Quando voltamos para a base Tyler e Sebastian ainda estavam na sala de interrogação, e Ian e Daniel já tinha enchido o painel de fotos de suspeitos e evidências.
"Hey, como foi a patrulha." Ian perguntou assim que entramos.
"Entediante." Eu respondi me jogando na cadeira.
"Eu achei divertido." Amber disse sentando também.
"Novatos." Daniel disse enquanto enchia o painel de informações.
"Daniel!" Ian o repreendeu.
"Desculpem, pensei em voz alta." Ele respondeu dando de ombros.
"Que bom que vocês chegaram, Stelly, eu preciso de uma mãozinha." Sebastian disse saindo da sala de interrogação.
"Diga." Eu falei levantando da cadeira.
"Nós temos uma suspeita que está sendo difícil, e eu pensei que talvez, você pudesse ir até lá e dar um jeito nisso."
"Eu não vou bater nela."
"Ninguém vai bater em ninguém, eu só preciso que você encontre um modo de fazê-la falar, nós já tentamos de tudo mas ela não cede."
"Pode deixar comigo, todo mundo tem um ponto fraco, ela vai falar. Eu só preciso de quinze minutos e já vou até vocês."
"Você é a melhor."Sebastian disse piscando para mim.
Eu li e reli todos os arquivos que temos sobre essa suspeita e finalmente encontrei algo que vai ajudar.
"Meninos se vocês puderem se retirar eu agradeço." Eu falei entrando na sala.
"Olha só que fofos, te chamaram aqui para ver se eu aceito o acordo, se eu fosse você nem perderia meu tempo boneca." A mulher do outro lado da mesa disse em tom de deboche.
"Eu não vim te oferecer acordo nenhum."
"Não?"
"Não, eu vim aqui pra te apresentar os fatos, boneca." Eu falei sentando de frente pra ela.
"E que fatos são esses? Porque eu sei que os seus amiguinhos ali já fizeram isso."
"Eles te apresentaram os fatos do assalto, eu vou te apresentar os fatos do que vai ser da sua vida se você não colaborar."
"Eu não fiz nada, vocês não podem me prender."
"Você tem um bebê não tem?" Eu falei brincando com a minha caneta.
"O que ele tem a ver com a história?" Ela perguntou irritada.
"Nós não podemos te prender por não querer falar isso é um fato, mas seria uma pena se por acaso nós recebêssemos uma denúncia sobre drogas, na sua casa. Infelizmente você seria presa e o seu lindo bebezinho iria para adoção, afinal com o pai foragido e a mãe presa não teríamos outra opção." Eu falei fingindo estar triste.
"Vocês não fariam isso." Ela falou batendo na mesa.
"Eu não faria nada, mas sabe como é, essas coisas acontecem." Eu falei séria colocando os pés sobre a mesa.
"Você não seria tão cruel." Ela respondeu agora mais contida.
"Como eu disse, as coisas acontecem." Falei entediada dando de ombros
"Ok, eu falo só me prometa que não vão tirar meu bebê de mim."
"Eu posso fazer isso." Respondi sorrindo.
Quarenta minutos depois saí da sala de interrogação balançando a uma pasta de papel
"Aqui estão os nomes que vocês precisavam."
