SECRET LOVERS cap4

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Depois do banho eu e o Arthur fomos para o meu quarto para eu vestir uma roupa e ele para não ficar sem fazer nada foi arrumar meu quarto que eu confesso estava uma zona.

- Arthur vamos, você e os meninos têm que acordar cedo amanhã. - Falou a senhora Satoshy parada na frente da porta do meu quarto que estava aberta, eu já tinha vestido uma roupa.

- Sim mãe. - Arthur olhou para mim com um olhar de tristeza. Então eu criei coragem e falei:

- Senhora Satoshy, será que o Arthur poderia dormir aqui comigo hoje? E que eu nunca dormi na casa sem meus pais. - Parte daquilo que eu falei era verdade, eu nunca tinha dormido sem meus pais na casa.

- Hum, bom, acho que sim, mas só se vocês prometerem que vão estar acordados e prontos pra ir para a escola ate as 6:30 (seis e meia).

- Sim eu e o Arthur prometemos. Então a senhora Satoshy desceu as escadas e foi embora e eu andei até o quarto da Rafa para pegar um colchão para o Arthur dormir.

- Rafa, preciso de um colchão para o Arthur. - Eu vi a porta abrir mas antes que eu pudesse entrar o colchão veio em cima de mim e a porta se fechou. Acho que ela ainda tava zangada. Eu levei o colchão para o meu quarto e o Arthur o colocou do lado direito da minha cama, eu me deitei para dormir imediatamente, estava morto de preguiça.

- Rene, eu posso dormir ai com você? - Perguntou Arthur.

-- Claro, vem aqui, mas só se voc...- Antes deu terminar de falar eu me virei e o Arthur já estava lá do meu lado e me beijou, Nos continuamos nos beijando feito dois malucos, ele continuava a me beijar, nós tínhamos ganhado o coração um do outro naquele momento que eu queria que durasse para sempre, um laço, um segredo um amor secreto foi criado naquela noite que eu nunca vou me esquecer, além de ficar ao meu lado quando meus pais tinham viajado, ele me mostrou que o mundo pode deixar de ser tão pessimista e cruel desde que eu tenha ele e ele me tenha.


No dia seguinte a Senhora Satoshy entrou no quarto e eu estava deitado sobre o peito

- Senhora Satoshy, esta tudo bem? - Perguntei preocupado

- S-sim, esta sim... - Respondeu ela mostrando um sorriso forçado mas dava para ver as lágrimas saindo dos olhos dela. - Tem certeza? - Perguntei novamente.

- Simulem está eu só levei um susto com um rato que eu vi passar por aqui, foi só isso. - Está bem então...a senhora quer que eu ajude a limpar esse vidro? - Perguntei já me abaixando para pegar os pedaços do copo.

- Não, não precisa, obrigada, agora você tem que ir o ônibus da escola já esta passando. Eu corri para fora para pegar o ônibus mas eu realmente fiquei preocupado com a senhora Satoshy, ela ficou triste e a senhora Satoshy nunca ficava triste. Quando eu cheguei na escola tive um pressentimento ruim e uma amiga me perguntou:

- Rene, você está bem?, você tem estado pensativo a manhã toda. - Eu estou bem, só estou preocupado com alguma coisa mais eu não tenho certeza do que seja. Quando as aulas acabaram eu voltei para casa de ônibus mas para meu azar o ônibus quebrou mas eu já estava perto da minha casa então decidi ir de pé para casa, quando eu virei a esquina vi um carro na frente da casa da senhora Satoshy e tinha um homem todo de preto que entrou dentro do carro, a senhora Satoshy estava chorando muito, eu me aproximei do carro e vi que tinha alguém no banco de trás, era Arthur. O carro começou a andar, eu larguei minha pasta no chão no meio da rua e comecei a correr atrás do carro, Arthur olhava para mim com um olhar triste e ele estava chorando também, eu não sei o que me deu mas eu senti uma vontade tão grande de correr mais rápido ainda atrás do carro, a senhora Satoshy corria atrás de mim chorando na tentativa deu parar de correr. Arthur dizia alguma coisa dentro do carro mas eu não consegui ouvir por conta que os vidros do carro estavam fechados ele abriu um dos vidros e disse: - Eu te amo! E nada vai mudar isso nunca! Quando o carro virou a esquina eu o perdi de vista mas continuei correndo, eu tropecei e cai a senhora Satoshy me abraçou por trás enquanto eu gritava: - Arthur! Volta! Não! A senhora satoshy me levantou e me abraçou enquanto nos dois andávamos a caminho de casa ambos chorando muito.


Eu a todo momento olhava para trás na esperança de ver Arthur virar aquela esquina para me encontrar...

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