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Madrugadas diárias

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Mais uma madrugada dessas diária,
Explorando o vazio da minha existência opaca,
Colorindo o cinza do meu corpo com a navalha,
Sentado num canto escondido em casa,
Cansado de ouvir conselhos frios,
Implorando em silêncio pra ser ouvido,
Entendido e talvez absolvido,
Pelo fardo que carrego comigo,
Olhava no espelho e não me encontrava,
Me preocurava em seus olhos,
Mas eles sempre choravam,
O vento lá fora,
Esta levando consigo as horas,
Meus sono e sonhos que estão indo embora,
Minha alma está dispersa desse corpo,
Talvez no fim igual a mim todo ser humano é oco,
Agora todo esse sangue espalhado no chão não faz sentido,
Não será necessário no caminho que eu estou seguindo,
Perdido continuo perdido,
Mas livre de julgamento e de qualquer estériotipo.

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