Morar na Tailândia pode parecer maravilhoso para uns e o inferno para outros, mas eu não tenho opinião formada sobre esse assunto. Aliás, eu não tenho nada concreto na vida, tenho 18 anos, trabalho, minha mãe e irmã moram comigo, uma casa normal, fa...
Como dizer a alguém que não aguenta ouvir seu amigo soluçar, por algo tão pouco importante, sem magoa-lo e piorar a situação. É nesses momentos que eu queria ter alguma empatia sobre as pessoas, para tentar entender esses acontecimentos. Mas eu não faço milagres. Me separo do outro e pego suas mãos.
- Olha, eu sei que não sou a melhor pessoa 'pra dizer isso, mas ponha um sorriso nesse rosto, porquê temos que trabalhar. Peço no meu tom imparcial.O encaro novamente, ele estava começando a se acalmar. - Deixe essas preocupações de lado, ok? Quando quiser conversar, me ligue. O moreno assente, ouvimos o sininho tocar.
- Vamos trabalhar, a Snack 'n Alcohol não pode parar. Ae diz sereno e eu assenti. Acho que agora ele vai entender o meu lado.
Voltamos a nossa rotina de trabalho, de dia um restaurante, a noite um bar. Ae foi atender os novos clientes e fui para trás do balcão preparar as batidas alcoólicas, assim seguimos com alguns clientes, mas o final era igual, sempre tendo um ou dois que exageram, nos obrigando a carrega-lo para fora e esperar alguém buscar. Por mim, eu os deixava largado em qualquer lugar por aí.
Fim do turno.....
Como todos acabaram os afazeres mais rápido, acabamos fechando cedo, restando somente eu e Ae para fechar o lugar, mas enquanto limpava o enorme balcão, Ae "conversava" comigo, porquê eu só respondia com hum ou aham, tanto que não percebemos o sino tocar, indicando a presença de terceiros ali.
- C-com licença... . Sua voz fina sai envergonhada.
- Desculpe, estamos fechados. Respondo a possivel pergunta no tom insípido de sempre, sem desviar o olhar do móvel.
- Pete?. Ae fala se assustando com a presença do outro. Levanto a cabeça e vejo um jovem maior que nós, todo arrumado e impecável, parecendo ter boa condição.
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- O que faz aqui tão tarde?. Pergunta Ae com seu tom clássico de preocupação. Ele se aproxima do maior, que se encolhe no ato.
- É que.... eu queria saber onde estava. Ele pronuncia num tom lento, como se não quisesse alarmar nada, ele esfrega a mãos em nervosismo.
- Mentira. Um outro aparece, esse sim tinha aparência exata de um rico, da altura de Pete, branco, roupas pretas elegantes e ainda com um ar esnobe.
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- Ele só queria te ver, ficou te perseguindo o dia inteiro. Entregou num tom de nojo, revirando os olhos com as mãos no bolsos. - Não achei que um pobre poderia ter tanta atenção. Ele despreza, soltando um riso nasal e um sorriso de canto.
- Tin!. Pete o repreende, pude também ver a cara nada boa do Ae.
Ok agora eu sinto algo sim, repulsa por esse cara, fale o que quiser de mim eu não me importo, mas não se meta na vida dos outros.
Saio de trás do balcão e me aproximei dele. - Olha, eu não sei o que está acontecendo, mas deixe eles em paz. Ordeno com minha primeira emoção, raiva. Ele passa a língua por dentro da bochecha me encarando de um jeito superior.