A cada minuto que passa,
Eu me afogo nesse vazio,
Deitado e arrependido,
Por não viver,
Nem ser,
Ou possuir um terço daquilo que eu almejava ter,
Quando criança,
Conciência leve cheio de esperança,
Não via a hora de crescer,
Pra todos ver,
E a melhor versão de mim reconhecer,
Hoje crescido,
Tão desiludido,
Claramente perdido,
Distante de se entender,
As vezes penso como seria plausível desaparer,
Muito fácil,
Correria e esqueceria meus calçados furados ,
Por essa sociedade que anda um caco,
Afiado,
Machucando os pés descalços,
Sem colo,
Choram calados,
Clamando por afago,
Corações tão quentes,
Em corpos gelados,
Como reter calor humano,
Nesse clima robotizado,
Chão gelado,
Acredite Tava gelado,
Senti frio mesmo pisando,
Usando sapatos,
Então imagina o sentimento de quem nele Tava deitado,
Chão gelado sim,
Segue gelado,
Sem almoço só trabalho,
Andando e se equilibrando com meu kit anti-solidão ,
Uma realidade cruel,
Um cachorro e uma garrafa de pinga sem o limão,
São semelhantes sim,
Mas não são vistos como irmãos,
Acomodados vão dizer que são culpados por essa situação,
Mas escolhas de vida deveriam ter mais de uma opção.
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Poeta Sem Sucesso
PoesíaA obra visa compartilhar e aproximar experiências com poesias que sofrem variações de perspectivas emocionais assim como nos sofremos, este livro possui desde meus primeiros poemas e apresenta o meu amadurecimento como pessoa e como escritor.
