Buckwheat Flowers

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"Baby I just want to be your love,
I will love you even after a year passes."
Be With You, by AKMU


— Wow, eu não sabia que você conseguia ficar ainda mais bonita! — bateu palmas, admirando a namorada.

— Hey, você está sendo muito modesto! — sorriu, segurando a mão do companheiro. — Obrigada, amor.

— Eu que preciso agradecer. Na verdade, belezas como você devem ser apreciadas.

— Você está me deixando mal acostumada, sabe disso, hm? — ergueu uma das sobrancelhas, a voz continha um tom brincalhão.

— Eu? Eu?! — enfatizou. — Isso é calúnia!

— Que seja, Styles. — mostrou a língua. — Vamos para o piquenique!

O sol era quase um mito naquela época do ano, e justamente por isso não pensaram duas vezes em fazer um piquenique naquele fatídico e pacato domingo, onde terminaram de arrumar um salão pouco antes das onze da manhã e logo marcharam para a casa de Harry. Os aventais foram trocados por roupas confortáveis e um chapéu preto bonito que o menino mal lembrava ter.

E ficava tão bonito nela que parecia ter sido feito para seu girassol.

— A Sra. Orsini disse que as chaves estão perto do tapete, não me deixe esquecer. — pediu à namorada enquanto abria o carro e colocava a cesta marrom no porta-malas.

— Perto do tapete, ok! Se eu não esquecer primeiro, te lembro. — abriu a porta, entrando no automóvel logo em seguida.

Com óculos escuros, música alta e uma animação extraordinária por parte da loira, o casal seguiu até a propriedade dos Orsini pelas rodovias vazias, apreciando o clima quente e a companhia um do outro. Com as mãos na janela aberta, os cabelos da garota esvoaçavam enquanto cantava desafinadamente de Led Zeppelin a Mariah Carey, sendo atentamente ouvida pelo namorado que apenas mantinha um sorriso de canto.

Trocando poucas palavras, não demoraram para avistar a simpática fachada da casa, Harry estacionou e logo saltaram para fora, Mary aproveitou para pegar as coisas no porta-malas e o garoto não esquecera do bilhete mental, já que marchou até o tapete verde e puxou as chaves pequenas com chaveiros feitos pelas falecidas crianças.

Abriu o pequeno portão que dava para o campo vasto de flores e checou a namorada, que caminhava em sua direção com um sorriso largo e a cesta marrom em mãos.

Tão brilhante que temia ficar cego.

— Eu levo, amor. — pediu, estendendo o braço.

— Nem pensar, eu tenho certeza de que você vai conseguir bagunçar essa cesta inteira! — impôs a loira, puxando o objeto para mais perto do corpo esguio.

— Oh, fala como se eu não fosse nada cuidadoso. — revirou os olhos.

— Não leve para o pessoal, Styles. Vamos! — estendeu a mão livre. — Temos sol para tomar. — piscou divertida.

E quando os dedos dele tocaram os seus e se entrelaçaram, sentiu tão feliz que poderia cantar. O vestido que ia até os joelhos e num tom claro parecia combinar bem com a ocasião, os pés tocaram a grama com cuidado pelo caminho, cheiro de flores invadia suas narinas e balançava as mãos entrelaçadas de forma engraçada, talvez até infantil em certo ponto.

— Posso te fazer uma pergunta? — Mary virou minimamente para encarar o namorado, que ficava tão bonito usando óculos escuros que poderiam ser considerados um crime.

Sunflower [H.S] [PT/BR]Onde histórias criam vida. Descubra agora