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— Tu podias fazer um ensaio comigo, sabes? Assim as agências iam engolir toda a merda que já te disseram, quando vissem o quanto ficamos lindos nas fotos. — Cristiano sugere, começando a correr de trás para me encarar.
— Agradeço imenso pela sugestão, porém, eu realmente quero conseguir alcançar meus objetivos sem ajuda de ninguém, entende? — Paro de correr, consequentemente o fazendo parar também. — Eu só... Sei lá. — Engulo em seco. — Quero poder dizer que consegui.
Cristiano abre um sorriso terno.
— E eu vou estar lá para ver isso e te parabenizar em todas as minhas redes sociais. — Dou risada e aceito seu abraço apertado, que chega a tirar meus pés do chão.
— Cristiano! — Berro, em risadas.
Logo a seguir ele tem a brilhante ideia de começar a rodar comigo em seu colo e tal ato, apesar de me arrancar diversas gargalhadas, acaba fazendo com que ele esbarre em alguém e quase caímos na grama molhada.
No entanto, só ele caiu.
Por algum motivo eu continuei suspensa "no ar", completamente confusa.
Aí um certo cheiro invade minhas narinas e eu não demoro muito para perceber de quem se trata.
— Sergio. — Concluo, quando ele me coloca de pé no chão.
— Precisam ter mais cuidado. — Avisa, com um semblante sério.
O fito dos pés à cabeça, novamente confusa por ele não estar vestido com o equipamento, diferente dos restantes jogadores.
— Olá, capi. — Cris diz, se apoiando em seus cotovelos para encarar Ramos. Ele não parece muito preocupado em estar sujando a roupa com a lama.
Quer dizer, não é como se já não estivesse habituado.
— Cadê o Javier? — O camisa 4 questiona, sem sequer cumprimentar de volta o amigo.
Que idiota.
Eu juro que o Sergio tem algum tipo de problema mental.
Uma hora ele é a pessoa mais brincalhona e engraçada do mundo. Depois, em questão de segundos, se torna nesse rude cavalo andante.
Cruzo os braços, já sentindo uma careta se formar em meu rosto devido ao seu comportamento.
— Não sei. Ele deixou-me a controlar as coisas por aqui, já que nem tu nem o Marcelo estão. — Ronaldo avisa, se sentando para bater uma mão na outra, tentando se livrar da sujidade nelas.
— Ah. — Sergio ri pelo nariz. — Você claramente está fazendo um bom trabalho, mano. Quase até deixou cair a filha do cara. — Debocha, girando em seus calcanhares para seguir o caminho até o estacionamento.
Ergo as sobrancelhas e olho para baixo, surpresa ao ver Cristiano rir.
— Nossa, que imbecil. — Comento, esticando a mão para o ajudar a levantar.