| E é por isso que amigos devem dormir em camas separadas
E os amigos não devem me beijar como você me beija
Eu sei que há um limite para tudo
Mas meus amigos não me amam como você
Meus amigos nunca vão me amar como você. |
Uma história orig...
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⚜ Nakamoto Yuta On ⚜
Parar para pensar nos últimos meses é quase como se eu estivesse parando para assistir um filme. Filme esse que felizmente está seguindo um final feliz.
É completamente estranho pensar que aqueles garotos que jogavam bola na casa de Jung Jaebeom tenham se tornado adultos, e essa não é a parte estranha, a parte estranha é que eles se tornaram adulto juntos. Não que eu não colocasse fé na nossa amizade, mas até parece coisa de filme, desses de roteiro americano.
Porém, apesar de estranho eu não poderia pedir coisa melhor. Quando fui apresentado para eles, com apenas sete anos de idade, nunca iria imaginar que estaria ganhando uma família, dessas que você sabe que pode contar à qualquer momento.
As vezes penso que quero viver assim para o resto da minha vida, digo, com eles sempre por perto. Quero ter Nara para sempre dar broncas, Aiko sempre tentando deixar todos calmos, Mark e Winwin para colocarem lenha qualquer briguinha besta, Jaehyun e Johnny para disputarem quem tem mais voz ativa, Chittaphon para colocar todo mundo nos seus devidos lugares, e claro, Taeyong para acalmar a fera que ele chama de namorado.
Toda vez que paro para pensar na possibilidade de nos afastarmos, mesmo que minimamente, me bate uma ansiedade indescritível. É como se eu tivesse medo e ao mesmo tempo tirasse sarro da minha própria cara por pensar algo tão absurdo. A questão é que agora somos jovens, não almejamos tantas coisas, mas e quando começarmos a almejar? E se no final cada um voltar para seu país de origem e o nosso único contato seja festa de empresa ou no máximo o feriado de Natal e Ano Novo?
Uau! Parabéns Yuta. Você merece o prêmio de maior e melhor mente desocupada desse mundo!
_ Tenho certeza que é essa chuva que me deixa tão emotivo. – resmungo para mim mesmo quando fecho a porta do carro e caminho em direção ao elevador.
Eu posso até ter acabado de dizer que somos jovens sem grandes planos para o futuro, mas agora que estou vendo meu reflexo totalmente destruído e exausto por mais um dia de trabalho, tenho certeza que a única coisa que almejo agora é minha cama e a garantia de que irei dormir durante todo o final de semana.
O elevador sobe dois andares até abrir as portas no térreo. Apesar de estar com as portas abertas ninguém parece ter chamado-o, o que me deixa um pouco inquieto.
Era só o que me faltava ter um fantasma aqui.
No momento em que os sensores apitam sinalizando que as portas iriam fechar, uma mulher vira o corredor com uma caixa em mãos. Seus passos parecem rápidos e em um gesto rápido coloco a mão entre as portas para impedir que elas se fechem.