Por mais que o Park quisesse, não conseguia ficar com raiva do lúpus. Haviam tantos pensamentos em sua mente e ele não sabia em qual deveria se concentrar. Queria saber a razão de seus cabelos e seus olhos tomarem àquela cor. Ou o porquê da primavera estar daquela forma, ou a marca... Por que seu corpo ainda não havia rejeitado a marca de Jungkook? Parecia que a cada minuto longe do maior era como ser torturado milhares de vezes. Jimin estava tão confuso com tudo que estava acontecendo ao seu redor, eram muitas informações para o ômega. Tudo seria mais fácil se sua mãe estivesse ali, o dando o apoio que ele precisava, lhe explicando as coisas ou o que deveria fazer. Mas ela não estava. E droga. O Park precisava tanto da ômega, sentia tanto a falta dela.
O agora de cabelos avermelhados, suspirou longamente antes de girar a chave na fechadura. Sentiu o frio da manhã envolver sua pele e o cheiro de menta adentrar suas narinas.
Jimin caminhou até a mesa e se sentou ali, sentindo uma pontada e resmungou baixinho. Observou o Jeon aparecer e encostar no batente. Seus cabelos pingavam pelo recém banho, usava apenas uma toalha branca que cobria de sua cintura para baixo. Jimin quis gemer apenas com a visão. E céus, ele já estava tão excitado!
— Eu não vou me aproximar se não pedir. — Jungkook silabou tranquilo.
— Não venha. Eu estou bravo com você.
— Não me parece tão bravo assim. — Jeon sorriu, sabendo que o menor só conseguia sentir desejo. O desejo que queimava dentro de si. Mas Jimin estava se contendo, e aquela visão apenas deixava o lúpus mais excitado. — Jimin-ssi. — chamou, vendo o ômega fechar os olhos, parecendo desesperado. — Você precisa de mim. Não pode negar isso. Eu posso sentir, e eu sei que sabe disso. Você também está sentindo, não está? — os olhos do Park fitavam o chão, as mãos apertavam a madeira a medida que o calor subia. — Você queria a marca. Você me pediu para fazê-la. E por mais que eu me sinta culpado por não ter pedido por sua permissão, admito que estou sentindo muita satisfação agora por tê-lo como meu. Apenas meu.
Por mais que ele quisesse negar, cada palavra vinda do lúpus o deixava ainda mais desesperado. E Jungkook podia sentir o desespero de Jimin.
— Jungkook-ah. — chamou baixinho.
O maior caminhou devagar, apenas prolongando o sofrimento do ômega que já se remexia incomodado com a ereção debaixo do pano fino da camisa que usava.
— Está tudo bem, uh? — a ponta de seus dedos passeou sobre a bochecha de Jimin. Seu toque apenas aqueceu mais ainda o corpo do pequeno.
Um gemido escapou dentre os lábios do Park quando a mão do alfa tocou seu membro. Sua pernas enlaçaram a cintura do maior com certo desespero, e quando seus olhares se encontraram a distância foi quebrada. Um beijo necessitado, cheio de luxúria. As mãos do lúpus subiram até sua cintura, apertando com posse ali. Um arfar escapou dos lábios de Park.
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— Estou cansado. — Seokjin suspirou ao descer das costas do alfa.
— Você sequer andou. — Namjoon retrucou. — Eu quem te carregou o caminho inteiro.
— Ser bonito cansa, ok? — o ômega o fuzilou e ambos riram em seguida.
— Que bom revê-los. — o Min comentou, anunciando sua presença. — Você continua com as piadas de velho? — tornou ao ômega que apenas fez uma careta.
— Eu acompanhei toda a sua infância e é assim que me retribui? — o Kim cruzou os braços incrédulo. — Esses jovens de hoje... — suspirou, sentindo os braços do lúpus rodiarem sua cintura em um abraço carinhoso. — Você tá meloso hoje. Não que eu esteja reclamando. Só sinto que você quer alguma coisa. — o alfa suspirou e o Min riu. — Tá vendo, Yoongi? Isso são 19 anos de convivência! Não arranje alguém igual a esse lúpus metido.
O beta apenas gargalhou mais. Apenas ele e Taehyung para o fazerem rir daquela forma.
— Como ele está? — a expressão de Seokjin se tornou preocupada.
— Cada dia fica mais bonito assim como os pais. — Yoongi piscou, vendo o lúpus o encarar desaprovador. — Mas acho que ainda não conseguiu te superar, Jin-hyung.
— Para de elogiar meu ômega, Min. — Namjoon retrucou, recebendo um tapa.
— Não seja assim. Se não fosse pelos Min... — Seokjin suspirou, lembrando-se.
As lágrimas caiam de seu rosto enquanto encarava o bebê em seus braços.
— Ele está doente. Nessa temperatura eu presumo que não irá aguentar muito. — o alfa dizia.
— Precisamos levá-lo para a vila. Lá poderão tomar conta dele. — Namjoon avisou.
— Não podemos ir. Não sabemos como sobreviver na vila. Se eles descobrirem sobre quem somos... — o ômega se desesperou.
— Nós podemos tomar conta dele por vocês. — o senhor Min se ofereceu. — Conhecemos uma família muito gentil que quer um filho, mas a ômega é incapaz.
— Não. — Seokjin negou. — Ninguém irá tirá-lo de mim. Diga a eles, Nam. — mirou o lúpus que apenas negou.
— Jin... Ele tem razão. Você sabe que se formos, seremos massacrados. — o alfa deixou um beijo na bochecha dele. — Não estamos o deixando. Ele poderá vir connosco quando for seguro. Nós mesmos podemos ir buscá-lo.
— E quanto tempo isso levará?
Os dois alfas se entreolharam.
— A temperatura da montanha é alta demais. — o Min suspirou.
— Por que não podemos simplesmente nos mudar? — o Kim deixou que mais lágrimas descessem por sua face.
— Estaríamos colocando nossa família toda em risco. — o lúpus encarou os olhos azulados do ômega. — Ele vai ficar bem, ok? Ele não nasceu lúpus, contanto não corre nenhum risco na vila.
— Nosso filho vai fazer companhia para ele. — o alfa Min passou as mãos nos cabelos macios do beta. — Não é, Yoongi?
— Sim. Eu cuidarei muito bem dele, senhor Kim!
Seokjin encarava a xícara com o conteúdo já morno dentro de si. Seu estômago estava embrulhado por conta de sua ansiedade. O coração palpitava em ritmo acelerado. Os olhos de Namjoon não desviavam da porta que se mantinha fechada. O lúpus inspirou fundo quando ouviu as vozes, abraçando a cintura de Jin mais forte.
— Qual é a surpresa, hyung? — o ômega indagou, enquanto girava a maçaneta e assim que a porta foi aberta por si, sentiu a respiração fraca. As lágrimas vieram sem que percebesse. — Vocês...
— Oi, filho. — o alfa abriu os braços e o outro não demorou a correr para os mesmos. — Nós sentimos muito a sua falta. — o Kim beijou o topo da cabeça do menor.
Yoongi apenas observava a cena com um sorriso bobo estampando seus lábios.
— Você está mais alto. — Seokjin comentou assim que soltou-se do abraço caloroso com seu filho. — Seus cabelos parecem mais azuis. Estão lindos. Eu não devia ter ido na do seu pai e descolorido os meus. Agora estou com isso. — apontou para os próprios cabelos, fazendo o Kim menor rir.
Mesmo depois de um ano o humor de seu pai não mudara.
— Eu também senti falta de vocês. — o ômega limpou as lágrimas. — Como estiveram durante esse tempo?
— Nada disso, mocinho. — Seokjin negou com a cabeça.
— Primeiro queremos saber de você. — Namjoon completou.
— Ok. — o ômega de cabelos azulados mirou o beta escorado na porta. — Yoongi-hyung, acho que não vou conseguir contar tudo sozinho. Você pode me ajudar?
— Claro, Dongsaeng. — o Min caminhou até a mesa, sentando na cadeira vaga ao lado do Kim mais novo. — Sabiam que Taehyung arranjou um namorado? — o lúpus se engasgou com a própria saliva e Seokjin deu tapinhas em suas costas, rindo da situação do alfa. Bebericou seu líquido, se afogando no mesmo quando ouviu as palavras seguintes. — O nome dele é Jung Hoseok. Tenho certeza que vocês o conhecem.
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Primavera Escarlate ~ jjk × pjm [ABO]
Fanfiction[EM REVISÃO] Park Jimin era apenas um ômega curioso. Nunca imaginou que o destino lhe pregaria peças e o traria um alfa lúpus, a espécie mais temida e rara. Ou pior, que este alfa estivesse predestinado a si e que, por um único afeto, suas almas se...