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  Talvez minha relação com Eugênia seja uma merda para sempre. Entendo que muitas mulheres  simplesmente não querem ser mãe, é um direito delas, e talvez com minha mãe tenha sido assim.

É uma pena, porque eu já estou aqui e não tenho culpa alguma! 

  Eu continuo sustentando seus luxos,  não porque quero que ela me ame, mas porque eu sou diferente, quero fazer por ela o que jamais fez por mim.  

Mas Eugênia extrapolou todos os limites!

Abusou da minha boa vontade!

Passou por cima de tudo que eu fiz!

Destruiu o respeito que eu ainda mantia por ela!

  Eugênia procurou um canal de tevê e cedeu uma entrevista exclusiva para um programa de fofoca, explicando como dei o "golpe do baú" no famoso e rico Dylan Castiel.

  Eu sabia que ela calada estava aprontando, pois Eugênia calada é Eugênia tramando alguma coisa!

  Estou assistindo essa merda sem  acreditar no que vejo, eu e Castiel sabemos dos sentimentos um do outro, mas vê alguém contar uma mentira sobre nós, é terrível, principalmente se esse alguém é a minha mãe.

— E essa...- A mulher do programa consulta alguma coisa num papel que tem em mãos—...Naomi Bay, é a sua filha?

— Sim, ela é, pari e criei, mas depois que cresceu, nunca mais quis saber de mim- Eugênia responde.

— Uma filha que vira as costas para uma mãe, que coisa horrível- A mulher opinaMas então quer dizer que a sua filha deu o golpe em Dylan Castiel, o famoso jogador de basquetebol?

— Não tenha dúvidas, criei aquela menina, sei o quanto de ambição permeia ela.

  Lágrimas caem dos meus olhos, mas o pior é que sempre esperei coisa parecida da Eugênia.

— Eu estava ansioso para que o jogo  terminasse, tinha visto essa merda na íntegra, fiquei preocupado com você- Castiel adentra nossa casa com a  preocupação estampada em seu rosto.  

  Estou arrasada pelo conteúdo do que ela falou e assim que Castiel senta ao meu lado, eu desabo.

— Linda...- Me acolhe em seus  braços.  

  Choro muito, chego a soltar soluços  horríveis, e Castiel se mantém firme ao meu lado, esperando eu derramar tudo que prendi por anos.

— Ela foi uma péssima mãe, Castiel,  todos esses anos, me tratou como algo descartável, um estepe, mas agora já  chega, chega de ser a filha boazinha, de agora em diante eu não me importarei mais com ela- Choro muito— Como ela pôde ser tão baixa a esse nível?  

Castiel me ouve desabafar, apenas concordando com a cabeça.

— Eu vou te apoiar independente do que decidir, linda.

Suspiro ao encará-lo.

— Minha mãe, ela...- Começa Dylan, todo nervoso—...se matou, tinha peso demais sobre suas costas, o abandono do meu progenitor, pouca grana, três pessoas sem estruturas.

Engulo um nó enorme na garganta. Eu não sabia dessa parte da história dele!

— Entendo os motivos dela para...- Sua voz embarga— Eu só quero dizer com isso, Naomi, que se ela estivesse aqui, eu lutaria por ela até o fim, porque eu fui amado e protegido, sua mãe nunca fez nada disso por você, não merece que você se preocupe ou se debulhe em lágrimas por ela- Ele limpa uma lágrima que cai do seu olho— Laços sanguíneos não te obriga a permanecer ao lado de alguém tóxico.

Abraço forte seu corpo.

— Sinto muito, por sua mãe.

— Está tudo bem, tento lembrar dela com bons olhos e boas lembranças, eu a compreendo, mesmo depois de 10 anos que tudo aconteceu.

Engulo em seco.

— E como foi?

Dylan dá de ombros.

— Cheguei da escola e ela estava caída no chão da cozinha, cortou os próprios pulsos.

Eu arqueijo, totalmente amedrontada.

— Meu Deus.

— Dy estava na faculdade nessa época, temos 4 anos de diferença na idade, eu estava terminando o ensino médio e ela cursando administração, foi uma paulada em nossas cabeças, lembro de ter gritado tanto, chegando a ficar rouco.

Minha mão tampa a boca, contendo um soluço.

— Eu...

Ele me silencia.

— Foi um pesadelo, não esperávamos, mas não foi culpa minha ou da Dy, dói muito falar dela, em específico desse dia, mas eu tenho aprendido a superar.

— Você foi forte!

— Ambos fomos, eu e Dy- Acaricia uma mecha ruiva do meu cabelo— Você não precisa se sentir na obrigação de mantê-la em sua vida, ela não te merece, linda.

— Você quer fazer algo a respeito? Sei  lá, fala sobre a gente para a mídia?

Castiel nega com a cabeça.

— Naomi, nós dois sabemos o que  temos, não será a sua mãe ou uma  dúzia de jornalistas que irão especular ao contrário, eu não devo satisfações a ninguém, não vou ceder uma única entrevista, não vou dar poder a sua mãe e a esses fofoqueiros, mas saiba desde já que vou processá-la.

  Balanço a cabeça em afirmativo. Castiel tem razão: Sobre a Eugênia e sobre nos justificarmos para os outros.

  Não adianta dar armas a esse tipo de  gentinha que se equivale da vida alheia, eu sei o que sinto por Castiel, e foda-se o resto.

— Você está certo!- Beijo sua bochecha— Mas a mordomia da minha mãe acabou, de mim ela não terá um único centavo a mais, Castiel.

— Eu já disse que te apoio no que  decidir, linda- Ele sorri e beija meus  lábios de leve— Agora vem aqui que eu quero te amar e te acalmar, vou proteger você e o bebê sempre, Naomi.

  É preciso mais que amor para manter-se juntos perante as arbitrariedades, e sei que apoio e impulso eu tenho de sobra com Dylan.

  Então esqueço de tudo e me jogo nos  braços do homem, do amigo, e do meu amor, nada mais importa, porque quando o Castiel me beija, me consola e conversa comigo, o mundo a nossa volta perde o sentido.

××××××××××

Eugênia foi longe, hein?
😐

E a história da mãe do Dylan? Dolorosa, né?
Eu não abordei este assunto antes por conta do personagem mesmo, ele realmente não gosta de falar sobre o que aconteceu

Essa semana os capítulos voltam ao normal, postarei quarta e após sexta

Reta final, babys
♥️

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