- Você não sabe o quanto eu senti falta do seu abraço.
- Disse Arthur.
- Eu sei sim, porque eu senti o triplo. - Eu disse.
Depois do abraço eu voltei para meu lugar.
- Aqui estão seus pedidos. - Disse Gylherme que colocou o meu bolo na mesa.
- Obrigado. - Disse Athur a Gylherme.
- Bom apetite. - Disse Gylherme com um sorriso no rosto.
Enquanto eu comia meu bolo, percebi que Arthur não parava de olhar para mim, eu parei de comer e olhei bem para ele e percebi que ele não tinha tocado no bolo dele.
- Não vai comer Arthur? - Perguntei.
- Não...ainda não. - Disse Arthur olhando para mim com um sorriso no canto da boca.
Eu continuei a comer e pensando no por que o Arthur não queria comer já que ele gosta desse bolo tanto quanto eu. Foi quando entendi.- Você por acaso esta me esperando? - Perguntei para Arthur.
- Finalmente você percebeu. - Disse Arthur.
Eu então peguei uma colherada do meu bolo e coloquei na boca dele.
- Hum... Esse bolo fica muito melhor com você me servindo. - Disse Arthur.
- Hahaha! a gente percebe... - Respondi.
- Acho melhor você se sentar do meu lado para ficar mais fácil. - Disse Arthur.
- Abusadinho você viu. - Falei com ironia pois estava adorando aquilo.
- Agora e minha vez de te servir, abre a boca. - Disse Arthur que pegou o pedaço de bolo que estava do outro lado da mesa.
Arthur pegou uma colher bem cheia e colocou na minha boca, acabou me sujando um pouco ao redor da boca.
- Desculpa, sujou um pouco deixa que eu limpo. - Disse Arthur.
Ele pegou um guardanapo da mesa e passou no meu rosto.
- Eu estou me sentindo na época em que a gente era mais novo e você sempre cuidava de mim. - Eu disse olhando para Arthur.
- Alias, o que você fez da vida durante esses últimos... 8 (oito) anos? - Perguntou Arthur.
- Bom eu terminei os estudos, fiz alguns cursos senti muito a sua falta, tipo eu entrei em um modo de piloto automático, e como se não tivesse acontecido muita coisa. - Disse eu olhando para o chão.
- Entendi... Se eu soubesse que meu pai iria me levar para longe eu teria fugido antes para ficar com você. - Disse Arthur.
- Eu nunca pediria para você fazer uma coisa dessas por mim. - Falei eu com a mão sobre a dele.
Arthur olhou para nossas más e deu um sorriso.
- Você disse que e novo aqui. então... Já conhece a cidade? - Perguntou Arthur.
- Bom... Não toda. só aqui na região mesmo. - Respondi.
- Quer sair comigo mais tarde? Digo para conhecer a cidade? - Perguntou Arthur com olhar de ansioso.
- Claro que sim. - Respondi. Aquilo era tudo o que eu queria.
- Me passa seu número para eu te ligar. - Disse Arthur.
Eu peguei um guardanapo e uma caneta que estava na mesa e escrevi e meu número.
- Eu tenho uma reunião agora com uma nova sócia. Então eu te vejo mais tarde? - Disse Arthur se levantando da mesa.
- Sim claro mas que horas? - Perguntei.
- As 6(seis) na frente do prédio onde fica seu apartamento. Pode ser? - Disse Arthur.
- Claro sim. - Respondi.
Arthur saiu pela porta da cafeteria quase correndo, mas de repente ele voltou.
- Esqueci de uma coisa. - Disse ele.
- O que? - Perguntei já que ele tinha deixado o dinheiro do bolo dele e do meu na mesa.
Ele me abraçou e me deu um beijo na bochecha.
- Foi só isso. Ate mais Rene. - Disse Arthur que saiu pela porta e entrou no carro.
Logo em seguida em sai também e fui para fora da cafeteria eu ia para o apartamento da Rafa, já que eu estava sem o que fazer peguei uma vassoura e um pano e fui limpar o apartamento pois a Rafa não passava muito tempo nele porque não tinha tempo, então decidi limpar eu mesmo, por cima da geladeira e dos lugares mais altos tinha muita poeira, atrás do sofá tinha teia de aranha e por baixo eu achei quase 5mil won( won, moeda oficial da coreia).
Algumas horas se passaram e já eram 5 da tarde, quando meu telefone toca, Arthur me mandou uma mensagem. " Oi Rene! Sou eu o Arthur, salva meu contato." Claramente eu salvei o número do Arthur e logo depois fui para o banheiro para tomar um banho, depois do banho fui para o meu quarto aonde eu fui vestir uma roupa, vesti uma blusa branca com uma calça que parece ser social com um sinto e coloquei uma blusa por cima da branca e dobrei as mangas.
Alguns minutos depois já era hora de ir ao encontro de Arthur.
Quando cheguei lá ele já estava me esperando no carro na frente do prédio.
- Rene?, oi quase não te reconheci, se arrumou todo só para mim? - Disse Arthur que abriu a porta do carro para mim.
- Deixa de ser bobo... Mas sim foi só para você. - Respondi.
Depois de entrar no carro Arthur começou a dirigir.
- Aonde você vai me levar primeiro? - Perguntei enquanto ele dirigia.
- Vou te levar num prédio que fica na parte mais alta da cidade para você poder ver tudo de cima. - Disse Arthur.
Quando nos chegamos nesse lugar o sol já estava se pondo sobre a cidade e eu pude ver a luz do sol sumir dando lugar a luz dos prédios que iluminavam ate os locais mais escuros, era como se a cidade tivesse vida a noite.
- Arthur...isso e muito lindo. - Disse eu que segurei a mão dele enquanto admirava a beleza da noite na Coreia do Sul.
- Que bom que você gostou, isso realmente e maravilhoso, parece que a cidade nunca dorme. - Disse Arthur que fechou a mão dele na minha.
Alguns minutos depois o sol já havia se posto.
- Bom vamos? - Disse Arthur.
- O que para para onde? - Perguntei sem entender.
- Isso foi só para começar a noite, vou te levar num lugar ainda mais encantador. - Disse Arthur.
Alguns minutos depois rodando nas ruas...
- Chegamos. - Disse Arthur.
- Arthur isso e... Isso e... e lindo. - Falei isso admirando a beleza do Rio Ran.
O Rio Ran tem uma ponte enorme que o cruza e essa ponte espirra uns jatos d'agua pelo lado que o rio corre e tem umas luzes de todas as cores que refletem na água deixando-a ainda mais bonita, aquilo e realmente maravilhoso.
- Obrigado por me trazer ate aqui, esse lugar e surpreendente. - Falei abraçando Arthur.
Nos rodamos muitos locais pela cidade a noite. Comemos muito também.
Depois de algum tempo Arthur disse que iria me levar em um lugar muito simples mas lindo, quando chegamos lá era um parque com algumas árvores com folhas rosas e iluminadas por uma luz.
- Esse local e lindo Arthur, obrigado por me proporcionar uma noite tão magica e especial. - Falei eu.
- Não tem porque agradecer, eu queria que todas as minhas noites fossem com você. - Disse Arthur que se sentou em um banco.
Eu me sentei nesse banco também.
- Olha eu tenho uma coisa para dar para você. - Disse Arthur que tirou o anel que eu pensei ter perdido naquele dia na chuva de dentro do bolso dele.
- Eu pensei ter perdido ele, ha, muito obrigado mesmo, ele e muito importante para mim. - Falei enquanto colocava o anel em meu dedo e abraçava Arthur.
- Eu também tenho uma coisa para dar para você, feche os olhos. - Eu peguei a mão de Arthur e coloquei o anel que eu tinha comprado na joalheria.
- pode abrir os olhos agora.
Depois que Arthur abriu os olhos ele ficou encarando o anel com meu nome com um olhar de surpresa eu pensei que ele não tinha gostado mas depois eu vi uma lágrima sair do olho dele e ele me abraçou enquanto chorava muito. Desde que eu cheguei aqui e encontrei o Arthur, nunca o senti tão vulnerável.
- Obrigado Rene, esse e o melhor presente que alguém já me deu. - Disse Arthur limpando as lagrimas.
- Me faz muito feliz saber que você gostou, agora você um anel com meu nome e eu tenho um anel com o seu. - Falei eu.
- Olha Rene, eu sei que depois que a gente se separou muita coisa mudou e depois que a gente se encontrou de novo as coisas entre nos possam ter ficado um pouco estranhas no começo mas eu quero que você saiba dos sentimentos que eu tenho por você quero que saiba que eles nunca mudaram, que depois que eu vi você crescido eles só ficaram mais fortes, então eu estou louco para dizer, Eu te amo Rene. - Disse Arthur segurando minhas duas mãos.
- Rene, eu sempre te amei e isso e uma coisa que nem o tempo nem a distância conseguiu mudar entre, Eu também te amo Arthur.
Nos dois nos beijamos ali debaixo das luzes que iluminavam as folhas daquelas árvores mas dessa vez foi diferente pois eu e ele sabíamos que o sentimento era mútuo.
- Rene, v...Você que... que... quer namorar comigo? - Perguntou Arthur com a cabeça baixa e suas bochechas avermelhadas.
Coloquei minha mão no queixo dele e levantei a cabeça do mesmo.
- Arthur, eu nunca iria querer de outra maneira, e claro que eu quero namorar com você. - Respondi.
Arthur deu um grito de alegria me pegou pela cintura e me levantou, nos estávamos muito felizes juntos de novo.
FIM DO 1° VOLUME. CONTINUA...
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Secret Lovers
RomancePessoas diferentes tem uma coisa incomum, todos tem um vício, algo que façam se sentir bem, algo que lhes de prazer, algo que por mais que parecer errado, algo que possa parecer "pecaminoso" mas gostam de fazer. Eu Taichi, não sou diferentes dessas...
