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Apoiada em apenas um pé, tento me equilibrar ao mesmo tempo que luto para conseguir deslizar o zíper, localizado na parte lateral do meu vestido encharcado.
Subitamente, minha visão se embaça e o ódio se torna crescente.
Ódio de tudo e todos.
Maldita hora que eu aceitei embarcar nessa viagem estúpida e desnecessária!
Só para melhorar, o som da porta se abrindo soa pelo quarto e antes mesmo de Sergio aparecer em meu campo de visão, eu já me apresso em atirar minha sandália em sua direção.
Felizmente, ela alcança seu braço, provocando uma expressão de confusão em seu rosto pateticamente bonito.
— Porra, Alana, você tá precisando se tratar urgentemen...
— Cala a boca e sai daqui. — Aponto para a porta, não me importando com seus olhares nada discretos em direção aos meus seios.
— Saio porra nenhuma. Quem tá pagando por essa merda aqui? — Responde, bruto.
— Ótimo. Então saio eu. — Constato, me agachando para pegar minha sandália.
Dedos largos envolvem meu antebraço.
— Para com isso. — A voz de Sergio soa cansada e ele demonstra a veracidade disso em seus olhos. — Por favor, já está tarde, não acha? — Questiona, soltando meu braço quando eu o puxo de seu aperto.
— Eu não acho. E você? Quando vai achar o mínimo de vergonha na cara? — Cuspo, querendo fincar minhas unhas no rosto do maldito. — Porra, Sergio, sai da minha frente cara. Eu juro que... — E então ele pousa as mãos quentes sob meu rosto, causando um choque em meu corpo pela diferença de temperatura entre nós dois.
Devido as gotas de água ainda escorrendo em minha pele, vários arrepios se espalham por meu corpo, consequência do frio que estou sentindo. E ele... Nossa. Ele está quente. Tão quente. Tão irritante. Tão lindo. Tão filho da puta. Tão sexy.
— Eu não quero discutir com você, bebé. — Franze a testa, parecendo afetado. — Eu só... — Suspira, fechando os olhos ao encostar sua testa na minha. Nossos narizes se roçam levemente quando ele inclina a cabeça para baixo, esbarrando os lábios nos meus. Viro a cara para o lado, me livrando de seu toque. — Você pode me ouvir? — Pede.
— Posso, Sergio. A última vez que chequei ainda não sou surda. — Minha resposta sarcástica o faz trancar o maxilar e largar meu rosto, logo fechando as mãos em punho.
— Você é impossível, porra! Não dá pra ter uma conversa com você, Alana. — Dá dois passos atrás, chutando a porta do armário que estava aberta. Fecho os olhos devido ao barulho irritante do impacto, respirando fundo para não assassinar Sergio Ramos num quarto de hotel em Fuerteventura. — E ainda se acha no direito de reclamar quando eu te chamo de criança.