Capítulo 61

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Andréia Calia
Sem revisão.

Cathe- Alguma mudanças? (Ela entra no quarto de hospital)

Andréia- Nenhuma! ( Falo sem olha-la. No momento minha atenção está no convite em minhas mãos)

Já faz duas semanas que não durmo direto, não como e não saio desse hospital. Não sei como reagir a nada em minha volta.

Ah uma semana atrás os médicos trouxeram um documento, em que autoriza o desligamento dos aparelhos, caso o Levi não reaja. 
Os pais do Levi sempre vêm ve-lo e, não assinaram o documento.
Mencionei com eles o fato de esta grávida e, eles amaram. A alegria do meu sogro e da minha sogra, foi a única coisa que me fez sorrir, despois de um bom tempo.

O convite em minha mão,  é da cor creme e está fechado com um pequeno laço. Abro e vejo o quão lindo é por dentro, com as letras enfeitadas, algumas flores em volta e escrito as seguintes frases:

Você está sendo convidada para testemunhar a união de Ítalo Gaza e  Gabrielle Mendes.

Local da festa: Campo Plaza -México-.
Horário- 16h.
Falta apenas dois meses.

     Espero a presença de vocês.

De- Ítalo Gaza  e  Gabrielle Mendes.
Para- Levi González e Andréia Calia.

Uma lágrima escorre pelo meu rosto e olho para minha amiga, que está, acariciando sua barriga um tanto volumosa.

Andréia- Recebeu? ( Falo guardando o papel dentro no envelope)

Cathe- Recebi sim. ( Sorri fraco e vem até mim)
- Ele vai está aqui e vai acompanhar vocês. ( Ela abaixa ficando na minha altura e passa a mão na minha barriga)

Puxo ela para um abraço e, me permito chorar.

Os dias parecem anos, as horas passam rastejante. Nesse hospital. Tudo parece sem cor.

Andréia- Você pode ficar aqui? ( Me levanto da poltrona)

Cathe- Onde você vai? ( Se levanta)

Andréia- Preciso de ar. ( Visto meu casaco, pego minha bolsa, deixo um beijo na testa da minha amiga e saio)

Passar por  corredores de hospital, é de fato um desafio. Algumas portas de quartos estão aberta e, se você olhar, consegue enxergar quanto sofrimento parentes, amigos e namorado (a), carrega a ver a pessoa que você ama, deitada em uma cama de hospital.

Se a dois anos atrás, alguém me falasse que eu estaria um um hospital com meu namorado em coma, por culpa do meu ex psicopata. Eu não acreditaria. Mas que vida né?! Aqui estou eu sem chão.

Ando pelos corredores, sem olhar para os lados. Odeio ver sofrimentos dos outros, simplesmente isso me destrói por dentro.
Parece que esse hospital não tem fim, mas logo vejo a luz do Sol invadir a entrada.

Vou até meu carro e, dou partida para uma pequena praça central.  Sempre vou lá, ver as crianças brincando despreocupadamente me deixa leve.

....

Os pais do Levi estão na Fazenda, pois não querem voltar para a casa deles, por sem distante. Também não transferimos o Levi de hospital. Podia ser arriscado.

Sentada em um banco, observo as crianças em fila para brincar no escorrega, enquanto outras mais velhas, brincam de bola na minha frente.

Xxx- Vamos lá! Eu quero brincar. ( Uma menina fala, para o grupo de meninos que estavam jogando bola)

Xxx- Você não sabe jogar. ( Ele diz e joga a bola para o outro amigo)

Xxx- Claro que sei, o que faz você achar que não? ( Ela diz com a voz firme)

Xxx- Porque você é menina. ( Ele diz. O amigo joga a bola, mas ela para bem no meu pé)

Me inclino e pego a bola. Logo o garoto vem até mim.

Xxx- Obrigada, poderia me entregar a bola? ( Olha pra mim com tédio)

Andréia- Com uma condição. ( Ele me olha curioso)
- Você tem que deixar a garotinha jogar. ( Aponto com a cabeça para a garota que está nos olhando. Sem entender. )

Xxx- Isso não  é justo, a bola é minha. ( Me encara)
- Vou chamar minha mãe.

Andréia- Pode chamar, ela vai gosta de saber, que o filho não quer deixar a mocinha jogar, só porque é menina. ( Dou um sorriso)

Xxx- Tá. Mas só uma partida, se ela atrapalhar, não joga mais. ( Entrego a bola para o menino e olho para a garota)

A olho com tentando passar confiança e ela ri.

Xxx- Você pode jogar Raquel. ( Ela da pulinhos de alegria)
- Você você ser o goleiro Pedro. ( Ele diz para o outro garoto)

Raquel- Só vai ser pênalti? Vamos chamar mais gente e vamos jogar de verdade! ( Eu tinha um sorriso largo no rosto ao escutar aquilo)
- Vamos Gabriel.

Gabriel- Vamos só pênalti primeiro, depois vemos. ( Diz)

Raquel- Você começa. ( Ela vai para o lado do Gabriel. O Pedro está de frente a um pequeno gol, improvisado. )

O Gabriel deixa a bola no meio do "campo", vai um pouco para trás,  toma impulso e chuta a bola, porém ele não faz gol. Olho para Raquel e vejo ela prender o riso, e eu nego com a cabeça rindo.

Gabriel- Não fiquei distante o suficiente. ( Fala olhando pra Raquel)
- Sua vez. ( Ela assente)

Raquel faz a mesma coisa que o Gabriel, porém na hora de chutar ela mira e a bola passa pelo gol. Ela pula e grita feliz, o Pedro se junta a ela, à levantando no colo e ela ri.

Raquel- Tempo. ( Ela corre até mim)
- Obrigada, você sabe. ( Ela olha pro Gabriel)

Andréia- Não tem problema, nós mulheres temos que nos ajudar. ( Ela sorri)
- Quantos anos você tem Raquel?.

Raquel- 11 anos. ( Faço sinal e ela sente ao meu lado)

Andréia- Sabe... quando você crescer, vai encontrar um monte de Gabriel na sua vida. ( Ela faz uma careta e me faz rir)
- Mas você tem que levantar o rosto e fazer o que você quer, sem tem medo, você é capaz de tudo...

Raquel- Mesmo sendo mulher?

Andréia- Posso te contar um coisas? ( Ela concorda)
- Só em ser mulher, já conseguimos tudo... ( Suspiro) - ... Mas claro, se você lutar.  ( Ela ri)
- Você tem força de vontade, um futuro incrível te espera.

Raquel- Entendi, só espero que não seja tão difícil.

Andréia- Nada é fácil nessa vida. ( Uma lágrima solitária cai)

Raquel- Você está bem? ( Me olha preocupada)

Andréia- Sim... (

Raquel- Não minta! ( Essa garota é esperta)

Andréia- Uma pessoa especial, não está bem. ( Dei um sorriso fraco)

Raquel- Espero que essa pessoa fique bem...

Pedro- Vamos Raquel, temos que montar um time. ( Ele a chama)

Andréia- Você tem que ir. ( Nisso ela me abraça)

Raquel- Obrigada, espero te ver em breve. ( Ela diz e corre ate os meninos)

Levanto e volto pro Hospital.
....

Continua....

Meu obsessivo Onde histórias criam vida. Descubra agora