Depois daquele "beijo" eu levantei Imediatamente de cima do Arthur, fiquei muito envergonhado.
Depois que eu sai de cima dele ele se levantou e pegou meu roupão e colocou em mim, eu senti a mão dele no meu ombro, ele chegou perto de mim e disse:
-Não precisa ficar envergonhado, foi só um acidente - Eu concordei com a minha cabeça baixa. Depois disso ele me levou para meu quarto e foi para a sala, Depois que eu terminei de vestir minha roupa percebi que a senhora Satoshy e a Rafaela já aviam chegado e estavam na cozinha preparando o almoço.
- Rafaela, se não quiser não precisa ajudar no almoço, afinal você já me ajudou a fazer as compras e a trazer tudo, vá brincar com suas amigas. - disse a senhora Satoshy enquanto minha irmã ajudava a guardar algumas coisas que estavam na sacola.
- Eu não tenho amigas e essa também e minha casa tenho obrigações também e a senhora não sabe aonde estão a maioria das coisas então... -
Eu me sentei na cadeira do balcão da cozinha pensando no que tinha acontecido entre mim e o Athur, a senhora Satoshy percebeu que eu estava pensativo e falou comigo.
- Rene, está tudo bem? - Sim e que eu só estou um pouco entediado.
- Bem, vá brincar no quintal então, quando o almoço estiver pronto eu chamo você.
- Tudo bem, obrigado senhora Satoshy. - Eu sai correndo em direção ao quintal para brincar e me distrair um pouco dos meus sentimentos e pensamentos sobre o que tinha acontecido. Enquanto eu brincava, Arthur tinha ido da sala para a cozinha a minha procura.
- Mãe você viu o Rene passar por aqui? - Perguntou Arthur a senhora Satoshy.
- Ele está no quintal brincando...Arthur aconteceu alguma coisa com você ou com o Rene?
- NÃO!!!...err, porque a pergunta? - Disse Arthur já suando de nervoso.
- Porque o Rene estava muito pensativo e para uma criança da idade dele e um pouco entranho.
- Bom eu vou falar com ele para ter certeza de que está tudo bem. - Disse Rafaela que deixou de cortar as cenouras e foi em direção ao quintal.
- NÃO!!! - Gritou Arthur.
- E porque não?. - Perguntou Rafaela já desconfiada com as mãos na cintura.
- Por...por...porque pode ser a...pode ser a... Ah, pode ser a puberdade, e e isso, pode ser a puberdade. - Disse Arthur.
- E o que isso tem haver? - Perguntou Rafaela ainda mais curiosa.
- Eque...ele e homem e... a...puberdade masculina e um pouco diferente da feminina...-Respondeu Arthur.
- Bom...isso e verdade, e eu odiaria ter que falar disso com o Rene, então pode ir.
Arthur pegou uma maça do balcão da cozinha e correu em direção ao quintal a minha procura. Ele vasculhou todo o quintal mas não tinha me encontrado dai ele olhou para cima e viu a casa na árvore e subiu, quando chegou lá em cima ele me viu sentado na beirada lateral da casa na árvore.
- Você está ai, eu estava te procurando. - Disse Arthur que se sentou do meu lado direito.
- Desculpa não ter avisado que vinha para cá. - Respondi com minha cabeça baixa ainda com muita vergonha.
- Rene, aquilo foi um acidente, não precisa ficar assim. - Disse ele num tom tão calmo. Mas na verdade eu não queria que aquilo tivesse sido um acidente.
- Toma, peguei essa maça para você. - Ele pegou a maça e colocou na minha mão.
Naquele momento eu senti meu coração dar uma batida de calor, e esse calor percorria todo meu corpo, eu nunca tinha sentido nada assim antes. Eu segurei a maça junto com a mão dele e falei:
- Hoje de manhã você me disse que enquanto eu estivesse com você eu não estaria sozinho, isso e verdade?, você nunca vai me abandonar né?.
Depois que eu disse isso percebi o que eu tinha falado então soltei a maça e a mão dele no mesmo instante e abaixei minha cabeça morrendo de vergonha, mas sinceramente não me arrependo de uma só palavra.
Arthur soltou a maça e segurou minha mão, chegou perto de mim e falou:
- Eu prometo que vou ficar com você ate quando você quiser ou precisar de mim. Foi quando eu levantei minha cabeça e olhei para Arthur, o sol bateu naqueles olhos azuis da cor do mar que refletiram no fundos dos meus olhos, aquele cabelo castanho que balançava com o vento, foi ai que tive certeza do que eu sentia pelo Arthur. Quando eu vi meu rosto já estava a poucos centímetros do rosto dele e porque me conter? por quer esconder o que sinto? então nós nos beijamos outra vez, mas dessa vez não foi um acidente.
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Secret Lovers
RomancePessoas diferentes tem uma coisa incomum, todos tem um vício, algo que façam se sentir bem, algo que lhes de prazer, algo que por mais que parecer errado, algo que possa parecer "pecaminoso" mas gostam de fazer. Eu Taichi, não sou diferentes dessas...
