Capítulo 7

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TAEHYUNG

Beijar Jeon Jeongguk foi a coisa mais certa que eu fiz nesse mês. Eu não conseguia tirar o gosto dos seus lábios dos meus pensamentos, ainda conseguia senti-los sob os meus. Suas feições na noite anterior também estavam presas em minha mente, assim como o seu aroma.


— Idiota, está me ouvindo? —Fui disperso dos meus pensamentos pelo meu irmão. Seokjin-hyung me encarava com a feição irritada.

— Desculpe, hyung. Pode repetir? —Pedi e ele revirou os olhos.

— Aish, eu disse que a Hyuna está de volta.

Ah não, por favor não.

— Quando ela chegará?

— Ela já está em Seul, deve vir para cá logo.

Kim Hyuna também é minha irmã mais velha, ela é apenas um ano mais velha que eu. Hyuna mora no exterior na maior parte do tempo, minha noona representa a nossa empresa pelo mundo, por isso quase não fica na Coréia do Sul.

— Por que eu sinto que você está mais aéreo que o normal? —O mais velho me encarou.

— Impressão sua. —Menti.

A verdade era que eu ainda estava sob efeito de Jeon Jeongguk.

— Como estão as coisas com o Yeonjun? Ele ainda está manhoso? —Questionou.

— Um pouco, eu marquei a consulta com o Chanyeol. O levarei amanhã. —Contei.

— Não acha muito louco o Jun ver o Jeon como o pai ômega dele? —Arqueou uma das sobrancelhas. — E pelo visto não é só o meu sobrinho que se apegou a ele.

— Não diga essas coisas. —Revirei os olhos e o mais velho riu.

— Aconteceu alguma coisa que eu sei, eu te conheço muito bem irmãozinho. —Me provocou. — Não quer me contar nada?

— Nós nos beijamos ontem.

— Até que enfim! —Ele comemorou. — Demorou pra um cacete pra isso acontecer, eu já havia desistido. Mas então, o que vocês são agora?

— Eu não sei. Nós nos beijamos algumas vezes e depois cada um foi para o seu respectivo quarto. Eu ainda não o vi hoje e não sei como irei agir a partir de agora, porquê porra, será que eu tenho liberdade para beija-lo mais vezes? Tenho medo de tentar algo e eu estar invadindo o espaço dele, entende? —Coloquei tudo o que me atormentava para fora.

— Eu super te entendo. Eu sugiro que conversem ou deixe acontecer naturalmente, suponho que o primeiro beijo aconteceu assim. Aposto que pintou um clima e acabou rolando, deixe isso acontecer novamente e se não acontecer você fala para ele que quer beija-lo. —O hyung era ótimo em dar conselhos sobre relaciomentos, mas era uma pena que ele não seguir os próprios conselhos. — Agora vamos comer porquê eu estou faminto.

Nós saímos do meu escritório e fomos em direção a cozinha.

— E ai, maninhos. —Jennie nos encarou, a mesma comia um pedaço de uma torta de chocolate como café da manhã.

— Cadê o Jeongguk? —Questionei. Naquele horário era certo de encontra-lo na cozinha.

— Ainda não desceu. —A mais nova deu de ombros.

— Vai lá garanhão. —Seokjin murmurou, me fazendo rir.

Eu sai da cozinha, passei pela sala e subi as escadas para o segundo andar. Quando cheguei em frente ao quarto do ômega eu dei duas batidinhas na porta, em resposta ouvi um "entra" e assim eu fiz.

Quando entrei eu presencie uma das cenas que eu sempre gostava de ver, Jeongguk estava amamentando meu filho. O mais novo estava deitado de lado com o corpo apoiado no cotovelo direito, todos os botões de sua camisa estavam abertos enquanto meu filhote estava agarrado a um de seus mamilos.

— Hm, oi.

— Oi. —Sorriu minimamente.

— Eu estranhei em não te ver lá em baixo, —Me aproximei. — achei que estivesse fugindo de mim. —Brinquei e ele riu.

— Oh, não. É que o Jun não quis esperar para eu amamenta-lo lá em baixo. Esse mocinho está com muita fome.

— E o Soobin?

— Ele ainda está dormindo, no meio da noite ele entrou aqui e demorou a voltar a dormir. —Explicou enquanto fazia carinho nos fios fininhos do cabelo de Yeonjun.

— Eu preciso te contar uma coisa. —Rapidamente ele me encarou. — A Hyuna está vindo.

Eu decidi avisar porquê eu sabia que os dois não se davam bem. Minha irmã vivia provocando-o e até mesmo dava em cima do Jeon, embora ela dissesse que o ômega queria tomar o lugar de Bogum — o que é pura mentira.

— Por que me contou?

— Porque eu sei que vocês dois não se dão bem. —Fui sincero. — Preferi te avisar antes do que ela chegar aqui e ficar um mal estar.

— Ficará um mal estar de qualquer jeito. —Pude ouvi-lo murmurar.

— Ei, —Toquei seu queixo. — se você se sentir incomodado com qualquer coisa é só me dizer, você também mora aqui, eu quero ouvir suas opiniões e seus gostos.

— Não é como se eu quisesse que ela não viesse para cá que isso aconteceria. —Soltou um suspiro. — Ela é a sua irmã e eu sou um empregado, minha opinião não conta. —O ômega disse sério sem olhar em meus olhos.

— Você sabe muito bem que você não é só mais um empregado para mim.

Observei suas reações. Jeongguk pareceu surpreso e até mesmo perdido com a minha fala. Suas bochechas ficaram coradas, denunciando que ele estava envergonhado.

— Não diga essas coisas... —Murmurou ao que abaixou a cabeça, eu sorri. Não sabia que Jeongguk era tímido.

— Eu só disse a verdade, você é muito mais que apenas um funcionário. Jeongguk, se não fosse por você o Yeonjun não estaria aqui, você sabe o peso disso? —Ele assentiu com a cabeça. — Você possui uma responsabilidade que nenhuma outra pessoa teria, você tem uma forte ligação com o meu filho, eu vejo e sinto isso. —Ele voltou a me encarar. — Eu confio cegamente em você.

— Você sabe que eu não quero e nem vou tomar o lugar do Bogum, não sabe? —Era possível sentir o receio em sua voz.

— Eu sei. Mas mesmo se o Bogum voltasse hoje, eu não o deixaria chamar o Jun de filho e não o deixaria perto dele. Nenhum pai deveria abandonar o próprio filho assim. —Confessei. — Você é o pai ômega dele, não importa o que aconteça e o que digam.

Nós trocamos olhares por um breve momento antes de Soobin entrar no quarto chamando pelo seu pai.

Eu sabia que as minhas palavras tinham um peso enorme e essa era a minha intenção, eu queria que Jeongguk entendesse tudo aquilo.

the omega • taekook Onde histórias criam vida. Descubra agora