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Capítulo 30

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Jungkook tinha que explicar tudo a Jimin. Ele se sentia ansioso. Nem tinha percebido as coisas que disse na mensagem, praticamente se declarou para Jimin, nem mesmo o Jimin tinha percebido. A briga entre sua mãe e seu padrasto o destruíam de vez em quando enquanto se fazia de difícil pelo celular

Discussões e desentendimentos eram normais num relacionamento principalmente no deles, mas dessa vez era diferente. Jimin não sabia ao certo a razão das palavras carinhosas, que estavam trocando pouco tempo antes, terem sido substituídas por gritos no andar de baixo

O menino estava confuso e o sentimento se intensificou quando sua mãe foi ao seu quarto depôs de ver seu parceiro dar pela porta irado sem dizer pra onde ia. Naquele momento Jimin não teve como escapar

— Acho que ele está me traindo — o que ele faria?

Pra alguns seja óbvio o que ele tinha que fazer, contar e livrar a mãe do orário. Mas Jimin viu sua mãe se acabar em bebidas, drogas, bailes depois do pai dele, e se ele fizesse isso novamente? E se ela fosse parar na cama de homens que ela nem nunca viu, Suk nem sabia o que estava fazendo, estava chapada e bêbada demais pra saber. E às vezes que ele teve que buscar sua mãe em bocas de fumo ou mesmo no ponto de ônibus da rua de trás, era sempre lá

Mas teve que tomar uma decisão, então tomou. Não sabia se era a certa ou a errada, mas ele contou

— Está mãe. Eu o vi na escola. Ele estava entrando numa sala vazia com uma mulher, eu os vi se beijando — "o que eu fiz?" Foi a única coisa que Jimin pensava depois de ver sua mãe petrificada e as lágrimas pingando de seus olhos, nesse momento ele soube que tudo voltaria

— Quando? — murmurou — Quando, Jimin? Me diz — dessa vez, gritou impaciente

— Faz uns dias, mãe. Eu sei que deveria ter contado mas...

— Dias? É claro que deveria ter me contado, seu inútil. Como pode fazer isso? Era um tipo de piada pra você? Pra ele? — diferentemente do Jimin, ela gritava

— Desculpe, mãe, não era uma piada. Eu queria contar mas... — novamente interrompido por Suk

— Mas o que? Queria contar mas estava ocupado demais rindo de mim é isso!

— Mas eu fiquei com medo daquilo acontecer de novo — dessa vez ele também gritou, talvez assim sua mãe o entendesse — eu morro de medo o tempo todo, eu estou com medo agora. Eu não queira ver você daquele jeito de novo. Eu tenho medo, droga!

— meu filho — disse calma, apensar de não ser esse tipo de estado mental que ela esteja — eu sei que isso assusta você, a mim também — sentou ao lado do filho — mas nós só temos um ao outro, precisamos confiar um no outro. Eu tenho que me apoiar em você e você se apoiar em mim

Ele sabia disso, é só que não parecia um apoio firme no momento

— eu não vou voltar a fazer aquilo novamente, eu prometo a você, meu amor. Me desculpe por ter gritado, eu só estava nervosa — abraçou o garoto. Ele nem ao menos olhava nos olhos de sua mãe, não queria ver o que viu naquele maldito dia. Eram olhos vermelhos, tristes mas ao mesmo tempo raivosos, e se ele os visse no lugar do olhar doce e calmo de sempre?

— Está bem, mãe — ele torcia para que a palavra de sua mãe fosse verdadeira. É que da última vez ela sempre dizia que estava bem e melhorando, mas aí, a noite ela sumia. Não passavam de frases vazias, sem realidade, sem vida, assim como ela naquela época

Eles continuaram abraçados ali por um bom tempo, Jimin queria sentir o coração dela desacelerado. Quando seu pai os abandonou, as batidas eram frequentemente rápidas e fortes por causa da cocaína, as palavras vinham meio emboladas por causa do whiskey e os abraços eram fracos. Jimin adorava o inverno. As brincadeiras na neve eram suas favoritas mas as nevascas passaram a ser pesadelos, pois naquele frio, ele tinha que ir correndo buscar sua mãe em alguma boate ou mesmo naquele maldito ponto de ônibus. A partir daí ele passou a odiar o frio

Não. Ele precisava de um tempo. O que faria com as lembranças que vinham a sua mente a cada segundo?

— eu preciso sair um pouco — "você está bem, mãe?"

— claro, querido. Não demore — "claro, meu filho. Eu vou seguir em frente"

— não vou — "está bem, mesmo?"

— eu vou ficar e fazer aquela sopa que você gosta — "estou, jiminie. Vá"

— faça a de queijo, você odeia sopa de feijão — "droga, mãe, pare de mentir"

Depois de se arrumar, Jimin saiu. Não sabia pra onde iria, não sabia nem se iria a algum lugar. Talvez apenas caminhar por aí seria o suficiente para os seus pensamentos se acalmarem. Com seu capuz preto e cabeça abaixada, ele mau via quem estava a sua frente. Ah não importava.

— Ei! Olhe por onde anda — disse um homem de terno

— desculpe senhor — Jimin tentou voltar a caminhar e a seus pensamentos medrosos, mas seu braço foi puxado. Como ele odeia isso — Me solte, eu nem te conheço

— Jimin... — ah... conhece sim — está tudo bem? — o garoto apensas balançou a cabeça em negação a sua pergunta, como poderia estar? — o que aconteceu? — novamente balançou sua cabeças de um lado a outro mas dessa vez por indignação ao o que acontecia

Jungkook colocou sua mão no rostinho molhado de Jimin, secando as gotas que o umidificava. Nem lembrava mais da falsa dificuldade que estava tentando dar a Jeon. Então, dessa vez, ele balançou sua cabeça de cima a baixo

Hey prof... hey baby...Histórias para pegar e não largar. Descubra agora