Secret Lovers Cap9 ( O que sou é aonde estou, e aonde estou é onde caio )

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As vezes as únicas escolhas que nós temos são ruins, mas ainda assim temos que escolher.

"Felizes para sempre não quer dizer eternamente, significa apenas tempo".

Assim que a ambulância chegou eu fui colocado dentro dela já desacordado, enquanto o sangue escorria na rua mais meu corpo esfriava e quando ao ponto dos meus nervos ficarem gelados e minha pele acabou perdendo a sensibilidade, eu não senti quando me colocaram na ambulância, tudo o que eu via era escuridão, mas não era uma escuridão cor preta era eigengrau, me senti perdido na escuridão dos meus próprios olhos, eu ouvia um barulho agudo incessante dentro da minha cabeça, chegando no hospital eles rapidamente me levaram para a sala de cirurgia, quanto mais tempo se passava mais o barulho na minha cabeça parecia normal percebi que a escuridão dos meus olhos sempre esteve ali, desde de o dia em que nasci.

Me deram anestesia geral, em poucos minutos eu não sentia mais meu ossos, era como se o meu "Eu" interior estivesse dentro de uma casca de ovo oca cheia de vento, faltava muito pouco para minha alma escapar do meu corpo, o tempo não passava dentro de mim.

- Meu Deus, por que logo com o Rene ? - Rafaela estava desesperada na sala de espera, com seu vestido florido rosa com estampa preta repleto de sangue.

- Nada vai acontecer com ele, não se preocupe, ele vai ficar bem ele tem que ficar bem. - O Arthur estava tão preocupado comigo que nem se deu conta que o braço dele também estava ferido.

- Senhor, seu braço esta com um ferimento também, por favor, me acompanhe. - Uma enfermeira percebeu o ferimento do Arthur e o levou.

- Não vou deixar ela sozinha. - Arthur se deu conta do seu ferimento mas não queria deixar a Rafaela sozinha.

- Tudo bem Arthur, você pode ir, eu vou ficar esperando noticias do Rene. - A Rafa estava com seu nariz vermelho e seus olhos inchados de chorar.

- Tudo bem, se tiver qualquer noticia por favor... - Arthur tinha seu terno todo ensanguentado, tanto em cima quanto em baixo porque ele estava de joelhos ao meu lado quando eu fui baleado.

- Tudo bem eu te falo se tiver noticias. - Disse a Rafa olhando para o Arthur enquanto ele colocava a mão direita sobre o ferimento no antebraço esquerdo.

A Rafa se sentou numa cadeira e uma enfermeira trouxe um copo de água para ela beber, já o Arthur foi levado para a sala de curativos, a enfermeira percebeu que foi um tiro de raspão e fez a devida limpeza e colocou um curativo, no processo ela teve que cortar a manda da blusa dele para não apertar o curativo contra a ferida.

Passaram-se 5 horas desde que eu dei entrada no hospital.

- Eu vou matar aquele desgraçado que fez isso com ele. - Quanto mais tempo passava uma mistura de preocupação e raiva cresciam dentro do Arthur que se sentou ao lado esquerdo da Rafa, ambos esperavam no corredor em que dava até a sala aonde eu estava.

- Não é nisso que temos que pensar agora, tudo o que nós temos que fazer é esperar boas noticias e depois deixamos que a lei cuide disso. - A Rafa já estava mais calma, ela abaixou a cabeça, tirou o óculos e colocou os dedos polegar e indicador da mão esquerda nos cantos dos olhos mais próximos ao nariz.

- Vocês são os responsáveis pelo paciente Rene Campbell ? - A médica veio andando do fim do corredor até o assento aonde estavam Arthur e a Rafa, ela estava usando uma mascara e toca.

- Sim, somos nós. - Arthur se levantou rapidamente da cadeira e foi para perto da doutora junto com a Rafa.

- Pode falar doutora. - A Rafa estava tão ansiosa que nem percebeu que o óculos dela havia caído no chão.

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