Capítulo 2-
Voltei para minha casa e a encontrei em um estado lamentável, tinham pessoas por todos os lados. Ajeitando móveis, arrastavam, empurravam, giravam, jogavam fora, embalavam e desembalavam coisas a todo momento. No centro da sala de visitas encontrei meu pai coordenando tudo. Parecia um capitão de um navio dando coordenadas do que cada marujo deveria fazer. Eu adorava meu pai.
Cheguei perto dele e ele tomou um susto com minha aparição repentina e isso me fez rir.
-Muito trabalho para impressionar o senhor Hunter hum? -perguntei me jogando em uma poltrona de couro também branco, como todo o resto da sala. -Não sei para que tanto, nossa casa já é linda naturalmente não precisamos ostentar uma festança dessas para o cara fechar com vocês.
-Filha uma coisa você ainda tem que aprender, no mundo corporativo, quem mostrar poder mais, quem mostrar ter a melhor condição e a melhor vida, tem os melhores clientes. Fechando com a Hunter iremos elevar tudo a um outro nível. Falou com Rupert, ele virá certo?
Senti um calafrio, a única tarefa que meu pai havia passado era fazer Rupert ir para a reunião do dia seguinte e quase que eu estragara tudo por estar brava que ele mentiu para mim. Não queria nem imaginar se meu pai soubesse disso.
-Vai vir, e com um sorriso no rosto -respondi feliz.
-ÓTIMO! Vê-los juntos é como uma propagando a mais "Somos a companhia tão perfeita que até os filhos dos sócios se amam" adoro isso. -meu pai deu pulos de alegria.
-Sabe você podia fingir só um pouquinho que você não usa tanto marketing do meu primeiro relacionamento realmente sério pai, seria muito mais legal assim. -respondi me levantando da poltrona e seguindo para as grandes escadas de mármore na entrada da casa.
-Não pode culpar um pai por ter orgulho de sua filha. -meu pai gritou para mim que dei risada e subi a escada correndo.
Eu estava indo em direção ao meu quarto quando ouvi minha mãe me chamando e fui até o escritório onde a encontrei com seus óculos Prada no rosto e digitando sem piscar em seu notebook.
-Chamou mãe?
-Sim, querida se sente ai por um segundo. -Fiz o que ela disse e me sentei nas cadeiras de estofado macio novas, nós havíamos trocado o antigo porque eu acidentalmente derrubei café nele há alguns meses. O que comprova que não importa quantos anos você tenha, 18 ou 180 NÃO É CULPA DE NINGUÉM SE AS XÍCARAS ACABAM CAINDO DA SUA MÃO. (claro que alguém com 180 anos não teria nem força para segurar uma xícara, o que faria um acidente desses bem mais possível).
-Será que eu ouvi bem? Rupert não iria vir para a reunião?
-É, seu pai e ele, estão tendo uma semana meio conturbada, ele não ia vir mas eu o fiz mudar de ideia com meus super poderes.
-ULTRAJANTE -minha mãe reclamou e eu não entendi o motivo.
-Como assim mãe? Ele vai vir não tem nada de "ultrajante" nisso. -eu disse imitando ela com todo aquele drama. Ela pareceu cair em si e começou a passar as mãos para sumir com qualquer amassado que tivesse em seu vestido. Minha mãe tinha mania de fazer isso quando estava nervosa. -Mãe o que foi? Você está bem?
-Sim, sim estou bem, não se preocupe . Tem razão querida. Vá fazer suas coisas. Daqui a pouco vamos jantar está bem? Não demore para descer.
Já podia fazer uma lista de quantas coisas estranhas já haviam acontecido naquele dia. Fui para meu quarto, decidi que roupa eu iria usar na reunião do dia seguinte e fiquei mexendo na internet pelo meu Ipad novinho que meu pai havia me comprado. Mais tarde desci para jantar e falei com meus pais sobre os planos da faculdade. Não importava o que eu fizesse, não teria escapatória. Eu teria que ir para a faculdade. Ao menos talvez com sorte eu poderia ir com Rupert ou com Tiffany talvez.
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Reliving
AdventureSophia é uma jovem rica que vive em um condomínio fechado de luxo de Nova York, cercada de mordomias e pessoas que fazem tudo por ela por todos os lados. Herdeira de uma das companhias de software mais importantes do país, a última coisa que lhe pas...