Acordo, Promessa e Esperança

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Notas do Autor


Hello, meus doces! Como vocês estão?

Primeiramente, desculpe a demora para atualizar a fic. Aconteceu bastante coisa em janeiro e fevereiro, como coisas para resolver da faculdade, acidente, hospital e ai juntou com minha falta de vontade de escrever. O drama dessa fanfic também exige bem mais de mim do que se fosse um fluffy ou uma comédia. Mas, aos poucos, fui escrevendo esse capitulo até ele ficar prontinho para vocês.

E segundamente: O projeto ANIVERSE vai voltar em breve, olha que noticia maravilhosa! eeeeeeeeehhhhh :33

Boa leitura! 


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Após o choque inicial junto a uma explosão de sentimentos confusos que percorreram seu corpo, Obanai foi de surpresa, incredulidade e negação, para uma raiva, desorientação, aumento de temperatura e, consequentemente, do seu cheiro alfa. Obanai cerrou os punhos e conteve sua vontade de destruir todo aquele quarto.

— Esse filho não pode ser meu! — Bradou ele, furioso e com repulsa. O julgamento continuou: — Você me traiu.

O alfa veio de encontro com Giyuu, que ainda permanecia deitado na cama. Por um minuto ele temeu que Obanai fosse agredi-lo, porém o príncipe apenas deu um soco muito forte na parede, fazendo-a estremecer um pouco. Obanai não sentiu no momento, mas sua mão ficou com pequenas feridas e uma pequena quantidade de sangue escorreu entre os dedos.

Giyuu olhou assustado para o esposo que estava furioso, e seu cheiro forte de alfa deixava o ômega tonto. Ele estava a poucos centímetros de si, e continuava socando a parede com força excessiva. A verdade era que Tomioka sentiu seu corpo tremer, mas ele tentou não demonstrar, mesmo que ali fosse um alfa em fúria ao ponto de se descontrolar, já que ele não teria condições de se defender caso o outro partisse para cima.

— Não tem como ele ser meu — repetiu após, aparentemente, cansar de desferir socos. Obanai deixou sua cabeça tombar para frente e encontrar a superfície da parede com a testa.

— Sim, esse filho não é seu — Giyuu, após segundos de silêncio e umedecer os lábios, tomou coragem para confirmar. Obanai o encarou com olhos flamejantes de raiva. — E você me trai também, então não deveria esperar minha fidelidade.

— Mas eu sou um alfa, é instintivo para nós — Rosnou com escárnio.

Giyuu conteve a vontade de revirar os olhos, pois sabia que iria complicar mais a situação.

— Creio que não, dada a situação. Você gosta da sua guarda pessoal, na verdade, diria até que a ama. — Tomioka disse mantendo a serenidade em sua face, mesmo que aqueles olhos heterocromáticos o fitando fossem tão desconfortáveis. — Vamos aos fatos: esse não é um casamento comum, é apenas um acordo de negócios.

Obanai levou suas mãos à cabeça e pressionou as têmporas, como se estivesse sentindo dor. O desespero começou a tomar conta de si. Como que diria a todos que o filho que seu esposo carregava não era seu? Isso seria uma vergonha! Não apenas isso, descobririam que não havia consumado o ato, mas em contrapartida, não podia permitir que um filho que não tinha sua linhagem fosse o herdeiro do seu trono.

Desnorteado e cambaleando, Obanai, finalmente, sentindo uma dor aguda em sua mão machucada, se jogou em uma poltrona ao lado da cama. Sua mão pouco importava naquele momento, pois ele só conseguia pensar no enorme problema que estava envolvido.

— Como? Quem? Quando? — Giyuu soltou um suspiro pesado ao ouvir essas perguntas.

— Um plebeu do meu reino — respondeu sem rodeios. Ele viu Obanai arquear suas sobrancelhas em surpresa. — Não me pergunte sua identidade, pois não irei lhe falar.

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