SECRET LOVERS cap2

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 Depois daquele "beijo" eu levantei Imediatamente de cima do Arthur, fiquei muito envergonhado.


Depois que eu sai de cima dele ele se levantou e pegou meu roupão e colocou em mim, eu senti a mão dele no meu ombro, ele chegou perto de mim e disse:

-Não precisa ficar envergonhado, foi só um acidente - Eu concordei com a minha cabeça baixa. Depois disso ele me levou para meu quarto e foi para a sala, Depois que eu terminei de vestir minha roupa percebi que a senhora Satoshy e a Rafaela já aviam chegado e estavam na cozinha preparando o almoço.

- Rafaela, se não quiser não precisa ajudar no almoço, afinal você já me ajudou a fazer as compras e a trazer tudo, vá brincar com suas amigas. - disse a senhora Satoshy enquanto minha irmã ajudava a guardar algumas coisas que estavam na sacola.

- Eu não tenho amigas e essa também e minha casa tenho obrigações também e a senhora não sabe aonde estão a maioria das coisas então... -

Eu me sentei na cadeira do balcão da cozinha pensando no que tinha acontecido entre mim e o Athur, a senhora Satoshy percebeu que eu estava pensativo e falou comigo.

- Rene, está tudo bem? - Sim e que eu só estou um pouco entediado.

- Bem, vá brincar no quintal então, quando o almoço estiver pronto eu chamo você.

- Tudo bem, obrigado senhora Satoshy. - Eu sai correndo em direção ao quintal para brincar e me distrair um pouco dos meus sentimentos e pensamentos sobre o que tinha acontecido. Enquanto eu brincava, Arthur tinha ido da sala para a cozinha a minha procura.

- Mãe você viu o Rene passar por aqui? - Perguntou Arthur a senhora Satoshy.

- Ele está no quintal brincando...Arthur aconteceu alguma coisa com você ou com o Rene?

- NÃO!!!...err, porque a pergunta? - Disse Arthur já suando de nervoso.

- Porque o Rene estava muito pensativo e para uma criança da idade dele e um pouco entranho.

- Bom eu vou falar com ele para ter certeza de que está tudo bem. - Disse Rafaela que deixou de cortar as cenouras e foi em direção ao quintal.

- NÃO!!! - Gritou Arthur.

- E porque não?. - Perguntou Rafaela já desconfiada com as mãos na cintura.

- Por...por...porque pode ser a...pode ser a... Ah, pode ser a puberdade, e e isso, pode ser a puberdade. - Disse Arthur.

- E o que isso tem haver? - Perguntou Rafaela ainda mais curiosa.

- Eque...ele e homem e... a...puberdade masculina e um pouco diferente da feminina...-Respondeu Arthur.

- Bom...isso e verdade, e eu odiaria ter que falar disso com o Rene, então pode ir.

Arthur pegou uma maça do balcão da cozinha e correu em direção ao quintal a minha procura. Ele vasculhou todo o quintal mas não tinha me encontrado dai ele olhou para cima e viu a casa na árvore e subiu, quando chegou lá em cima ele me viu sentado na beirada lateral da casa na árvore.

 - Você está ai, eu estava te procurando. - Disse Arthur que se sentou do meu lado direito.


- Desculpa não ter avisado que vinha para cá. - Respondi com minha cabeça baixa ainda com muita vergonha.

- Rene, aquilo foi um acidente, não precisa ficar assim. - Disse ele num tom tão calmo. Mas na verdade eu não queria que aquilo tivesse sido um acidente.

- Toma, peguei essa maça para você. - Ele pegou a maça e colocou na minha mão.

Naquele momento eu senti meu coração dar uma batida de calor, e esse calor percorria todo meu corpo, eu nunca tinha sentido nada assim antes. Eu segurei a maça junto com a mão dele e falei:

- Hoje de manhã você me disse que enquanto eu estivesse com você eu não estaria sozinho, isso e verdade?, você nunca vai me abandonar né?.

Depois que eu disse isso percebi o que eu tinha falado então soltei a maça e a mão dele no mesmo instante e abaixei minha cabeça morrendo de vergonha, mas sinceramente não me arrependo de uma só palavra.

Arthur soltou a maça e segurou minha mão, chegou perto de mim e falou:

- Eu prometo que vou ficar com você ate quando você quiser ou precisar de mim. Foi quando eu levantei minha cabeça e olhei para Arthur, o sol bateu naqueles olhos azuis da cor do mar que refletiram no fundos dos meus olhos, aquele cabelo castanho que balançava com o vento, foi ai que tive certeza do que eu sentia pelo Arthur. Quando eu vi meu rosto já estava a poucos centímetros do rosto dele e porque me conter? por quer esconder o que sinto? então nós nos beijamos outra vez, mas dessa vez não foi um acidente.

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