"𝚅𝚎𝚓𝚊 𝚌𝚘𝚖𝚘 𝚖𝚒𝚗𝚑𝚊𝚜 𝚕𝚊́𝚐𝚛𝚒𝚖𝚊𝚜 𝚛𝚒𝚌𝚘𝚌𝚑𝚎𝚝𝚎𝚒𝚊𝚖. V𝚘𝚌𝚎̂ 𝚙𝚘𝚍𝚎 𝚖𝚒𝚛𝚊𝚛 𝚗𝚘 𝚖𝚎𝚞 𝚌𝚘𝚛𝚊𝚌̧𝚊̃𝚘 𝚎 𝚖𝚎 𝚏𝚊𝚣𝚎𝚛 𝚜𝚊𝚗𝚐𝚛𝚊𝚛 𝚖𝚊𝚜 𝚗𝚘 𝚏𝚞𝚗𝚍𝚘 𝚟𝚘𝚌𝚎̂ 𝚊𝚒𝚗𝚍𝚊 𝚒𝚛𝚒𝚊 𝚜𝚎𝚗𝚝𝚒𝚛 𝚊 𝚖𝚒𝚗𝚑𝚊 𝚏𝚊𝚕𝚝𝚊." — 𝚃𝚊𝚢𝚕𝚘𝚛 𝚂𝚠𝚒𝚏𝚝 𝙼𝚢 𝚝𝚎𝚊𝚛𝚜 𝚛𝚒𝚌𝚘𝚌𝚑𝚎𝚝
𝚂𝙰𝙺𝚄𝚁𝙰 𝙷𝙰𝚁𝚄𝙽𝙾
E ao fechar os meus olhos em algumas noites o seu sorriso encantador vinha me visitar. Mamãe.
Eu me sentia mal todas as vezes que eu acordava depois de perceber que era apenas um sonho. Ela realmente não estava aqui, e tudo voltava a ser como antes. Vazio e dolorido.
Mas os sonhos eram como os anjos, eles mantinham o mal sob controle e distante.
Meus olhos ainda sonolentos, e com uma certa dificuldade percorreram pelo silencioso e vago quarto azul de Ian. Me dando a entender que mais uma vez eu havia acordado pela madrugada.
Eu me virei na cama para olhar o Ian que estava com o seu pequeno corpo envolvido dentro do lençol, seu semblante era calmo e sereno enquanto dormia, ele estava bem, Ian ficaria bem. Sem movimentos bruscos para que ele não acordasse, eu tentei sair da sua cama em que dormíamos juntos sem fazer barulho.
Rapidamente, caminhei até a porta e sai do seu quarto, seguindo em direção ao banheiro para conseguir fazer minhas necessidades matinais. E principalmente para tomar um banho e aliviar a minha tensão.
Mas eu não estava me sentindo bem, era como se a minha alma tivesse sido levada. Eu estava apenas existindo, vegetando. As vezes era exaustivo demais me manter em pé.
E em fração de segundos, ao me deparar com o longo e largo espelho do banheiro, eu congelei ao me ver, notando que eu estava um tanto irreconhecível, eu não estava me reconhecendo mais. Estava magra demais, as olheiras estavam fundas e mesmo que eu conseguisse esconder entre as maquiagens que eu fazia era perceptível.
Se eu pudesse fazer um cálculo da minha massa muscular, diria que eu perdi em torno de seis quilos em um mês. Eu mantinha uma vida corrida graças ao hospital e tentava ao máximo ocupar a minha cabeça com o meu trabalho. Tudo para não pensar na minha vida pessoal.
Fechei meus olhos, e deslizei minhas mãos sobre os meus cabelos longos e liso depois de tomar um calmante, tentando afastar a tensão que me tomava por completo. Mas era inevitável não lembrar as razões das minhas dores.
Voltei a abrir meus olhos, olhando agora para um ponto fixo do lado de fora da porta do banheiro, dando-me a visão do corredor que se direcionada para a escada para o primeiro andar, mas a minha mente se anundou em outra dimensão de memórias.
Eu nitidamente comecei a visualizar, próximo a escada, e ouvir as gargalhadas do meu Pai que se misturavam com a minha logo pela manhã, antes que ele pudesse seguir para o seu trabalho como ele fazia. Parecia tão real, se eu não tivesse a consciência de que aquilo não passava de apenas uma lembrança sendo revivida em minha memória, talvez eu pudesse jurar que aquilo estava acontecendo.
— ... É sério meu amor, você não precisa acordar tão cedo por causa do seu Papai ... — Meu Pai se virou para encarar uma versão menor de mim, antes de descer as escadas. A voz de Kizashi era branda e sutilmente melodiosa. — Seu colégio é um pouco mais tarde, você ainda tem muito tempo para descansar.
— Eu não quero descansar, Papai. Eu quero ir no seu trabalho, pode me levar? — Minha voz um tanto infantil e melodiosa implorava para o meu Pai, em um pedido tanto quanto impossível. — Prometo que eu serei mais obediente.
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SALVATION | SASUSAKU
Romansa"Eu nunca quis me apaixonar por você, mas eu estava enterrada e tudo o que eu podia ver era branco. Minha salvação." Sakura Haruno é uma médica dedicada ao seu trabalho, ela se especializou e agregou amor pela profissão depois que perdeu seus Pais e...
