— meu pai...- disse fraco, como um sussurro. Quase não consegui escutar, já que suas palavras haviam saído como um suspiro. - ele...ele voltava bêbado, e eu já estava dormindo, ma-mas um dia, um dia ele foi mexer comigo, quando já estava dormindo e...e... - não deixei-a terminar, sentei me ao seu lado, puxando-a para perto de mim, contra meu peito. Sua cabeça deitado e eu acariciava seus cabelos.
— você não precisa falar mais...- falo enquanto acariciava seus cabelos lentamente, na intenção de lhe acalmar, já que lágrimas haviam começado a escorrer ao longo de que suas palavras iam saindo. - quem sabe disso? alguém sabe disso? ninguém fez nada?
— ninguém sabe. - diz em um sussurro, que quase não consegui escutar.
— como assim ninguém sabe?
— e-eu não tive coragem de contar...eu-eu fiquei com vergonha. com tanta vergonha que...que não tive coragem de contar para minha mãe...nem mesmo pra Vani ou Ness, e muito menos para o meu irmão ou Josh...eu...eu fiquei com vergonha e não... não queria que se preocupassem ou sei lá. - eu diria para ela que ela deveria ter contado para alguém, pq pessoas que fazem isso, não merecem viver, mas isso deve ser difícil para ela, falar desse assunto ainda deve ser difícil então não quis força-la e nem fazer mais perguntas, não queria deixar Sab mais mal do que estava.
— tudo bem...- digo enquanto fazia carinho em seus cabelos, enquanto a mesma estava deitado no meu peito ainda.
- se levanta em um pulo do meu peito, começa a limpar sua lágrimas - é...eu tô bem, tô bem, ahn...agora não vai mais precisar da minha ajuda em matemática - força um sorriso - você foi mais que bem.
— você não precisa fingir que tá bem, não precisa estar bem toda hora. - digo vendo a morena se levantar, ficando de pé na minha frente, com um sorriso forçado no rosto. Ela tentava mostrar que não estava machucada ou traumatizada. Sabrina não gosta de mostrar sua tristeza, quer sempre se mostrar forte e ajudar ou outros, mas não consegue se ajudar...não quer se ajudar...
— eu não to fingindo, eu tô bem, sério. - ainda insiste nessa ideia, mas seu sorriso forçado era evidente.
— sabrina... - a aviso.
— eu to legal, Hossler, sério. Tô bem, mesmo. eu...eu vou tomar um banho, tá? então...é. - fala indo para o banheiro, e se tranca ali mesmo. Quando o escuto o chuveiro aberto, isso me dá uma tranquilizada, e sabia que a garota gostaria ficar sozinha, além do mais, havia ficado em sua ferida essa tarde, então deixei-a sozinha e sai do quarto. No caminho para o dormitório, mandei mensagem para sua melhor amiga.
mensagem:
o mala
sabrina precisa de você...precisa de vocês na real, você, nessa...e enfim
vai logo pro quarto porr
no meio do caminho, o meu celular vibra, quando vejo é a resposta de Avani.
mala da avani:
vocês tão juntos? o que aconteceu com ela? o que você fez?
eu: não fiz nada porra
vai logo pra lá caralho
e não estamos juntos, agora da pra ir pra lá logo porra
guardei o celular e fui pro meu quarto, nem queria mais saber da resposta de Avani, essa garota me enche a paciência.
AVANI GREGG
avani: merda ela não tá aqui. - digo assim que entro em nosso dormitório, vendo-o vazio.
nessa: que bosta que aconteceu? onde ela tá?
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saved from my confusion
FanfictionProblemas, festas, traumas, bebisas, felicidade e anestesiação da dor, são palavras que descrevem a longa vida de Sabrina Hall. Ela é o tipo de garota com uma energia lá em cima, mas que já passou pelo inferno, e faz de tudo para sempre colocar um s...
