A cidade estava praticamente deserta, Sana dirigia atentamente enquanto a menina pálida olhava tudo ao redor pela janela do carro. O silêncio era agradável.
Era domingo e por isso as ruas estavam tão vazias, Sana e Dahyun completavam seus seis meses de namoro no dia oficial.
Dahyun tinha seus olhos nos prédios ao redor mas sua mente estava longe. Ela estava feliz.
Imensamente feliz.
Sorriu pra si mesmo, e logo encarou a japonesa que dirigia concentrada ao seu lado. Observou seu rosto, os olhos puxados vagavam pra todos os lugares, as mãos seguravam suavemente o volante, sua postura tranquila. Tudo em Sana emanava suavidade, seu rosto, seu sorriso, suas mãos, a forma como ela dirigia sempre com músicas britânicas tocando suavemente no som do seu carro. Sana era suavidade. A suavidade de Dahyun amava, precisava e pertencia.
-O que foi? -A japonesa perguntou ao notar o olhar fixo da namorada, lhe tirando dos pensamentos.
Dahyun sorriu em resposta mas nada disse. Apenas levou a mão esquerda aos cabelos da maior fazendo um carinho em seu couro cabeludo.
-Eu te amo. -Foi o que soou casualmente dos lábios da coreana.
Sana sorriu como se tivesse ganhado na loteria. Fechou os olhos rapidamente e voltou sua atenção pra estrada.
-Você me desarma tão fácil, Kim Dahyun.
A menor riu
-É um dom.
Riram.
Jeongyeon estacionou o carro de seus pais na frente do prédio de Nayeon. Tudo havia sido resolvido e seu pai havia lhe cedido o carro dele que estava na garagem e era usado apenas em emergências quando o de sua mãe não estava disponível. Jeongyeon também conversou com eles sobre voltar a morar com Nayeon o que não foi nenhum espanto pra ambos que disseram que já esperavam isso acontecer. Fez suas malas e se despediu deles alegando que sempre iria visitá-los.
Bateu na porta do apartamento, pois ainda não tinha sua chave de volta e suas mãos estavam um tanto ocupadas. Logo uma garota com dentinhos de coelho abre a porta e rir da situação de Jeongyeon: Coberta de malas. Trata de ajudá-la e põe algumas na sala enquanto a maior faz o mesmo com as outras.
-Ta tudo aqui? -A menor perguntou
-Sim, eu trouxe tudo o que tinha no carro.
-Conseguiu o conserto da Gertrudes?
-Consegui... -A de cabelos curtos sentou no sofá e suspirou. -Virão buscá-la agora a tarde, estou preocupada que seja algo grave. Mas até que ela esteja de volta, Appa me emprestou o carro dele. Espero que não tenha batido o motor ou ficarei um tempo sem ela. -Choramingou. -Eu amo tanto a Gertrudes. Devia ter cuidado melhor dela.
-Eu sei o que é perder alguém que se ama muito por falta de cuidados. -Nayeon disse num tom casual fazendo Jeongyeon corar ao perceber do que ela se tratava. -É péssimo quando perdemos, dói muito, eu sei mas... Quando é mesmo nosso, sempre volta não é?
Jeongyeon sorriu pra ela e assentiu.
-Sim...
-Ela vai voltar pra você, tenha calma, Jeong.
A mais velha riu ao ouvir seu apelido.
Assim que o casal de japoneses da família Myoui adentrou a cozinha cheios de sacolas nas mãos, o rosto de ambas as garotas presentes no local viraram um perfeito tomate. Apesar do óbvio constrangimento o pai de Mina agia normalmente enquanto falava sem parar das praias e lugares paradisíacos que havia visitado com sua esposa nesses dias em que estiveram fora.
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I hate Hirai Momo
RomanceJeongyeon se apaixonou por Nayeon ainda na adolescência e nunca teve coagem de confessar seus sentimentos mas tudo parece ir por água a baixo quando a mesma lhe confessa está apaixonada por Momo. Sana namora Dahyun. Ex-namorada de Momo e sua insegu...
