Secret Lovers Cap9*30*(Não dá)

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Com tudo aquilo acontecendo na minha cabeça eu pensei seriamente em não falar nada para o Arthur mas eu tinha que contar.

- Arthur eu queria poder te dizer que a história termina aqui... mas não. - Me preparei para a reação de Arthur.

- Como assim Taichi? O que aconteceu depois disso tudo? - Arthur ficou preocupado.

- Depois do acidente eu não consegui mais ver o Do-Yun e me conformei que era melhor seguir enfrente e deixar que ele tenha uma segunda chance na vida dele, mas ontem quando eu entrei no meu apartamento... O Do-Yun estava lá. - Olhei para Arthur e seu rosto ficou sem expressão.

- O que ? -

- Ele simplesmente apareceu lá, eu sabia que o veria de novo um dia mas não nessa situação...E eu fiquei tão ... Tão. -

- Você gostou, não foi? - Arthur parecia triste, ver ele triste me fez sentir uma culpa horrível.

- Arthur eu-

- Não precisa falar nada Taichi, eu te entendo. - Arthur sorriu e olhou para mim disfarçando a decepção dele.

- Entende? -

- Sim, eu amo você Taichi mas se por algum milagre o Rene voltasse para mim eu também ficaria na mesma situação. - Arthur olhou para baixo.

- E eu te entendo, nunca foi minha intenção ficar no lugar do Rene, eu sei o que você sentia e ainda sente por ele. - Coloquei minha mão no ombro dele.

- É... Mas isso não significa que eu posso deixar de me sentir magoado. - Arthur tirou minha mão do ombro dele e se levantou. - Eu quero que você tenha uma boa vida e que tenha um futuro brilhante Taichi e sinto muito pelo que aconteceu com você de verdade mas acho melhor você e eu darmos um tempo, precisamos organizar nossas cabeças antes de dar qualquer passo. 

- Você tem todo o direito de estar magoado comigo mas por favor Arthur, não se afaste de mim. - Me levantei e me segurei em um dos braços dele.

- Sinto muito Taichi, eu preciso ficar longe de você antes que eu me apegue mais, não sei se aguento passar por tudo aquilo novamente. - Arthur deixou virou de costas.
- Arthur por favor! - Era tarde de mais ele já havia saído, me sentei de volta no banco e coloquei minhas mãos na minha cabeça. - Que merda foi que eu acabei de fazer? Por que as coisas têm sempre que ser assim? - abaixei minha cabeça e chorei em silêncio.
- Taichi? - Ha-Jun se aproximou de mim.
- Oi - Limpei meu rosto rapidamente. - Obrigado pela comida Ha-Jun, estava tudo muito bom. -
- Taichi...- Ele quase falou algo a respeito do que acabou de acontecer, mas ele olhou bem para mim e não falou nada. - Obrigado Taichi, você pode vir trabalhar na segunda, nós vamos abrir as 08:00 da manhã. Quando você chegar eu te dou um uniforme.
- Muito obrigado por esse emprego Ha-Jun. - Me levantei e deixei o dinheiro da conta encima da mesa.
- Por nada Taici, chamei outros caras que trabalham na Toepye para virem trabalhar aqui também mas eles pediram um tempo, você foi o primeiro a confirmar. Agora vá para a sua casa e descanse um pouco a sua cabeça deve estar uma loucura. - Ele me acompanhou até a porta.
- Tudo bem eu vou fazer isso, e obrigado mais uma vez Ha-Jun. - Saí do restaurante e voltei para casa a pé para pensar mais no que eu devia fazer em relação ao Do-Yun pois querendo ou não, eu ainda o amava.
Assim que cheguei em casa o vi que estava tudo muito limpo e no lugar.
- Do-Yun? -
- Oie Taichi, que bom que você voltou, já é quase 6(Seis) sabia? Estou dando um banho no Dagui, fiz compras se quiser comer tem alguns enlatados e frutas na geladeira. -
-Do-Yun, eu quero ter aquela conversa. - Falei bem alto e claro. 

Ele desligou o chuveiro e veio correndo até mim com o Dagui enrolado em uma toalha nos braços dele.
- Você realmente quer? - Ele ficou surpreso com isso.
- Sim, mas deixa eu secar o Dagui primeiro, não quero que ele fique doente. -
- Tudo bem, tome. - Ele me entregou o Dagui, eu o elevei para o meu quarto e comecei a seca-lo.
- Ele mudou bastante mesmo, quando eu tentava dar banho nele ele me rasgava inteiro agora ele não se importa mais com a água, nem com o barulho do secador.- Disse Do-Yun enquanto secava as mãos na toalha.
- Muita coisa mudou nesse ano que se passou Do-Yun. - Continuei secando o Dagui por um tempo e o Do-Yun ficou sentado no lado da cama olhando o telefone.
- Pronto acabei Dagu. - Soltei ele no chão e ele correu para a sala. - pode ir se sujar de novo.
- Agora nós podemos ter aquela conversa?- Do Yun colocou o telefone encima do travesseiro e se sentou mais perto de mim.
- Taichi, eu quero falar primeiro se você não se importar. -
- Claro, fique a vontade. -
- Eu... Queria te perdir perdão pelo que aconteceu, eu queria que tivesse sido diferente para você, não consigo imaginar como você conseguiu lidar com aquilo tudo sozinho e com pessoas apontando o dedo para você. Quando eu estava no hospital a primeira pessoa que eu pedi para ver foi você mas ai eu percebi que não conseguia mexer minhas pernas e fiquei desesperado tudo que eu queria era correr até você te abraçar e te falar que eu estou do seu lado para te ajudar a superar tudo isso, algumas semanas depois eu comecei a andar novamente e pedi para que alguém trouxesse você para que eu pudesse te ver mas meu irmão falou que você não queria mais me ver e que você me culpava pelo que aconteceu, mas eu sabia que aquilo era mentira.
- Como você sabe? - 

- Por que eu conheço você, nós já tivemos muitas brigas por coisas sérias mas nunca desejamos mal um para o outro, pelo menos nós não falávamos.
- Você tinha o mal costume de entrar com sapatos em casa, e de não lavar a louça também. - Me lembrei vagamente de algumas dessas brigas.
- Você me fazia varrer o apartamento inteiro mesmo eu nem tendo passado da sala. -
- Quer mesmo discutir isso agora? -
- Desculpe, eram bons tempos... Bom mas um tempo depois de fazer fisioterapia eu consegui recompor meu corpo aos poucos, eu só queria ter saído logo daquele hospital para ver você, só de imaginar que talvez você fosse me ver e meus pais mandassem você embora me dava mais vontade de sair daquele lugar. Consegui alta do hospital semana passada, meus pais devem ter pagado o medico para me segurar lá por que sabiam que se eu saísse de lá o primeiro lugar que eu viria era aqui, para ficar com você...
- Ouvindo aquilo meu coração se partiu em pedaços, eu tive tantos pensamentos egoístas e mesquinho nesse tempo em que ele estava no hospital sentindo a minha falta. Mas isso não muda o fato de eu ter seguido em frente... acho que ele deveria fazer o mesmo.
- Eu te achei, eu tive você novamente e é muito difícil dizer para você que... acabou.
Olhei para Do-Yun assustado.
- O que você quer dizer com isso Do-Yun?-
- Taichi, eu sei o que você passou nesse último ano, e me doeu muito ter que saber que você aguentou tanto julgamento das pessoas sozinho, eu sei que você foi trabalhar com o Huasong de Stripper e sim é um trabalho digno tanto quanto qualquer outro mas os motivos pelo qual você acabou indo parar lá é que me fazem perceber que eu não te mereço, por minha culpa você não conseguiu encontrar emprego em lugar algum porque a minha família espalhou boatos de que você era o culpado do acidente de alguma forma. Seu nome saiu em muitos canais de fofoca, mas eu sei que você já 

 sabe disso, nenhuma empresa pequena ou grande vai querer contratar você. -

- Eu sabia daquilo tudo e aquilo me magoava bastante, as pessoas viam o meu currículo e me chamavam para uma entrevista, assim que viam meu rosto eles me mandavam embora, ou quando ligavam para o meu antigo emprego o seu pai... ele não me recomendava para ninguém. - Aqueles foram tempos muito difíceis para mim.
- Por minha culpa você nunca vai conseguir o emprego que você sempre sonhou em ter, sua vida profissional está destruída Taichi. -
- Você sabe que isso não é sua culpa, eu não culpo ninguém por nada do que já aconteceu Do-Yun, eu quero apenas ter uma vida. - Olhei para ele bem no fundo dos seus olhos.
- Eu vou concertar isso tudo para você Taichi, eu prometi para mim mesmo. Minha família causou muito dano a sua vida e não importa aonde eu esteja eles sempre vão estar nas minhas costas. - Do-Yun se levantou e chegou mais perto de mim.
- Então...é isso? É assim?. - Me levantei e ficamos olhando um para o outro bem de perto.
- Não tem como ser diferente, nós dois.. não dá certo...
Nossos olhos começaram a se encher de lágrimas e meu coração começou a rachar mais uma vez.
- Não acredito que tudo que vivemos vai escorrer entre os nossos dedos assim.- Falei eu enquanto o abraçava.
- Não é como se não tivesse valido a pena, eu não me arrependo de nada. -Do-Yun sussurrou no meu ouvido.
Seguramos as mãos um do outro e juntamos nossas testas enquanto olhávamos nos olhos um do outro.
- Eu sempre vou te amar Taichi.-
- Eu também sempre vou te amar Do-Yun.

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