Capítulo dez: Oficial

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      Bun estava em seu décimo sono, quando começa a sentir uma massagem em sua nuca... Um arrepio avassalador o desperta, Ah, ele já conhecia bem aquelas mãos; pois só elas proporcionavam aquelas sensações de prazer e amor simultaneamente.
— Acorda, biscoito... — puxou o lençol com mansidão.
— Eu quero dormir... Mais! — imitou o ato, porém, com uma certa indelicadeza.
— Quer se atrasar para universidade? — deitou sobre as costas do outro, encaixando os corpos de forma sutil, para não despertar algo a mais.
— Eu não quero ir... — rebolou.
— Não faça isso. — repreendeu. — Precisamos ir, o semestre está no fim.
— Vai me dar o que se eu for? — rebolou novamente...
— Poxa, bitch. — saiu de cima dele, e Deu-lhe um tapa forte.
— Aí! Malvado. — murmurou manhoso.
— Eu sei o que eu vou te dar, se não for.
— Estou curioso sobre isso. — brincou. — Aí! Isso dói... — disse ao sentir uma ardência em suas nádegas, mais forte que a anterior.
— Vai dizer que não gosta? — lambeu o lóbulo da orelha de Bun. Ali era seu ponto fraco. Hunter sabia bem como deixá-lo aos seus pés apenas com um ato simples como aquele.
— Ah~ estou levantando já. — sentou sobre o calcanhar com alguns estalos. — Estou todo quebrado...
— Por que? Nos exercitamos tanto ontem a noite.
— Desde quando transar é exercício? — bufou e se espreguiçou.
— Pra mim é. — abraçou Bun pelas costas. — Vá banhar... Vou trazer seu café, senhor quebrado.
— Eu quero kyungdan...
— Eu já fiz... — saiu da cama. — Fica lindo só pra mim.
— Deixe de ser sonhador.
— Você é meu sonho, enquanto estiver comigo não deixarei de sonhar.
— Sendo assim, posso deixar você ser feliz. — entrou no banheiro. Depois de alguns dias ali, as roupas de Bun ganharam um lugar no guarda-roupas de Hunter, assim como no banheiro tinha o espaço para sua escova de dentes e na biblioteca, livros que para Bun, eram sagrados como "HushHush" de Becca Fitzpatrick. A história de certa forma se enquadrava na vida de Bun, embora ele não fosse a bela Nora Grey do livro, e Hunter não fosse Patch Cipriano, o anjo caído. Porém, ambos tinham seus altos e baixos, e tão esperado sussurro em meio ao silêncio... Ambos não podiam se calar diante um do outro era impossível, precisavam pelo menos ouvir a batida de seus corações. 
      Depois de Bun ter cedido e ido finalmente se arrumar estava refletindo sobre a frase de Hunter: "enquanto estiver comigo não deixarei de sonhar."
       Nenhum dos dois havia pedido o outro em namoro, Hunter porque está esperando o momento certo; E Bun, acha que Hunter não quer algo a mais...
      Hunter abriu a porta do carro para que Bun saísse. Com um sorriso saiu...
— Gosta de atenção?
— Sim, principalmente vindo de você. — enlaçou o pescoço de Hunter.
— Estou aqui, justamente, pra te dar tudo que quiser.
— Está me deixando mal acostumado. — aproximou os seus lábios dos dele...
— Bom dia. — disse Hale se aproximando, e quebrando o clima.
— Bom dia, coisa linda! — disse Bun desvencilhando de Hunter....
— Hale... — o irmão manteve o tom de desprazer, não conseguindo conter a sensação de desconforto.
— Você não estava namorando, Hunter? — perguntou irônica.
— Cuida da sua vida. — revirou os olhos.
— Cuidarei... Da minha vida e de Bun. — abraçou o braço do amigo. — Não é coração? Seu namorado não vai gostar, né?
— É... — disse sem firmeza.
— Bun... — segurou o braço dele, com o toque que só ele tinha... Assim que ganhou o olhar de Bun, depositou um beijo tênue... Porém, se tratava eles e nada entre eles prosseguia de forma tão débil como aquele beijo... Se intensificou automaticamente.  
     Hale diminuiu o aperto em Bun e pensou em se afastar, estava apática diante daquele beijo tão perfeito e erótico... Não sabia se odiava, pelo fato de ser aqueles dois especificamente ou se estava amando, tinha horas que queria não ser uma fujoshi doida, entretanto era mais forte que ela.
— Vamos almoçar em um lugar diferente hoje. Me espere no lugar de sempre. — se afastou ofegante. Queria ficar ali nos lábios de seu amado mais um tempo, mas o tempo e consequentemente sua irmã, impediam.
— Não sabia que estavam tão íntimos. — comentou ela piscando de forma escandalosa.
— Está sabendo agora...
— Eu disse que podia ficar com qualquer cara... Menos o meu irmão. Por quê!?
— Por favor, Hale. Aconteceu. — segurou as mãos da menina.
— Como assim aconteceu? — suspirou.
— Não sei...
— De qualquer forma. Você não fica muito tempo com ninguém... Nem meu irmão. Não seria melhor prevenir um desastre maior?
— Que desastre maior? — puxou suas mãos. — Eu também posso amar... Sei que nunca tive relacionamentos que duraram mais de uma semana, mas nós já estamos há três semanas juntos.
— Parabéns... Não dou três meses. 
— Poxa, Hale. Achei que quisesse minha felicidade.
— Eu quero... Mas com meu irmão não vai ser feliz.
— Qual a fresta de você? Quer dizer, vocês parecem estar em uma disputa interminável.
— Talvez seja isso... Ele quer tirar você de mim.
— Como assim? Não sou um objeto.
— Eu sei. Ele sempre teve tudo que quis, e agora está fazendo o mesmo com você.
— Eu não sou o brinquedo de vocês quando tinham menos de dez anos... Então pare de brincar de criança mimada.
— Quando quebrar sua cara... É no meu colo que vem chorar, sempre foi assim.
— Quanto a isso não se preocupe. Eu não irei.
— Como pode ter tão certeza?
— Talvez você não seja capaz de entender ainda.
  
       Bun tinha evoluído muito nos últimos tempos, sua convivência com novos sentimentos fizeram ele expandir sua compreensão sobre aspectos da vida que nunca havia percebido até então.
        Apesar de Bun e Hunter não terem nem uma experiência em relacionamentos sérios e duradores, juntos eles podiam tentar saber como seria.
         Já estava no final da aula, e depois dali Bun levantaria daquela carteira iria encontrar Hunter. Precisavam resolver logo essa situação, afinal. Estavam ou não namorando? A passos longos seguiu para o laboratório, e viu Hunter encostado em uma bancada, com os braços cruzados e o pensamento longe, que fugia pela janela.
— Ei... — abraçou Hunter, pegando-o de surpresa.
— Ei, nem percebi você aqui. — devolveu o abraço de uma forma mais desesperada.
— Assim me sinto magoado. — brincou.
— Não fica biscoito... Pensei em irmos no seu restaurante preferido.
— Mas fica em Busan... Tipo assim, Busan! — disse impressionado.
— Eu sei... Meus pais moram lá. Lembra do jantar de hoje a noite.
— Oh, eu tinha esquecido completamente. — deitou a cabeça no ombro de Hunter.
— Precisamos resolver algo antes.
— Precisamos?
— Sim, vamos.

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