𝗙𝗔𝗞𝗘

323 21 6
                                    

[ Roseanne narrando ]
[ Sexta-feira, Abril de 2020 ]

A vida é algo que deve se aproveitar, então, por que não fingir ser alguém que não é por uma noite? 
Eu e minha irmã, Lisa, tivemos essa ideia semana passada. Hoje é o nosso primeiro dia em uma cidade nova, então decidimos isso, ir em uma festa e fingir uma personalidade, identidades e depois apenas esquecer. 

Durante toda minha vida eu fui alguém que era pisada, deixava as pessoas serem maiores que eu, e era uma merda! Por isso que agora eu quero que tudo seja diferente, quero que seja inesquecível. 

- Precisamos buscar as identidades. - Lisa fala, levantando de seu lugar e vindo até mim, estamos na escola nova. 

- Mamãe quer a gente em casa para o almoço, Lalis. - Digo me levantando, junto com minha mochila nas costas. 

- A gente avisa que vai comer no restaurante perto da escola. - Começa a andar até a saída. 

- Tudo bem, mas você que liga! - Corro para fora da escola. 

Andamos juntas até o restaurante da esquina e entramos, nos sentamos em uma mesa do fundo e pedimos. Lisa manda uma mensagem para a mamãe e logo larga o celular. 

- O refresco daqui é o melhor! - Dá um gole no refresco de morango. 

- É mesmo, só que falta uma coisa. - Falo, sorrindo travessa. Tiro uma garrafa de vodka da bolsa e coloco um pouco no copo, misturando. 

- Roseanne! - Lisa exclamou e eu ri, logo guardando a garrafa. 

- Não se preocupe, é a primeira dose de hoje. - Sorrio e tomo o refresco. 

- Precisa parar com esse vício na bebida, apenas festas, se lembra? - Pergunta meio triste. 

- Tá tudo tranquilo, esse aqui não tem muito teor alcóolico. - Falo parando de sorrir e continuo bebendo.

A comida chega e nós comemos, esses restaurantes baratos são sempre uma boa opção, eles não checam a identidade ou idade! 

Tiro proveito disso desde que tinha quinze anos, foi quando meu vício pela bebida começou. Eu tinha brigado com meu primeiro namorado, Chanyeol, e para superá-lo me afoguei na bebida. 
E desde então passou a ser um vício, hoje, com dezoito, me arrependo amargamente de ter começado a beber. 

A partir da hora que a bebida não te deixa bêbado tão rápido, pois seu corpo já se acostumou. Você vai atrás de algo mais forte, e aí começa o vício pela droga, depois quando a droga não faz mais efeito você vai atrás de algo injetável. 
E depois, começa a morrer lentamente, até ter uma overdose e bater as botas.

Eu sei muito bem disso, porque a bebida não funciona tão bem assim agora. Meu organismo sente falta de algo forte, que me faça ficar nas nuvens e dormir por umas quinze horas seguidas. 
É, eu extrapolei. Lisa está certa, eu vou morrer antes dos trinta, antes de começar uma vida e ter filhos. 

Termino de comer e encaro a garota em minha frente, terminando a comida dela. Eu e Lisa somos gêmeas, mas ela nasceu dois minutos depois, por isso sou a mais velha.
E por isso eu devia ser um exemplo para ela, mas não sou, muito pelo contrário, sou o próprio mal exemplo. 

- Acabei, vamos! - Sorri e se levanta, indo até o caixa. 

- Eu pago. - Falo e tiro o dinheiro da minha carteira. - Aqui. - Entrego para a senhora do caixa, que sorri e me devolve o troco. - Obrigada. - Sorrio. 

- Voltem sempre! - A senhora sorri simpática.

Começamos a caminhar em direção a um lugar muito específico e não recomendado para menores de idade. 
Bato na porta de metal e logo o rapaz surge, ele sempre usa essa camisa roxa, parece que não lava. 

- Viemos buscar! - Sorri fofa. 

- Entrem, mas rápido! - Abre a porta de metal e nos empurra para dentro.

- Quer que eu me ferre no chão, Zico? - Pergunto dando um tapa no braço do mesmo. 

- Ai, não bate. - Reclama e se dirige até uma gaveta, pegando as duas identidades falsas. 

- E os nomes? - Pergunto observando minha foto, e Lisa a dela.

- Lalisa Manoban e Park Rosé! - Diz e eu a olho confusa. 

- Manobal? - Lisa pergunta confusa. 

- Manoban, é Tailandês então é difícil pronunciar. - Sorri nervoso. 

- Eu tenho vinte e você? - Lisa questiona olhando minha identidade.

- Vinte e dois, três anos mais velha. - Suspiro e enfio a identidade na bolsa. - Valeu, semana que vem venho te pagar! - Dou um leve abraço no mesmo. 

- Qualquer coisa, sabe onde ir. - Sorri fraco. 

Seguro o braço de Lisa e saímos daquela espécie de casa, essa noite vai ser a melhor das nossas vidas! Porque vai ser falsa, e a falsidade é felicidade! 

〰〰〰

Oiii, como vocês estão? Voltei com mais uma fic de Jirosé!

Faz um tempinho que eu escrevi ela e tinha MUITOS erros, mas eu concertei e ajeitei algumas coisas que estavam confusas e tá top.

Não esqueçam de votar e comentar, isso me anima muito e me faz querer continuar a escrever e postar.

Espero que gostem e eu volto amanhã, talvez? Enfim, um beijo enorme e se cuidem, amo vcs💖💖

𝐈𝐃𝐄𝐍𝐓𝐈𝐓𝐘 // 𝐏𝐉𝐌+𝐏𝐂𝐇Onde histórias criam vida. Descubra agora