Draco acordou no domingo sentindo uma terrível dor de cabeça. Alcançou a cômoda para pegar a varinha, mas se lembrou que não a tinha mais.
Merda.
Algumas imagens se formavam em sua mente, mas ele não sabia separar o que era sonho do que era realidade. Haviam pedras atiradas e janelas quebradas, um escritório e... Granger. Granger sexy numa fantasia.
Pelo menos isso ele tinha certeza que era realidade porque ele nunca sonharia com Granger, por sua honra como um Malfoy. E claro que a parte sexy podia ser explicada pelo álcool.
Sem nenhuma experiência em lidar com ressaca da maneira trouxa, o sonserino foi pedir auxílio a Hunter, que preparou uma vitamina que Draco podia jurar ter o mesmo gosto de poção Polissuco.
Na segunda-feira uma das secretárias do lugar veio lhe trazer um bilhete com um endereço, e foi só aí que o bruxo entendeu o que realmente aconteceu na noite da festa.
Era por volta das 17h30 quando Draco caminhava em direção ao asilo. A maldita Granger caminhava alguns metros atrás dele. Ou pelo menos foi o que o bruxo presumiu, pois não se atreveu a virar para olhar.
Sua vida ainda parecia surreal, ele queria acreditar que não, ele não estava sem magia, sem seus bens e forçado a cumprir serviço comunitário com Hermione Granger. Por Salazar! A que ponto ele chegou?
Quando alcançou seu destino, Draco suspirou derrotado. A casa era bonita e grande, mas era deprimente. Era bonita de um jeito triste. Triste que alguém fosse abandonado ali, como se não tivesse mais lugar entre os seus. Como se não servisse para mais nada. Draco conseguia se identificar com isso. Talvez ele se encaixasse ali no final das contas.
— Oi – Draco ouviu Hermione dizer timidamente atrás de si.
— Oi – ele respondeu mais rude que o necessário.
A garota se adiantou e apertou a campainha e uma mulher grande por volta de uns cinquenta anos abriu a porta para eles segundos depois.
— Ah, vocês chegaram. São os meninos que Albert enviou, certo? Entrem, entrem – ela já os puxou pra dentro sem esperar uma resposta. – Esse corredor vai dar na sala, do outro lado é a cozinha, e nos fundos ficam os quartos. Nós usamos o andar de cima para gerencia e estoque, já que a maioria deles não se dá com escadas, Deus os abençoe. Mas que cabeça a minha! Nem me apresentei, meu nome é Margareth Benton, mas podem me chamar de Margie. – Draco se perguntava se ela ia parar de falar algum dia. – Hoje nós tivemos um pequeno contratempo, nossa cozinheira ficou doente, vou precisar que façam o jantar. Vocês conseguem, não é mesmo? Podem ir, eu preciso dar alguns remédios agora, mas já vou lá falar com vocês – e virando as costas a mulher desapareceu pelos corredores.
Doida, o bruxo pensou e logo viu que Hermione tivera uma opinião diferente, já ela contraia os lábios como se tentasse segurar um sorriso. Ela abriu a boca para fazer algum comentário, mas pareceu se lembrar que era Draco quem estava ali com ela e desistiu.
— É melhor a gente ir – ela disse depois de uma pausa, e seguiu pelo corredor que Margie indicara.
— Você sabe cozinhar? – Draco perguntou quando estavam lá dentro.
— Um pouco. E você?
— Não sem magia.
Hermione foi abrindo a geladeira e se ambientando com o lugar enquanto o sonserino ficava sentado de braços cruzados, apoiado na mesa.
— A gente pode fazer pão e uma sopa. Será que é bom o suficiente?
Draco deu de ombros e um silencio desconfortável logo se instaurou entre eles, mas não durou muito, com Margie entrando pela porta.
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Wonderland (Dramione)
FanfictionApós formado, Draco é enviado para Universidade de Oxford, no mundo trouxa, como expiação pelos seus crimes. Lá encontra Hermione Granger cursando Medicina. Poderiam os bruxos aprender a conviver?
