Kayla Cavallero está passando por um momento muito estressante da vida: Seu primeiro divórcio. Como se não bastasse tudo isso as audiências do divórcio está lhe fazendo muito mal e seu ex marido tóxico, chantagista e persuasivo é a "cereja do bolo e...
- Eu quero o meu filho! - Benjamin, você não está raciocinando...
Eu só queria descansar depois da festa junina e agora eu estava com uma arma apontada para a minha cabeça e meu ex marido louco estava querendo o meu filho só pra ele.
- Eu calculei tudo direitinho... Fiz tudo do jeito que planejei... Você acha que eu vou desistir do plano agora?
Tinha medo de fazer qualquer coisa, então apenas fiquei parada pedindo a Deus para me ajudar.
- Você acha que eu vou ter pena de você só porque você está grávida? - ele bateu na minha cara e me segurou pelo pescoço me forçando a encará-lo - Você não passa de uma incubadora humana... Seu lixo.
Permaneci quieta, mas minha cabeça estava a milhão. Justo agora que as coisas pareciam estar se encaixando vinha isso no meu caminho.
- Benjamin, vamos conversar como dois adultos racionais, por favor - pedi mesmo sabendo que de racional ele não tem nada. - Você tem noção do quanto me magoou quando eu vi que estava grávida?
Eu não ligava nem um pouco para as mágoas e tristezas dele, pelo contrário, podendo não faria nada para ajudar ele, eu tinha dado muito de mim para salvar uma relação, obviamente, abusiva.
- Eu te amava, Kayla, e você me negou um filho... Então esse bebê merece ter um pai digno e não uma mãe que vai criá-lo a contragosto...
Respirei fundo. Normalmente eu revidaria a altura, mas agora eu tinha que tentar preservar a minha vida ao máximo.
- Estúpida, cretina...
Encarei o chão, então ele encostou os lábios no meu ouvido e disse:
- Abre essa merda dessa porta porque hoje eu vou te foder feito a piranha que você é...
Nessa hora, talvez pela minha mão estar suando muito, a chave escorregou, falei para o meu ex:
- Preciso me abaixar pra pegar.
Ele tirou a arma da minha têmpora e encostou na minha nuca.
Me abaixei calmamente, deixando a bolsa cair no chão, peguei o molho de chaves e disse:
- Agora vou me levantar pra abrir a porta.
Assim o fiz, encaixei a chave no buraco da fechadura, então girei e quando ia abrir a porta pra entrar no prédio ouvi um barulho de tiro e Benjamin caiu do meu lado já todo ensanguentado, obviamente morto, e sua arma caiu nos meus pés.
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