Morar na Tailândia pode parecer maravilhoso para uns e o inferno para outros, mas eu não tenho opinião formada sobre esse assunto. Aliás, eu não tenho nada concreto na vida, tenho 18 anos, trabalho, minha mãe e irmã moram comigo, uma casa normal, fa...
Me sento em um banco publico, de frente para a pequena cidade movimentada da Tailândia, para descansar, com as mãos no moletom branco, pude dar a falta do meu celular. Soltei um suspiro.
- Melhor ir, antes que ele me encha o saco. Digo a mim mesmo levantando do lugar e seguindo o caminho.
...........
Chegando na frente do Shopping, Tin estava de costas para o prédio, me encarando da mesma forma de sempre, serio e sem qualquer necessidade alguma.
- Está atrasado. Começou me repreendendo seriamente. - Não tem relógio em casa? Perguntou no mesmo tom, cruzando os braços.
- Eu tinha, até alguém o destruir junto com o celular. Comento passando por ele. - Vamos logo com isso, tenho mais o que fazer. Sigo quase adentrando no local, mas sou parado por sua voz.
- Pare aí mesmo. Ordenou o maior, virei meu corpo na sua direção e pude ve-lo se aproximar. - Não vai me cumprimentar, em forma de respeito? Pronunciou me olhando de baixo pra cima.
Pressiono os lábios por alguns segundos, segurando a raiva. - Você não merece meu respeito. Entrei no local e ele me segue.
(...)
Como posso resumir esse tal "encontro"? Um completo desastre ambulante, sempre que paravamos em algum lugar, ele torrava minha paciencia com suas palavras de desprezo e irônia, fazendo nós brigarmos feito marido e mulher, ele quase explodindo sem levantar a voz e eu falando na minha falta de tom comum. Mas eu sempre apartava com uma virada olhos e fingindo que não ouvia seus comentários. Contudo, pudemos, finalmente, achar um lugar para comer, confesso que estava com muita fome, mas seu olhar sério sobre mim... me fez pensar algumas coisas que sobrepuseram a fome. Por que ele parece tão... atormentado? E essa falta de confiança? Ela deve ter vindo de algum problema passado. O que será?
- Can, é aqui vamos almoçar. Anuncía apontando para um restaurante luxuoso.
- Não. O encarei.
- Como é? Ele volta a se indignar, franzindo o cenho.
- Eu disse não. É muito caro e eu não quero ficar devendo 'pra você.
Ele se aproxima de mim revirando os olhos e falando de um jeito impaciente. - Vamos comer onde então?
- Em alguma lanchonete do shopping. Termino antes de viras as costas, mas agarra meu pulso e eu o olho. - O que foi?
- Por favor, abaixe essa guarda, estamos em um encontro. Pediu num tom calmo e preocupante. - Não precisa ser arisco o tempo todo, me deixe mimá-lo. Finalizou com a língua no interior da bochecha.
- Não quero ser mimado, é ilógico e não faz sentido, se quer tanto que a gente coma na droga do restaurante, era mais facil falar de uma vez. Joguei tudo já irritado, soltando da sua mão e entrando no local luxuoso.
...........
Acho que o final desse "encontro" pode ter sido pior do o resto dele, além de ficarmos no completo silêncio dentro daquele restaurante, eu acabei sentindo mais falta do meu celular. Agora ele estava me acompanhando até minha casa, parando na frente da mesma minutos depois.
- Antes de entrar, eu queria te perguntar uma coisa.
- Diga. Respondeu jogando o cabelo para trás.
- Por que um encontro, e comigo? Puz as mãos no bolso do moletom esperando a resposta. Ele desviou o olhar e soltou um pequeno suspiro.
- Eu não confio em ninguém, desde a minha infância. Seu tom foi de total convicção dos atos. - Mas eu quero confiar em você. Sua bondade e lealdade escondidas por trás desse rosto sem expressão chamaram minha atenção, é como se você fosse o que eu sempre busquei. Meus lábios se abriram um pouco pelo desentendimento.
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- Eu gosto de você, Can. Ele me encarou sério, junto a sua fala...
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