Secret Lovers cap5 *26* (Palavras não ditas)

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Entramos no elevador e subimos até o andar em que ficava meu apartamento.

Assim que chego perto da porta do meu apartamento uma sombre surge, era ele.

- Taichi? É você? - Bem-vestido usando um sobretudo branco e botas de invernos se aproximou de mim.

- O que? O que você esta fazendo aqui? - Me alterei ao vê-lo.

- Nossa, você não perde tempo mesmo.- ele olhou o Arthur de cima a baixo com olhar de surpresa.- Você nem se quer terminou com o meu irmão formalmente.-

- Vá embora Ji-hoon! Eu não lhe devo satisfação alguma! -

- Eu sei, só vim aqui para conversar com você um pouco e te dizer que meu irmão está melhor. -

- Ele... está ?- Eu ainda tinha interesse em saber como ele estava mesmo depois disso tudo.

- Sim, ele já voltou a falar, mesmo depois do que você fez a ele, ele contínua mal mentalmente. - Ji-hoon saiu de vagar pelo canto do corredor enquanto falava.- Ah, e eu só vim te dizer isso porque ele mesmo queria vir aqui falar para você mas eu o impedi e disse que eu mesmo viria, e pelo que parece você nem mesmo conseguiu se desfazer das coisas, ainda mora no mesmo lugar. -

- Ji-hoon, aonde eu moro ou deixo de morar não é da sua conta nem da conta da sua família, eu odeio vocês pelo que fizeram, odeio a sua mãe pelo que ela me fez, odeio você por não fazer nada quando o seu irmão mais precisou.- O meu sangue começou a ferver de raiva - Eu ainda amo ele, mas isso não significa que eu deva amar a sua maldita "família" desgraçada, eu quero que você suma da minha vida e se isso significa não ter mais notícias dele então isso é melhor para mim e para ele, VAI EMBORA DA MINHA MALDITA CASA SEU MALDITO IDIOTA DESGRAÇADO.-

- Calma Taichi. - Arthur me segurou por trás para que eu não fosse para cima do Ji-hoon.

- Hum, eu não espero menos de você vindo aqui, até nunca mais, e pode esquecer do meu irmão porque eu vou garantir que você não o veja nunca mais.- Ele entrou no elevador e foi embora.

Com minhas mãos na cabeça eu me abaixei no tapete da entrada e comecei a chorar, eu não entendo como minha vida pode ter virado um inferno por amar alguém.
- Taichi, você precisa de um copo de água, dê me a chave que eu te levo para dentro, para que você possa descansar um pouco.- Arthur pegou a chave da minha mão.
Ele abriu a porta e me ajudou a levantar, tirou os meus sapatos depois os sapatos dele, tirou minha mochila e colocou na poltrona ao lado do sofá, depois me sentou no mesmo.
Arthur se colocou de joelho na minha frente e colocou a sua mão por cima da minha.
- Fique aqui e tente se acalmar, vou até a cozinha pegar um copo de água para você.- Ele se levantou mas quando foi dar um passo algo impediu. -O que? - Ele olhou para trás e viu que eu estava segurando a manga da camisa dele com força.
Eu não sei o que meu deu, mas eu não queria ficar mais sozinho.
Arthur colocou sua outra mão em meu queixo, levantou minha cabeça e olhou meu rosto cheio de lágrimas.
- Está tudo bem, eu vou ficar aqui contigo, só vou buscar um copo de água para você tudo bem?- - Eu realmente não sei o que me deu.-
- Ah, me desculpe Arthur... e- eu realmente não sei o que deu em mim agora. - Soltei a manga dele e enxuguei minhas lágrimas.-
- Está tudo bem, fique aqui e respire fundo, já já eu volto. - Ele tirou a mão do meu rosto e foi em direção a cozinha.
Na estante da sala haviam fotos minhas com o irmão do Ji-hoon, me levantei e andei em direção a aquelas fotos, peguei uma, era a que eu mais gostava, nela estavam eu, meu pai, minha mãe, minha irmã mais nova e ele... Era muito doloroso pensar neles.
- Aqui, tome um pouco de água. - Arthur veio por trás de mim e me entregou o copo

- Obrigado. - Coloquei a foto no lugar e me sentei de volta no sofá.

Um silêncio enorme tomou conta do apartamento, tudo que se podia ouvir era o ronronar no Dagui que dormia na caminha dele.
- Arthur... eu quero te pedir desculpas pelo que você viu lá fora, foi uma cena muito vergonhosa para mim. -
- Taichi, eu realmente não sei o que aconteceu entre você antes deu te conhecer mas quero que saiba que não me importa como você haja, ou o que você grite ou fale, pode contar comigo e com a Rene para tudo que precisar. - Arthur era um homem admirável, eu tinha sorte de tê-lo ao meu lado nesse momento.
- Muito obrigado pelo seu apoio, eu queria poder contar tudo mas eu não me sinto bem em falar disso ainda. - Eu me sentia mal por não poder contar nada ao Arthur porque ele estava me ajudando, contar a ele era o mínimo que eu poderia fazer.
- Não precisa falar disso se você não estiver preparado, além do que, você me conheceu a pouco tempo. - Arthur sorria para mim a todo o momento, acho que ele tentava tirar o clima pesado.
- Bom, mas me conte mais sobre você e o Rene, eu quero ouvir a história de vocês.-
- Tem certeza, pode somente ficar aqui até você cair no sono, você passou por muita coisa. - Disse Arthur.
- Não, não, está tudo bem, isso vai me ajudar a não pensar muito nas coisas. -
- Tudo bem, depois que meu pai me levou embora para a França, eu fiquei bêbado e conheci uma garota, eu e ela ficamos bêbados, eu tinha bebido porque estava frustrado por deixar o Rene, então eu e essa garota acabamos dormindo juntos e alguns meses depois descobri que ela estava grávida, o pai dela não gostou da notícia então quando eu e ela completamos 18 anos nos casamos, mas nós não nos amávamos apenas fizemos a vontade de nossos pais, então eu decidi vir para Seul para uma viagem de negociosa, e acabei abrindo meu próprio negócio aqui, a Gabriela e a Rene haviam ficado na França, 2 anos depois eu estava numa festa para a inauguração do meu primeiro restaurante em Seul, e foi ai que um cara atravessou a rua no meio da chuva e eu quase o atropelei, quando eu desci do carro descobri que era o Rene, ele passou mal e acabou no hospital, mas logo ficou bem, ele me reconheceu e ficou meio tímido no começo, eu não acreditei na sorte que eu tinha tido de ter reencontrado ele, enfim, eu e ele fomos nos vendo quase todo o dia, algum tempo depois eu o pedi em namoro e ele aceitou, mas algumas semanas depois disso ele descobriu que eu tinha uma filha e uma esposa, ele ficou muito bravo comigo por isso. - Arthur se lembrava disso com muito carinho e tristeza.

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