Hermione viu Draco se afastar dela, mas não conseguiu se mover. Sentia como se seus pés fossem feitos de chumbo.
O que eles fizeram?!
Engraçado, ela nunca pensou que queria beijar Draco até fazê-lo. Mas agora teria que enfrentar o gênio arisco dele. Uma voz interior dizia que devia dar espaço a ele, mas a leoa dentro de si queria correr até ele e enfiar um pouco de bom senso em sua cabeça dura.
Hermione escolheu ouvir a leoa.
Finalmente encontrou os próprios pés e correu. Chamou seu nome, e teve certeza que ele a ouviu pela rigidez de suas costas, mas Draco não parou. Ela o chamou de novo.
— Não, Granger! Me deixa – ele respondeu sem se virar para ela.
— Draco, podemos conversar so...
— Não! – ele gritou. Dessa vez ele se virou para ela, e Hermione pode ver a tempestade se formando em seus olhos. – Esquece o que aconteceu – ele falou com calma fingida. – Por favor, Granger. Conversar sobre isso só vai fazer a gente brigar, e eu não quero fazer isso, ok? Só... – seu autocontrole aparente se desfez afinal – Só me deixa em paz, porra!
Draco correu para longe dela mais uma vez e Hermione decidiu não insistir mais essa noite. Mas não iria desistir, sabia que todo o progresso dele iria por água abaixo se Draco não lidasse com o beijo da maneira certa.
Chegando em casa não pensou em fazer muita coisa além de se jogar no sofá. Nem se dera ao trabalho de acender a luz, e ficou apenas deitada no sofá mexendo no celular. Experimentou enviar uma mensagem à Draco, mas ele nem sequer a leu. Sem ser convidado, o beijo invadiu sua mente e Hermione passou os dedos pelos lábios. Quase dava pra sentir o gosto de Malfoy.
Na manhã seguinte acordou com horríveis dores nas costas. Depois de um banho rápido preparou algumas panquecas com calda de chocolate. Ouviu o celular apitar, mas não era uma mensagem de Draco e sim de sua mãe. Hermione lhe contou sobre a noite passada, sem mencionar o beijo ou a tentativa de assalto.
Mais tarde ouviu batidas na porta, e quando se levantou para atender, Hermione imaginou que fosse o Sr. Carter recolhendo o aluguel, mas foi Draco, com olhar frio e calculista que a encarou de volta. Ele entrou sem ser convidado e Hermione teve que sair da frente para evitar que trombassem.
Que comecem os jogos.
— Draco...
— Não – ele a interrompeu, calmo demais. – Quem vai falar sou eu, Granger, então quero que preste muita atenção, ok? Ontem à noite não significou nada. Na-da! A gente fez o que fez porque estava fugindo daqueles caras e só. Você ouviu bem o que eu disse?
— Quem você está querendo convencer com esse discurso? Você ou eu? Se estava fingindo, desempenhou seu papel muito bem – ela desafiou e pode ver a centelha se acendendo dentro dele.
Draco a controlou muito bem e continuou como se não a tivesse ouvido.
— O acordo acabou.
— O quê?
— Já aprendi tudo o que precisava e agradeço sua ajuda – ele falava como se tivesse recitando um discurso que decorara com muito afinco. – E assim que recuperar meu dinheiro, você receberá o que nós combinamos – Hermione não acreditava no que estava estudando. – Aqui está o seu livro.
— Eu não quero o livro, Malfoy, e nem a droga do seu dinheiro – ela gritou para ele, mas ele já caminhava em direção a porta.
Um rápido feitiço de Hermione fez com que a maçaneta desse choque em quem tentasse tocá-la. Draco sacudiu a mão olhando pra ela com raiva.
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Wonderland (Dramione)
FanfictionApós formado, Draco é enviado para Universidade de Oxford, no mundo trouxa, como expiação pelos seus crimes. Lá encontra Hermione Granger cursando Medicina. Poderiam os bruxos aprender a conviver?
