Capítulo 17 - História Doentia (Da Anne)

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Eu me movo para fora da Anne, me sentindo totalmenteincompleto por me afastar dela

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Eu me movo para fora da Anne, me sentindo totalmente
incompleto por me afastar dela.

Mas a puxo para perto de mim e a abraço.

Fico mexendo no seu cabelo e fazendo carinho em seu rosto.

- Por que você foi investigar meu passado?

Ela pergunta do nada. Tinha tanto tempo que ela estava quieta que achei que já estava dormindo.

- Eu queria saber tudo sobre você... E presumo que essa história você não me contaria.

- Não... Eu nunca contei a ninguém...

- Presumo que esse seja o motivo da sua sua força e a sua resistência ao choro.

- Sim... Ele odiava quando eu chorava, acabou se tornando uma tradição chorar quase nunca e quando chorar, nunca o fazer na frente de ninguém.

- Você quer me contar a história você mesma? - Pergunto.

- Você já sabe, porque eu contaria de novo? - Seu tom é acusatório, como se eu tivesse invadido um espaço muito pessoal e delicado.

Dou de ombros.

- Eu li a história geral, não os detalhes... E parece mais certo se você me contar.

- Conto a minha se você contar a sua. - Ela tenta barganhar.

- Ok... - Digo.

- Meu pai deixou a minha mãe quando soube que ela estava grávida de mim... Ele era filho único e estava começando a carteira militar, um filho não estava nos seus planos, ainda mais com uma de suas prostitutas. - Ela faz uma pausa como se considerasse fazer mais algum comentário sobre isso. - Ele deu uma quantia grande de dinheiro pra minha mãe para que ela se mandasse do estado e não procurasse mais ele.

Eu aguardo ela continuar pacientemente. É um tema muito pesado e o pior ela ainda não me contou.

- Minha mãe começou uma nova vida, abriu seu próprio negócio, era uma loja de roupas e estava indo super bem. Nós duas estávamos bem e éramos muito próximas... Até ela conhecer ele... Foi quando tudo virou um inferno....

Sua voz fica mais falha e mais baixa. Eu a aperto mais contra mim para ela se sentir segura. Devo dizer a ela o que eu fiz com esse cara?

Não, ainda não.

Anne continuou a falar.

- Mamãe conheceu Jhonn quando eu tinha 8 anos de idade e eu já sabia que tinha algo errado com ele, com a maneira como ele me olhava... Começou apenas com olhares, mas depois ele veio com carícias que eu achava um abuso. Tentei falar com a mamãe, mas ela estava cega de amor e o maldito era muito manipulador e desgraçado... Quando eu fiz 12 anos ele me... - Ela para como se estivesse sufocando. - Ele me estuprou pela primeira vez. Eu achei que ele iria parar, mas as coisas foram só piorando... Ele parecia cada vez gostar mais daquilo e quando eu fiz 14 anos ele chamou os amigos para me estuprarem junto. Eram 3 mais ele... 4 no total... Fizeram comigo as coisas mais cruéis e devassas que pode imaginar e eu sei que você pode imaginar muitas coisas desse tipo...

Eu a aperto ainda mais e travo meu maxilar tentando conter o ódio. Dessa parte dos amigos eu não sabia... Terei que contratar um detetive particular para descobrir quem são e eu cuidarei deles eu mesmo pessoalmente... E ela vai assistir!

- Eu... Não fui mais a mesma depois daquele dia.... Uma amiga minha descobriu e denunciou eles... Minha mãe não aguentou a notícia e se recusou a acreditar na verdade, me chamando de mentirosa e monstro... Mas após o resultado das evidências e testes... Ela simplesmente não aguentou de culpa e vergonha... Ela acabou infartando. O meu padrasto foi preso e deve continuar preso até hoje... Eu me mudei de estado de novo e recomecei minha vida, fiquei em um abrigo até terminar meus estudos, depois fiz minha faculdade com uma bolsa de estudos que consegui e por fim me tornei o que sou hoje... Mas algo tinha mudado em mim desde aquele dia...

Ela faz uma pausa tão grande que começo a achar que ela dormiu, mas então ela volta a falar.

- As pessoas quando ficam traumatizadas com algo, geralmente criam aversão, tem medo ou evitam o que causou o trauma nelas... Mas eu não! Eu fiquei viciada em sexo... Depois que o monstro do meu padastro foi preso e minha mãe morreu, eu só conseguia me sentir melhor quando transava com alguém... Cheguei a me oferecer para vários homens, trabalhei como garota de programa por muito tempo também... Somente após eu começar a cursar psicologia tive uma melhora... Mas ainda sim, tive sequelas...

- Por exemplo...? - Eu pergunto, mas infelizmente já sei a resposta.

- Eu não estava desesperada pra transar como no começo, não ia atrás de homens... Mas se ele viessem atrás de mim, se alguém me oferecesse sexo, eu simplesmente não conseguiria negar...

- Isso quer dizer que se eu te agarras se no meio da rua e te fodesse lá, sem te conhecer, você iria aceitar e iria gostar? - Pergunto.

- Sim. - Ela responde e parece realmente mal com isso, parecendo envergonhada, ela esconde seu rosto em meu peito. - Sou uma vadia, né? Por isso eu não me acho boa pra você...

- Porra, Anne... Eu sou um Psicopata... Já matei mais gente do que você já transou... Você sabe o que está falando?

- Então somos dois filhos da puta. - Ela ri.

- Não... Não é culpa sua você ser assim...

Ela fica séria e rígida.

- Eu não sei se você está certo... Mas eu realmente nunca entendi porque esse foi o único jeito que me ajudou a me sentir melhor... Um caminho tão sujo e podre...

- Eu sei... Por que você não se achava mais digna de ir pelo caminho bom... Se achava impura e indigna e isso não é verdade.

Ela para pra pensar um segundo.

- Eu nunca senti o que senti hoje quando transamos com ninguém.

Suas palavras aquecem meu coração. Fico feliz de saber que por mais que ela tenha transando pra caralho como uma dela no cio, nenhuma Transa foi como a minha.

- Eu também nunca me senti assim antes...

- Então, vamos fazer muito mais vezes isso? - Ela pergunta claramente travessa.

- Toda vez que você quiser e toda vez que eu quiser... Você quer mais, não quer, Anne?

- Eu quero... Quero mais de você, Edward.

- Vos désirs sont des ordres.

- Espero que isso signifique "vou te foder com mais força ainda" ... - Ela diz.

- Não significa exatamente isso, mas atende ao que você quer...

A beijo com um desejo intenso.

- Anne, eu vou proteger você... Ninguém nunca mais vai te machucar, ninguém nunca mais vai encostar em você além de mim, e isso é uma promessa.

Depois de dizer essas palavras, eu a penetro novamente e começamos um sexo intensamente louco, depois fizemos mais e de novo e novamente... Até ela desmaiar de exaustão de tanto gozar... Mesmo assim eu ainda continuei fodendo ela desacordada, até o dia amanhecer.

Quero que ela acorde tão dolorida que a cada passo que ela der, se lembre que eu estive ali, entre suas pernas... E que serei o único a partir de agora que poderá estar lá.

Amor Doentio Histórias para pegar e não largar. Descubra agora