LÍVIA
Eu nunca estive tão desesperada e angustiada na minha vida.
Quando vi Cauê caindo no chão, eu parecia ter pedido as forças, mas tudo em mim pedia pra continuar, pra que eu conseguisse ajudar ele.
Katana: Atirem nela!
Lív: Se apontarem a arma pra mim, eu meto a faca nela. Não esqueçam que eu estou com o controle dela.
Katana: Sua inútil!
Quanto mais ela falava mais eu sentia vontade de matar ela!
DRIKA
Finalmente a polícia chegou, Cauê nem se mexia, eu precisava ligar pra a ambulância, mas ele levou o celular com ele.
Policial: Vá para o carro!
Drika: Mas meus amigos estão lá embaixo.
Policial: Vá para o carro!
Sabe aquela sensação de quem vai passar mau? É. Eu não sentia minhas pernas, eu sentia meu corpo balançar, meu coração a ponto de sair pela boca.
Entrei no carro e esperei por alguma notícia, eu não tirava meus olhos dos vidros, eu me sentia inútil.
Eu já tava totalmente perdida, até escutar alguns disparos, meu Deus, mais tiros.
Será que os policiais deteram alguém? Será que eles estão bem?
LÍVIA
Quando vi a polícia chegar, senti 1% de alívio pelo menos. O que mais me preocupava era o fato de Cauê não se mover.
Eu já não tinha medo de mais nada, meu único medo era vê Cauê morrer.
E foi assim, eu precisei ser sequestrada, sofrer crises de ansiedades e torturas pra perceber que sim, eu gostava dele.
Era bizarro, eu só ter percebido aquilo em meio a toda aquela situação.
Meu olhar não saia dele, até que eu fiz a maior loucura que eu já fiz.
Sim, eu larguei Katana e corri pra ajuda-lo.
Nisso que eu corri Katana tentou fugir e a polícia chegou e atirou nela, por incrível que pareça, infelizmente ela continuou viva.
Ela estava ferida, mas aparentemente melhor que ele, ela não parava de gritar e falar o quanto me odiava.
Os capangas estavam cercados por policiais em todos os cantos, tinha até mesmo alguns com sniper.
Então eles se renderam e jogaram as armas no chão.
Eu me ajoelhei no chão e chamava Cauê, alisando seu cabelo, conforme ele não me respondia o meu desespero era maior.
Os policiais acionaram a ambulância, e eu não saia de perto dele.
Lívia: Precisamos estancar o sangue.
Policial: Deixe para os médicos resolverem.
Lívia: Tá, mas precisamos estancar o sangue.
Policial: Não, não vamos mexer nele!
Lívia: ELE NÃO PODE FICAR PERDENDO SANGUE! ELE VAI MORRER!
Policial: Não podemos fazer nada.
Lívia: ERRADO! VOCÊ NÃO PODE FAZER NADA! - Arranco um pedaço da minha blusa, e coloco no local do ferimento -
Policial: - Revira os olhos -
Lívia: Por que não levamos ele na viatura?
Policial: Pra que? Não vamos encher o carro de sangue, sendo que não somos médicos.
Lívia: QUE BOSTA DE POLICIAL VOCÊ É?
Eu não acredito que esse policial de merda não vai ajudar o garoto, ele tá sangrando.
Eu não tinha psicológico pra debater.
Eu estava atordoada, Cauê não me respondia, não se mexia, não fazia absolutamente nada.
Eu preciso que você acorde, tenho tanta coisa pra te falar...
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O Irmão Da Minha Melhor Amiga
Ficção AdolescenteOs opostos se atraem! Lívia Werneck é uma adolescente apaixonada por literatura e por matemática. Vive em seu próprio mundo tendo como sua única companhia sua amiga Meg. Para Lívia a única coisa que importa é seus estudos e dar orgulho a seus pais...
