Capitulo 19- Assassina

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Amber-

Realmente acho que morri, e agora mesmo estou no céu. Tudo que vejo é branco, paredes brancas, lençóis brancos, e um luz branca cegante.

Observo com atenção o resinto que me encontro, e percebo que se trata de uma quarto de hospital.

"Então não morri, isso é bom"

As lembranças do meu acidente vem contudo, me causando uma dor de cabeça enorme, tento me levantar mais a dor é grande demais.

Percebo que tenho uma faixa ao redor da minha cabeça, não só nela como no meu braço esquerdo, vejo também que tenho alguns arranhões superficiais.

O desespero bate mesmo, quando lembro do meu bebê, se é que eu realmente estou grávida.

-Alguem me ajuda - tento gritar mais minha voz se recusa ajudar. Vou ficando mais desesperada, até que entra uma pessoa no quarto- me ajude !

-Amber ?- eu conheço essa voz, eu conheço essa voz- você acordou ! Meu deus, você acordou.

-Sett ?- digo chorando causando mais dores na minha cabeça - me ajuda

-Meu amor fique ai, vou chamar ô medico para lhe examinar.

Sou deixada sozinha novamente no quarto.

-Ai meu Deus, que dor - digo apertando minha cabeça- ta doendo !

Sett volta com um médico e duas enfermeiras, eles começam a me examinar.

-Esta sentindo alguma dor ?- pergunta o medico.

-Sim - digo

-Aonde ?- pergunta ele

-Na minha cabeça, ta doendo muito - digo colocando a mão lá.-Doutor preciso ficar a sós com você.

-Se dejesa assim- diz o medico e se dirije a Sett- terei que pedir que o senhor se retire.

-Mas..

-Por favor Sett- imploro

Ele sai com cara de poucos amigos.

-Doutor e meu..- não consigo terminar a frase e só passo a mão em cima da minha barriga. Ele entende imediatamente.

-Esta tudo bem com eles - diz sorrindo - mais agora precisamos ver como você esta.

-Espera, o senhor disse eles ?- pergunto atordoada.

-Sim, são gêmeos.- diz sorrindo.

Meu deus eu estou realmente grávida e de gêmeos.

-A senhorita está bem ?- pergunta ele me trazendo de volta a realidade.

-Se eu estou bem ? Eu vou ser mãe - digo chorando de alegria e causando mais uma dor na minha cabeça.- ai !

-Agora deixe-me examina-la.

-Calma, o senhor contou pra ele ?- pergunto.

-Ainda não, nos realizamos a ultrasom hoje, já aviamos realizado o exame de sangue. Mais não contamos.

-Ainda bem - digo

-Ainda bem ?- pergunta confuso.

-Eu quero contar, fazer uma surpresa, entende ?- digo rindo.

O medico realiza todos os exames, e me explica a causa da dor de cabeça, foi por que bati com ela, e causou um pequeno corte. Nada que deixe uma cicatriz. Afirma também que não quebrei nada, só alguns ferimentos leves.

-Doutor

-Diga

-O senhor ainda não falou nada, de Jack. Que estava comigo no carro.

-Não é bom momento para lhe dar essa noticia

-Por favor, fale o que aconteceu.

-Ele não resistiu aos ferimentos, e morreu na hora.

-Ele .. Ele morreu ?

-Sim- diz o médico com cautela.

Eu o matei, eu sou a culpada por ele ter morrido. Meu Deus como pude fazer isso ?

O medico me deixa sozinha, com os meus pensamentos. Depois de alguns minutos Sett volta para o quarto.

-Meu amor- diz ele antes de me abraçar- achei que ia perder você.

Não aguentei e chorei como não houvesse amanhã.

-Não chora linda, está tudo bem.

-Você sabia ?- eu perguntei

-Sabia de que ?

-Que ele morreu.- pela cara que ficou com certeza sabia- não fala.

Ficamos em um silêncio constrangedor.

-Eu o matei- disse entre soluços.

-Você não o matou

-Eu matei sim, eu que causei o acidente. A culpa é toda minha- digo chorando desesperadamente.

-Não pensa assim amor, a culpa não foi sua.

-FOI MINHA SIM, EU O MATEI. EU QUE FIZ O CARRO BATER E CAPOTAR. COMO A CULPA NÃO É MINHA ?- grito

-Se acalma Amber, isso fara mal, você acabou de acordar.

-Deveria ter sido eu- digo ainda chorando.

-Eu não admito você falando assim !!! E eu como ficaria se você que morresse, já pensou nisso ? E seus amigos ? Amber a culpa não foi sua, isso aconteceu por que procurou.

-A culpa é minha sim-

-Não é não, pare com isso. Você deve se preocupar com seu estado de saúde, melhorar logo e voltar para casa.

-Meu Deus e o seus pais ? - digo chorando desesperadamente- eu sou uma assassina- digo com as mãos no rosto- uma assassina.

-Você não é- diz se desesperando com o meu estado.- por favor se acalme se não terei que ir chamar o médico.

-Mas..-

-Por favor esqueça isso por um tempo. Descanse.

Faço o que me pede, mais não consigo dormir. Passo um bom tempo olhando para o teto, e observo que esta escurecendo.

-Sett ?- o chamo.

-Sim ?

-Fica comigo ?

-Claro- ele se levanta da poltrona e deita ao meu lado no leito do hospital.

-Eu te amo

-Também te amo meu amor- diz acariciando meus cabelos- agora descanse.

E finalmente consigo dormir em seus braços.

Talvez AmanhãHistórias para pegar e não largar. Descubra agora