Capítulo 33

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Narradora point of view

O quarto ato era o mais longo, a ressocialização de Kiara com seus entes queridos. Apesar do momento da crise ter sido tenso, isso ajudou muito a adiantar uma parte. Kiara voltou a acreditar em Eduarda, acreditava mas respostas da amiga para suas dúvidas.

Utilizando da influência de Eduarda, a doutora Pamela guiou o segundo passo do quarto ato, introduzir Joana e seus netos a convivência de Kiara. Cada membro teve seu tempo e o progresso era positivo, os sentimentos negativos e duvidosos da médica estavam diminuindo e sendo substituídos por coisas boas. Tudo sendo tratado com a devida paciência. O momento mais emocionante, foi ver a médica chorar no primeiro dia que viu Joana e dizer estava aliviada por tudo ser uma mentira.

O segundo passo teve sucesso. O terceiro e último era o mais difícil, era a vez de Camila. Tanto Eduarda, quanto Joana e seus netos desmentiram que tudo que foi envolvido o nome da latina nas histórias fantasiosas. Mesmo assim, a médica ainda estava arredia para a cantora. Foi necessário mais tempo de conversar com Pamela, que também solicitou ajuda de Eduarda.

Kiara não queria ver Camila, estava confusa com tudo em relação a latina. Tudo o que viveram foi falso? Camila só ficou consigo por conta do seu dinheiro? Só foi usada pela latina? A história sobre a traição com Eduarda pode ter sido mentira, mas as lembranças de ver a latina tendo conversas sensuais com outros homens, com outras mulheres, de ter visto ela íntima com Shawn num restaurante durante a turnê. O que era real?

Não aceitou receber Camila, mas deu o braço a torcer quando citaram o nome da matriarca Cabello. Mesmo não entendendo o por quê.

Numa manhã de segunda-feira, Kiara continuava com sua rotina. Era levada para o terraço e ficava lá até seu tempo esgotar, mas naquele dia em específico estava ansiosa, Sinu iria comparecer a seu quarto hoje e não sabia o que fazer na frente a mulher. Após o almoço ficou ainda mais ansiosa, se recordava do horário e estava quase na hora. Às três e vinte, a porta foi aberta e Pamela entrou no quarto, sabia o que significa.

- Está na hora? - Perguntou, nervosa.

- Está nervosa. Verdadeiro ou falso?

- Verdadeiro. - Mesmo com o avanço, Pamela ainda utilizava a tática para retirar respostas certeiras da médica.

- Fez o que pedi? - Perguntou, recebendo um aceno positivo.

- Eu fiz, mas... Eu não sei se quero perguntar. - Diz, insegura. - Não sei se consigo, doutora.

- Se não consegue perguntar, por que não ouve apenas as respostas? Entregue o caderno e deixe que ela responda. - Kiara pensou e achou bom ser assim. - Posso permitir a entrada?

- Sim... - A autorização veio com tom de insegurança, mas não voltou atrás. Kiara caminhou até a cama e sentou, em poucos segundos assistiu a matriarca dos Cabello entrar, a mãe de Camila e sua suposta sogra, Sinu Cabello Estrabão.

A médica analisou bem a mulher mais velha e estranhou sua olheiras, sua expressão exausta, seus movimentos lentos e cansados. Se Camila estava bem na história, por que Sinu estava tão mal?

- Boa tarde, Kiara. - Sinu se sentou numa cadeira do lado da cama. Como Kiara estava sentada na beirada, com as pernas para fora, elas estavam frente a frente.

Minha MédicaOnde histórias criam vida. Descubra agora