Contra a maré

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Me perdi novamente,
Na imensidão chamada mente,
Aquele que diz que conhece perfeitamente,
Pra si mesmo mente,
Nem sei se estou consciente,
Não sinto dor,
Nem alegria,
Não sinto fome,
Me desfiz de rótulos e codinomes,
Tudo se tornou tão raso,
Que todo espaço virou vácuo,
De solidão, dou mais um trago,
Trago a mim um sentimento quebrado,
Sonho de criança,
Do meu passado,
Crescer e ter o o mínimo pra sorrir,
Cresci e entendi,
Que sorrir é complicado,
E pra aguém retribuir custa muito caro,
Agora é tarde a correnteza me leva,
A insegurança se eleva,
Desisto ou devo continuar,
Sucumbir ao vazio ou contra a maré remar?,
E se o bote virar ? ,
E se o remo quebrar ? ,
Será mesmo que devo continuar?.

Poeta Sem Sucesso Onde histórias criam vida. Descubra agora