五十一

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Eu vou ser honesta, eu n sei descrever
Sofás, então só usem esse daí da mídia
Como base pra imaginação de vocês.

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A série já estava mais ou menos na metade. A comida já tinha acabado e honestamente ninguém tinha nem: 1. Coragem para descer os três andares de escada à duas e meia da manhã, nem 2. Pique para fazê-lo.

Todos os três casais estavam em uma parte diferente do sofá enorme. Jimin se esquentava dormindo nos braços do namorado, que apoiava o queixo em sua cabeça. Minho abraçava Jisung pelas costas, estavam encolhidos e se mexiam bastante para acabar com o frio. Felix estava em um meio termo de sentado e deitado, com Changbin entre suas pernas, sempre lhe dando beijos castos na nuca e nas costas.

O primeiro casal a dormir foi o de Chan, ambos acabaram desligando enquanto faziam carinho no cabelo um do outro.

O segundo, não teve outra: foi Minsung. O mais novo estava exausto depois da semana de provas que teve no curso de psicologia, e se abraçar com o Minho era quase que o mesmo que deixar um celular carregando na tomada: precisava recarregar suas energias para os dias seguintes.

Changlix, como os outros casais decidiram chamar, porém, não conseguia dormir. Felix, porque não conseguia sessar seu coração quando o mais velho estava por perto, já Changbin, estava se sentindo culpado.

Precisava conversar com ele direito.

Como perceberam que todos estavam dormindo, Changbin decidiu se levantar e desligar a televisão, recebendo um reclamar de Felix como resposta.

— Tá frio aí, volta pra cá meu amor...

— Larga de ser frouxo — brincou, chamando o outro com a mão. — Vem cá, eu quero te mostrar um negócio.

Como recusar ao seu baixinho com o cabelo desgrenhado, um tom de voz gentil e uma frase que, se Deus quisesse, possuía duplo sentido? Não precisou de cinco segundos para que estivesse de pé e abraçando o mais velho, cobrindo ambos com a manta que lhe enlaçava pelas costas.

Changbin os guiou até uma porta pelos meios do corredor, essa que dava no quarto que quase que já pertencia a Changbin. A cama tinha leçois e cobertas pretas, alguns posters de rappers estavam colados nas paredes e algumas fotos de Pokémons estavam em um quadro de avisos junto com um calendário de pinturas expressionistas. Também havia um teclado, um violão e uma caixinha de som JBL em cima de uma escrivaninha.

   — Bem vindo à minha segunda casa — disse, fechando a porta atrás de ambos e mudando a intensidade da luz para que não ficasse muito forte.

   — É a sua cara — Felix disse, sorrindo e dando um selinho no menor. — Mas se você me trouxer pro seu quarto e nos de fechar sozinhos nele de madrugada eu vou maliciar, você sabe, né?

   — Eu sei, eu sei — da de ombros. — Mas também sei que você não vai ultrapassar nenhuma área que você sente que não deve, assim como sei que se eu quiser só conversar, você vai só conversar também.

   — Okay, me conhece bem. O que queria me mostrar?

   — Vem cá — chamou, fazendo sinal com a mão e indo para fora da janela. O australiano olhou estranho, mas saiu junto com o menor, logo o vendo andar sobre o telhado até uma área plana e se sentar ali. Felix o seguiu com o cobertor em seu colo, se sentando do seu lado e cobrindo ambos com a manta quentinha, abraçando-o.

O céu não era dos mais limpos, a lua e poucas estrelas se escondiam atrás de uma fina camada de poluição típica da cidade grande, mas não se importavam. O momento era mágico da sua própria maneira.

— Então, o que queria me contar? — Felix foi direto, passando os dedos pelo couro cabeludo do mais velho com delicadeza. Sentiu o mais velho tensionar em seu enlaço.

   Por onde começaria?

@darkkingHistórias para pegar e não largar. Descubra agora