11. prohibido

4.8K 233 75
                                        

— Alana! — Dou um pulinho de susto, quase me engasgando com o suco de maracujá que agora desce com pressa por minha garganta

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

— Alana! — Dou um pulinho de susto, quase me engasgando com o suco de maracujá que agora desce com pressa por minha garganta.

Coloco a mão no peito, focando minha atenção em Clarice, que está sentada à frente de mim, devorando um sanduíche de frango.

— Credo, sua louca. O que foi? — Prendo o canudo do copo em meus lábios, mordendo o mesmo por enquanto sugo o líquido do suco.

— "O que foi" pergunto eu! Tá aí que nem uma idiota encarando o horizonte. — Aponta, aparentemente indignada.

Dou de ombros, tentando evitar ao máximo ter que falar sobre o motivo de eu estar assim... Meio sei lá.

— Talvez eu esteja com sono, não é Alves? — Sorrio cínica. — São sete da porra da manhã. Me relembre de novo o porquê de ter ido me acordar essa hora? — Ergo as sobrancelhas.

Eu estava pacificamente dormindo quando meu celular começou a tocar sem parar, o que me fez retirar a cabeça do peito do Sergio para atender a chamada de minha melhor amiga.

Como sempre, ele nem sequer acordou.

Nem mesmo quando eu dei um grito ao perceber que estava, literalmente, dormindo em cima dele.

Ugh, Sergio e seu maldito sono pesado.

O bom é que pelo menos não tive que lidar com sua ressaca, que com certeza vai foder com seu humor pelo resto do dia.

Clarice começa a falar sobre o passeio de iate que vamos fazer hoje porém eu apenas me limito a ver seus lábios se moverem, visto que estou demasiado perdida em meus pensamentos.

É muito louco e irritante dar replay em minha cabeça de todos os momentos que já tive com o Sergio, principalmente quando meu coração começa a bater mais rápido com a lembrança de maioria deles.

Tipo, que porra é essa, Alana?!

É bom que você se situe, garota.

— ...então eu vou lá ver se ele já acordou. — Clarice suspira.

— Quem? — Pergunto quase rápido demais, me xingando mentalmente por não ter prestado atenção no que ela disse.

— O Enzo, anta.

— Ah. — Abro um sorriso inevitável. Amo tanto meu afilhado, não é nem engraçado. — Vai lá.

— Me espera aqui. — Diz, levantando ao atirar para a mesa o guardanapo usado para limpar a gordura em seus dedos.

Encaro Clarice até ela desaparecer de meu campo de visão e suspiro, assentindo para a garçonete quando ela faz um gesto para perguntar se já pode vir tirar as coisas da mesa.

— Bom dia. — Cumprimenta.

— Bom dia. — Bocejo. O sono insuportável que estou sentindo pode ser tanto culpa de Clarice, que me acordou cedo para caralho, quanto de Sergio, que despertou minha pessoa as cinco da manhã.

𝐃𝐞𝐬𝐭𝐫𝐨𝐳𝐚𝐝𝐨 • 𝚂𝚎𝚛𝚐𝚒𝚘 𝚁𝚊𝚖𝚘𝚜Onde histórias criam vida. Descubra agora