Oi gente, perdão pela demora, mas é que com esse calor absurdo do RJ, eu ainda conseguiu ter intoxicação alimentar hahaha. Então ficou muito ruim pra mim escrever ou pensar em escrever. Mil desculpas e espero que gostem. Vou me virar em mil pra tentar compensar vocês.
ELISABETH
Eu estava sendo completamente louca.
Sabia disso e sabia que isso tudo podia, e provavelmente ia, explodir na minha cara, mas acordar no dia seguinte com mensagem de bom dia do João Darcy me deu mais borboletas no estômago do qualquer outra coisa.
Por que eu estava assim? Como eu tinha gostado tanto do cara mais diferente de mim mesma? Como tinha começado essa atração insana que me fazia pensar nele, desejar ele e arriscar coisas sérias só pela chance de conhecê-lo?
Desmarcar com o Antônio foi triste, porque eu gostava da presença dele, mas provavelmente não do mesmo jeito que ele gostava da minha, e umas das minhas regras era clara sobre não ter planos B. Não que o João fosse meu plano A, mas era nele que meu coração idiota e mente confusa estavam focados desde que eu resolvi aceitar isso para mim mesma.
Eu estava prestes a responder a mensagem dele quando meu telefone começa a vibrar na minha mão e o nome da minha irmã aparece.
- Como assim você desmarcou com o Antônio? Como assim você não está indisponível? Desde quando você anda indisponível, Srta. Padrões Inalcançáveis? - Foi assim que a minha irmã me saudou.
- Bom dia para você também, Capitu.
- Bom dia uma ova! Quando eu acordei hoje e vi uma mensagem do Toni falando que você o dispensou, eu quase tive uma síncope!
- Síncope é coisa de velho. Fala logo que você quase teve um troço. - Eu comecei a rir enquanto ia até a minha cozinha beber um copo d'água e fazer o café da manhã. Era domingo, meu dia preferido.
- Você anda engraçadinha, não é? Fazendo brincadeiras e falando que está indisponível... - Ela faz uma pausa dramática e eu me preparo. - Quem é? Quem é esse milagre de Deus que conseguiu te deixar indisponível?
Por um minuto eu pensei em contar para ela. Pensei em desabafar e falar que eu estava provavelmente louca e provavelmente gostando do cara mais improvável de todos. Mas era isso que eu queria? Eu queria que minha irmã apontasse direto na minha cara que isso iria dar errado?
Geralmente eu era a razão e ela a emoção, mas como eu estava seguindo a emoção no momento, eu não sabia o que esperar da minha conversa com ela, por isso, eu decidi ficar quieta.
- Eu só achei melhor trabalhar em mim mesma antes de me colocar no mundo. De que adianta eu querer namorar sem saber direito o que eu quero? Sem saber aproveitar o meu tempo?
Ela bufa.
- Você sempre soube como era o seu cara dos sonhos desde os seus sete anos, Elisabeth. Você pode ser s pensadora, e nossa mãe pode ter te dado o nome da mais racional, mas você tem muito de Jane Bennet também. Também é sonhadora e se tem algo que eu sei que você sempre sonhou, era o cara ideal.
Bem, isso era verdade. Era uma droga as vezes como minha irmã me conhecia melhor do que eu mesma.
- Sei que você sabe disso, mas agora eu amadureci minha cabeça para saber que não adianta amar se eu não me amar primeiro, se eu não me conhecer.
E estava claro que eu não me conhecia, porque eu me atrai pelo mais mulherengo dos homens.
- Eu posso ver que você está tentando me enrolar, e eu vou te dar tempo. Eu sei que você se conhece, eu sei que você já se ama, eu sei que você está fugindo do assunto para me despistar, e tudo bem. Eu vou te dar esse tempo para me contar a verdade.
- Não tem o que contar. - Eu minto mais uma vez e mordo uma maçã, pensando em como ela ia me matar quando descobrisse.
- Sei, sei.
Nos despedimos depois disso e eu pude respirar com mais calma.
Mal desliguei com a minha irmã quando outra mensagem do Darcy vibrou no celular.
"O que vamos fazer hoje?"
"Não sei, o que você sugere?"
"A gente podia fazer algo só nós dois hoje. Eu queria te ver."
As borboletas idiotas borbulhavam no meu estômago ao só trocar mensagens com ele. Eu esqueci qualquer pensamento negativo que eu tinha na cabeça e decidi deixar para amanhã a minha parte mais racional e hoje ainda aproveitar a minha vida pessoal.
"Você podia vir aqui para casa. Eu faço um almoço para gente"
"Você me manda o endereço e a hora e eu apareço aí o mais rápido possível."
Sorri e mandei para ele o endereço e pedindo que aparecesse por volta das 14 horas da tarde.
Isso me deu tempo de sobra para arrumar meu apartamento e iniciar os preparativos do meu prato preferido: bife acebolado com purê.
O arroz estava para ser feito, o feijão esquentando e as batatas descascadas fervendo na água quando eu fui tomar um banho rápido, botando uma roupa leve, short e um top de academia e uma blusa caída no ombro.
Eu estava arriscando muito aqui, abrindo meu mundo, me abrindo e deixando uma pessoa do meu profissional ver o meu mundo pessoal. Uma vez que eu estava arriscando a cada passo.
O interfone tocou quando eu estava terminando o purê e prestes a fritar o bife.
Desliguei o botão da frigideira e atendi, liberando a entrada dele no prédio.
Quando a campainha tocou, eu corri para abrir.
- Eu trouxe vinho! - Ele levantou a garrafa no rosto e eu sorri. Abrindo espaço para ele passar.
Ele entra e coloca a garrafa na mesinha de lado onde eu coloco as chaves antes de me puxar para os seus braços. Coloco meus braços em volta dele também e aproximo meu rosto do dele, curtindo a sensação dele ali com o corpo junto ao meu.
- Eu também trouxe outra coisa. - Ele murmurou perto do meu rosto, encarando a minha boca com fome.
- O que? - Eu sussurrei baixinho mesmo já sentindo o que podia ser.
- Isso. - Ele disse antes de colar sua boca na minha e eu provar o gosto de hortelã dele e apreciar o cheiro incrível dele. Ele me encantava do melhor jeito e me fazia rir de um jeito que me deixava doida. Eu não sabia como era possível, e caramba, eu nem quero saber.
_________________________________________________________
VOTEM! COMENTEM!
VOCÊ ESTÁ LENDO
UMA CONSELHEIRA (NADA) AMOROSA
RomanceEla não acredita no amor, mas trabalha com ele. Ele acredita no amor, mas é um mulherengo de marca maior. Elisa não acredita no amor. Ela era sócia com a sua irmã na empresa PARA SEMPRE, uma empresa de relacionamentos que garantia o seu par ideal. ...
