Capítulo 27 - Chaves e portas, uma confusão

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*NOTA PRÉVIA: Todas as portas da mansão são à prova de arrombamentos, devido à super-força que os vampiros possuem.*

Todos: Claro que sim.

Antes de poderem dizer mais alguma coisa, tocam à porta.

Christopher: Pode entrar.

Maria (abrindo a porta): Espero estar a incomodar.

Zabdiel (todo feliz da vida): O que é que vieste cá fazer? Decidis-te reconsiderar e ficar na festa?

Maria: Nem morta. Lembrei-me que amanhã tinha dia de folga, por isso vim pedir à Matilde que desligasse o despertador. Esta coisa grita mais que uma velha a jogar BINGO.

Todos riem.

Matilde (fazendo sinais a Daniela): Trá-lo cá, tenho preguiça de ir aí.

Maria vai até Matilde. Enquanto isso Daniela fecha a porta à chave sem que ninguém perceba, escondendo-a.

Matilde: Pronto, já está.

Maria vai até à porta, roda a maçaneta e repara que esta está fechada.

Maria (tentando acalmar a raiva): Quem trancou a porta?

Richard: Ela não está trancada.

Maria (continuando a tentar acalmar a raiva): Ela está trancada.

Joel: Nós nunca a trancamos.

Maria (totalmente passada): Ela está trancada. Só vou perguntar mais uma vez: QUEM TRANCOU A MERDA DA PORTA?!

Zabdiel (levantando-se e indo ter com Maria): Nós juramos que ela estava aberta, tu própria entraste sem precisar de uma chave.

Zabdiel vai experimentar a maçaneta e repara que Maria tem lá a mão. Este aproveita o momento e mete a sua encima da da Maria.

Maria: Ou tiras daí a pata ou ficas sem ela, eu sou capaz de o fazer a ti também.

Zabdiel: Desculpa, não reparei que a tinhas aí.

Maria: As desculpas não se pedem, evitam-se.

Zabdiel (mudando de assunto): Confirma-se, está trancada.

Christopher olha para Matilde e esta pisca-lhe o olho, ele percebe o que aconteceu e decide alinhar no jogo.

Christopher: Nós podíamos ficar a discutir sobre isso, mas de certeza que quem foi deve abrir a porta amanhã, por isso a Maria vai ter de cá ficar.

Maria: Mas...

Christopher: Mas... nada, eu estou cheio de sono e quero dormir. Para além de que isto é uma ordem e, que eu saiba, quem dá aqui as ordens sou eu. 

Todos ficaram em silêncio e foram dormir, cada um no seu saco de cama *respeito acima de tudo*. Como Maria não tinha nenhum saco de cama, acabou por dormir com a Matilde, mesmo com as numerosas insistências do Zabdiel que não se importava de lhe emprestar o seu e dormir no chão frio e duro *que esta dura, dura, dura...*

Todos estavam a dormir exceto Matilde que olhava pela janela e Christopher que olhava para Matilde.

*NOTA: Toda a conversa é sussurrada*

Matilde: Também não consegues dormir?

Christopher: ...

Matilde: Eu sei que estás a olhar para mim.

Christopher: ...

Matilde: Queria agradecer-te por me teres ajudado.

Christopher: Se o Zabdiel sonhava que eu não te ajudava a fazer com que a Maria ficasse aqui, ele matava-me.

Matilde (virando-se de modo a ficar de frente para Christopher): Ele nunca fara isso, para além de que és imortal, não?

Christopher (sorrindo): Tens razão... provavelmente nunca mais me falaria.

Matilde: Se ele não falasse para ti, quem te iria aturar?

Christopher: Tu.

Matilde: Ainda bem que me ajudaste.

Christopher (atirando uma almofada a Matilde): Ei!

Matilde (devolvendo a almofada): Cuidadinho com isso, podes acordar alguém.

Christopher: Se tu parares de me insultar, eu paro de te mandar almofadas.

Matilde: Eu não te estou a insultar... simplesmente digo a verdade.

Christopher atira-lhe outra almofada.

Matilde (agarrando a almofada): Já chega, ainda acordamos mesmo alguém.

Christopher: Pensei que não me falarias depois daquilo.

Matilde: Aquilo, o quê?

Christopher: O beijo.

Matilde: Pois...isso...

Os opostos atraem-se? (Christopher Vélez)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora