Capítulo 15

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Seu plano não foi muito elaborado, Draco apenas dirigiu para a escola depois de tomar a poção Polissuco com o fio de cabelo que pegou do casaco de Erik na noite anterior. O bruxo contava que Erik fosse familiar o suficiente para que a secretária o deixasse entrar sem fazer perguntas. Estava com sorte, ela o cumprimentou como a um conhecido e disse que Kimberley ainda não havia chegado.

Draco fingiu surpresa e pediu pra usar o banheiro enquanto esperava. A secretária não se opôs e ele pediu para que a moça avisasse a Kim que ele a esperaria na sala dos professores. Depois de se engrenhar para dentro da escola e encontrar a sala, esperou que a poção perdesse o efeito. Ele bebera pouco de propósito. Queria conversar com Kim como ele mesmo não como Erik. Cerca de vinte minutos mais tarde Kimberley atravessou o batente da porta.

— Você?! – havia raiva e descrença em sua voz, mas Draco alcançou a varinha de Hermione e lançou um feitiço para que a porta fosse trancada, além de um feitiço silenciador para que não fossem ouvidos.

Ele não fez nenhum esforço para esconder a varinha.

— O que é isso?! – Draco não sabia se ela perguntava especificamente sobre a varinha ou sobre a situação em geral, mas apontou o objeto mágico para uma cadeira e a transfigurou num vaso.

A mulher gritou e foi para o lado oposto da sala, colocando a maior distância que conseguiu entre eles.

— O que você é?

— Sou um bruxo. E não vou lhe fazer mal... - ele assegurou. - mas vamos ficar aqui trancados até você me ouvir.

— Ainda é sobre Oliver? Por que é que não entende? Eu não quero vê-lo, Edward – ela agora soava assustada.

— Meu nome não é Edward. É Draco. Draco Malfoy. E você tem que falar com ele.

— Não, não tenho – ela disse com teimosia.

— Seu pai teve um ataque do coração. Tiveram que fazer uma cirurgia de emergência. E ele não está acordando.

— Eu sei, Erik me disse – Kim teve, pelo menos, a decência de parecer envergonhada.

— Ele não tem muito tempo. Você tem que ir vê-lo!

Que droga, porque ela não entendia?

— Por que se importa tanto?

— Porque ele foi uma das melhores pessoas que eu já conheci! – Draco cuspiu pra ela. – Me ajudou quando eu não lhe dei nenhum motivo pra isso. Eu era até rude com ele – Kimberley soltou uma exclamação de descrença. – Seu pai estava te protegendo. Qual o seu problema? Gostava de apanhar, é isso?

Draco viu um grampeador voar em sua direção. Desviou do objeto sem grande esforço, o que só pareceu enfurece-la ainda mais.

— Você tem filha, não tem? – quando ela não respondeu, Draco lhe apontou a varinha, ameaçador.

— Tenho... – ela disse com relutância.

— E se sua filha se casasse com um cara que bate nela? Você ficaria sentada assistindo? – Kimberly não lhe deu uma resposta. - Seu pai é um bom homem. Acredite, eu sei o que é ter um pai de merda, e o seu está longe de ser um. O seu se meteu em problemas pra te ajudar. O meu me meteu em problemas para ajudar a si próprio. Oliver me mostrou como é ter um pai de verdade, e você não dá a mínima.

Ela ainda se manteve calada, mas Draco pode ver lágrimas escorrendo por seu rosto.

— Oliver te ama e sente sua falta. Ele te escreveu uma carta – Draco tirou o envelope do bolso e o fizera flutuar até as mãos tremulas de Kimberley. – Leia – ele pediu, mas Kim balançou a cabeça negativamente. – Não vou abrir a droga da porta enquanto não ler essa carta.

Wonderland (Dramione)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora