Capítulo 5-
-Você parece muito melhor. –Ele disse adentrando o quarto, pegou um pequeno recipiente que havia no quarto, que eu realmente não sabia para o que servia mas, que eu não acreditava que serviam para colocar um buquê de rosas, utilidade a qual Rupert deu para o estranho objeto.
-Bem, vou aproveitar que está aqui Rupert, e vou dar uma passadinha no escritório para pegar algumas coisas e dar uma adiantada no trabalho, vou aproveitar e falar com William sobre a mudança de planos. –Minha mãe pegou sua bolsa que estava em cima do sofá. –Não vou demorar para não tomar muito do seu tempo Rupert.
-Tudo bem senhora Chesten, eu não ligo.
-Tchau mãe –acenei sorrindo, não podendo conter a felicidade que minha mãe iria dizer para meu pai que não deveríamos nos mudar mais.
Rupert pareceu relaxar mil vezes mais quando minha mãe saiu da sala. Ele arrastou uma das poltronas do quarto para o lado de cima da minha cama onde eu estava deitada. Como podia só ele ter tido essa ideia até agora?
Eu já não aguentava mais ficar deitada naquela cama. Jamais pensei que fosse sentir falta das minhas aulas de ginástica. Me lembrar das aulas de ginástica me fez pensar, será que alguém havia avisado o porque de eu estar perdendo tantas aulas de ginástica? Dei risada com o pensamento, quem em uma situação como a minha se preocuparia com algo assim?Tenho que ser sincera, as vezes eu mesma queria me matar.
-O que sua mãe quis dizer com “mudança de planos”?-Rupert perguntou e eu fiquei feliz dele ter entrado nesse assunto.
-Ela, queria se mudar para um local mais afastado da cidade. E eu tive que praticamente ter um ataque para fazer ela perceber que isso era loucura. –eu respondi fazendo várias caretas.
-Sua mãe enlouqueceu ou algo do tipo?-Rupert perguntou rindo, o que me fez rir também.
-é mas ela já graças a deus desencanou dessa ideia. –eu suspirei, apesar de querer conversar sobre isso a tarde toda, eu tinha assuntos mais importantes para tratar com ele naquele momento. –Rupert eu preciso te contar uma coisa.
Rupert apoiou o rosto nas mãos e me observava atentamente, respirei fundo e pensei em como começaria a contar os fatos. Eu ainda estava nervosa e um pouco contrariada, mas se eu fosse me abrir com alguém sobre minhas queixas, seria com ele ou com mais ninguém. Já que com Tiffany nada adiantou.
-Eu sei que pode parecer mania de perseguição ou idiotice mas, sabe o dia em que eu te perguntei como você sabia que eu estava na academia? -Perguntei e Rupert respondeu fazendo que sim com a cabeça. –Eu senti, que tinha alguém me observando.
-Te observando? -Rupert perguntou em um sussurro e eu acenti. –Mas, por que alguém iria te observar?
-Por que alguém iria atirar em mim¿ -Respondi com a pergunta. –Rupert, alguém mexeu na fechadura do meu carro, ela não abria por nada e depois abriu magicamente quando eu pensei ter visto alguém. E eu sei que tinha alguém me observando no final da aula.
Rupert parecia estar arquivando mentalmente todas as informações que eu lhe estava jogando. Um instante ele arregalou os olhos e permaneceu olhando para o nada. Seu olhar perdido começou a me perturbar. Eu chamei por seu nome repetidas vezes, contudo ele parecia não me ouvir. Voltando mentalmente para o quarto ele me olhou nos olhos.
-Eu acho, que vi alguém saindo pela garagem quando parei em frente ao seu carro.
-O QUE¿ QUEM ERA¿ Como você só me diz isso agora? -Eu fiquei agitada. Não parava de mexer os braços enquanto falava. Não sabia se ficava feliz pela minha teoria de perseguição estar certa e de não estar ficando maníaca, ou com medo porque parabéns Sophia você realmente estava sendo perseguida. Por que minha vida tinha que estar tão complicada?
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Reliving
AdventureSophia é uma jovem rica que vive em um condomínio fechado de luxo de Nova York, cercada de mordomias e pessoas que fazem tudo por ela por todos os lados. Herdeira de uma das companhias de software mais importantes do país, a última coisa que lhe pas...