| E é por isso que amigos devem dormir em camas separadas
E os amigos não devem me beijar como você me beija
Eu sei que há um limite para tudo
Mas meus amigos não me amam como você
Meus amigos nunca vão me amar como você. |
Uma história orig...
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Narrador On
John sente que sua expectativa de vida se esvaindo a cada dia que passa. Seus olhos já não tem o mesmo brilho de semanas atrás. Seus lábios não sabem mais qual a sensação de ter um sorriso ali. Suas mãos estão mais frias que o vento gelado que bate contra o seu rosto. As lágrimas já viraram amigas de suas bochechas, por tanto que escorrem por ali.
Ele já não sente aquela briga desesperada entre seu coração e sua razão, tudo porque parece que os dois adormeceram, ou melhor, a sua razão está muito ocupada consolando o coração acanhado para poder brigar com o mesmo.
Rio Han nunca se tornou tão solitário e gelado quanto está nessa madruga de fim de novembro, isso porque o inverno ainda não chegou de fato. As mãos do jovem chegam a estarem com os movimentos reduzidos por conta do frio. As pontas de seus dedos estão roxeadas, mas ele parece não se importar.
A verdade é que ele não vem se importando com mais nada. Qualquer resquício de esperança que ele tinha, foi se acabando conforme os dias foram se passando.
Seus amigos continuam os mesmo, Winwin e Yuta principalmente, os outros continuam ali ao lado dele, Mark continua fazendo piadas sem graça e até sem sentido, Chittaphon continua com seu mal humor matinal, e JaeHyun continua fazendo-o companhia todas as manhãs na sala de aula, mas é perceptível a vontade que ele tem de soca-lo, e John por sua vez está quase suplicando para que o amigo realize o desejo.
É até estranho pensar que uma pessoa tão sorridente e cheia de luz está tão... apagado. Essa é a palavra certa. John está apagado, o que o mantém vivo é a pequena chama que sua razão e coração resolveram manter acesa. Ele não entende muito o porque disso, se pergunta quando é que eles vão parar de lutar, porém, em todas essas suas caminhadas noturnas, sente a pequena e fraca chama aquecer o pobre coração e corpo, entendo no fim, que aquela chama também o mantém vivo.
São incontáveis as mensagens que ele escreve e deleta sem ter coragem para mandar para Aiko. São incontáveis as vezes em que ele ganha uma súbita coragem e disca o número dela, mas assim como a coragem vem do nada, ela se vai do nada também, fazendo assim ele só observar por quanto tempo a menina fica online.
Sentado em um banco qualquer, com apenas um moletom e uma touca o protegendo, John analisa a foto em seu celular.
Ele estava com um sorriso tão grande que é impossível de enxergar as iris de seus olhos. Os cabelos negros jogados para trás e levemente bagunçado, denunciando que ele acabará de pentea-los com os dedos.A pele levemente bronzeada tem um brilho causado pelo sol que ilumina todo aquele ambiente. Ao seu lado tem Aiko, encarando o rapaz com olhos curiosos e em seu rosto um sorriso tão grande quanto o dele.Os cabelos ganham uma coloração dourada por conta do sol. Suas mãos estão pousadas no peito do rapaz, dando mais uma pista de que aquela foto foi tirada sem intenção alguma.E por fim, sua pele branca chega à ser reluzente por conta da luz presente, mostrando mais uma vez que ela é alguém que emiti luz por onde passa, fazendo assim, uma bela dupla com o sol. As árvores amarelas quase douradas completam toda a paisagem mágica. Fazendo com que todas as lembranças daquele final de semana volte com tudo.