Chapter Six.

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Alterando o olhar entre a parede e o celular, S/N se questionava se ligava ou não para o doutor Park, já tinha se passado dois dias e ela ainda continuava com aquele martírio. Alina já tinha enchido sua paciência demais falando para que ela fizesse logo.


— Se não ligar eu ligo. — Volta da cozinha com um balde de pipocas.

— Você não vai fazer isso. — Deixa o telefone longe dela por precaução.

— Então eu digo a Charlie e ai será duas que você terá de aguentar comendo seu juízo. — Põe a pipoca na boca.


— Mais tarde, agora ele deve estar de plantão. — Inventa uma desculpa. Estava ganhando tempo para tomar coragem.

Alina a olhou desconfiada, mas resolveu dar um voto de confiança. A mulher estava aqueles dias na casa da amiga, como não tinha trabalho e S/N sozinha cuidando da menina, resolveu dar uma força.


S/N queria muito falar com ele. ChanYeol era um cara doce, a encantou de primeira com seu sorriso largo, mas a insegura a fazia dar com o pé atrás.


— Irei tomar um banho, preciso relaxar. — Diz deixando o balde de pipocas de lado e subindo as escadas. — Tá tudo bem aí?

— Uhum, terminei o desenho do tio Chany. — Charlie já tinha feito um antes, mas não achou caprichado o suficiente para o médico, então como tinha tempo de sobra, refez o desenho por completo.

— Ual, está lindo. — Se aproxima da cama da menina. — Quero um bem bonito para mim também. — Beija a bochecha da filha, fazendo a menina sorrir de felicidade, era bom ser reconhecida pelo seu trabalho.

— Eu só queria entregar para ele. — Pôs um bico triste, e S/N se compadeceu daquilo.

— Tudo bem, falarei com ele.

— Sério? E ele virá aqui?

— Posso tentar. — A menina assente já totalmente feliz. — Irei tomar um banho, tia Lina tá na sala, qualquer coisa é só gritar.

Ela deixa a filha desenhando novamente no quarto e segue para o seu, entrando no banheiro e tomando um banho demorado.

— Deu certo? — Alina pergunta quando chega no quartinho da menina.

— Ela disse que vai falar com ele. — Comenta baixinho, com medo da mãe escutar.

— É isso aí garota, agora sua mãe desencalha. — Fazem um toque com as mãos sorrindo cúmplices. — Irei voltar para a sala, não diga nada a sua mãe.


Charlie confirma e volta a desenhar. A verdade é que, Charlie e Alina tinham se juntado na tarefa de fazer S/N arrumar um namorado, dava para perceber que ela estava interessada no médico, e sem mesmo conhecê-lo, Alina já gostava dele.


ChanYeol fez S/N sorrir como a tempos ela não sorria, somente de falar sobre ele, era suficiente para fazer seus olhos brilharem, então, se tornaria cupido com a ajuda da criança.

Ao por o roupão e sair do banheiro, S/N pega o celular jogado na cama, senta na cama e desbloqueia a tela, o número de ChanYeol já estava salvo em sua agenda, e ela já tinha colocado tantas vezes seu número na discagem que já tinha decorado sem nem perceber. Mas desta vez era por sua filha, e não tinha nada que ela não fizesse por sua pequena.


— Tudo bem, S/N. Vamos lá! — Discou o número e pôs na orelha já começando a chamar.


— S/N? — Pergunta alegre, mesmo já sabendo que era ela. Ele tinha esperado muito aquela ligação, e prometeu a si que se ela não ligasse, ele faria aquilo logo.

Um Namorado Para A MamãeOnde histórias criam vida. Descubra agora