediatamente meteu a sua mão no ar. O médico foi ao seu encontro. O rapaz desligou a consola. E esperaram. 

"Lamenta-mos informar que  Robert não sobreviveu." O olhar do médico mostrava pena. Mas isso não servia para consolar o coração partido da mulher que tinha acabado de perder o marido. O miúdo agarrou-se à mãe. E toda a sala de espera observou este pequeno momento.

"Posso ir vê-lo?" A mulher perguntou. O médico acenou que sim com a cabeça. E sairam da sala. 

"Está aqui a namorada do Luke?" Uma pequena enfermeira que reconheci da ambulância disse. Meti a minha pequena mão no ar e fui em direção à enfermeira. Esta levou-me até ao quarto do Luke. As paredes estavam todas pintadas de branco. Enquanto andavamos eu ía espreitando para dentro de outros quartos. Eram todos iguais. Paredes brancas, chão branco. Desde pequenina que odeio este sítio. A enfermeira parou a frente de uma porta. 

"É aqui" Ela disse-me. Murmurei um pequeno obrigada e abri a porta do quarto. E lá estava ele deitado a olhar para o teto. 

"Hey" Eu disse sentando-me na cadeira que se encontava ao lado da cama.

"Hey" Ele disse-me de volta sorrindo. "Obrigada Rocky"

"Pelo quê?" 

"Por tudo."

No quarto ao nosso lado ouvia-se choros que reconhecia da mulher. Olhei para baixo e evitei que as lágrimas caíssem .

"Porque é que estás assim?" Ele perguntou-me com preocupação nos seus olhos azuis. 

"A mulher aqui do lado estava sentada ao meu lado com o filho. Ela acabou de perder o marido"

"Oh" Estava-mos em silêncio. E uma lágrima caiu dos meus olhos.

"Anda cá" Ele disse-me batendo levemente na colcha da cama. Ele sentou-se e eu juntei-me a ele. Ele abraçou-me. Eu primeiro não reagi mas depois abraceio de volta.A enfermeira entrou interrompendo o nosso pequeno momento.

"era só para dizer que Luke já podes ir para casa" A enfermeira sorriu para nós. Ela depois saiu.

"Rocky podes-me dar a minha roupa?" Ele disse-me. Examinei o seu quarto à procura da sua roupa. Ela encontrava-se pendurada na cadeira em que eu estava sentada anteriormente. Entreguei-a e ele levantou-se caminhando até à casa e banho. Esperei que ele estivesse pronto.

Saimos os dois do hospital sem falarmos um com o outro. Como nenhum de nós tinha o carro connosco chamamos um táxi. 

 O táxi parou à frente do meu apartamento e o Luke saiu comigo. 

"Ummm... Rocky?" Eu virei-me na sua direção.

"Posso ficar uns dias na tua casa?

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Mais um capitulo!!!!!!!!!

Espero que tenham gostado. Parabéns 1D!!!!!!!!

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Punks / l.hOnde histórias criam vida. Descubra agora